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Depois de formar sete jovens na Rocinha com curtas de 1 minuto feitos pelo celular, Curta Periferias chega à Maré para ensinar roteiro, filmagem e edição a moradores de 15 a 35 anos

Depois de formar sete jovens na Rocinha com curtas de 1 minuto feitos pelo celular, Curta Periferias chega à Maré para ensinar roteiro, filmagem e edição a moradores de 15 a 35 anos

4 min de leitura

Depois de formar sete jovens na Rocinha com curtas de 1 minuto feitos pelo celular, Curta Periferias chega à Maré para ensinar roteiro, filmagem e edição a moradores de 15 a 35 anos

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 24/08/2026 às 16:06

Atualizado em 24/08/2026 às 16:07

Ciência e Tecnologia

Canal

Projeto Curta Periferias usa o celular como ferramenta de roteiro, filmagem e edição em formação voltada a moradores das favelas cariocas.

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Após uma primeira edição de seis semanas na Rocinha, que terminou com sete jovens formados e três curtas premiados, o Curta Periferias chega à Maré com oficinas gratuitas de audiovisual no próprio celular.

O que começou na Rocinha com sete jovens transformando histórias do território em filmes de apenas um minuto vai ganhar uma nova etapa no Complexo da Maré. A proposta coloca uma ferramenta já presente no bolso dos participantes no centro da formação: o celular.

Anunciada em 22 de julho pela Prefeitura do Rio, a nova edição do Curta Periferias é voltada a moradores de 15 a 35 anos. As atividades incluem fundamentos do audiovisual, desenvolvimento de roteiro, filmagem e edição com ferramentas gratuitas. O objetivo é permitir que os participantes construam seus próprios curtas a partir de histórias, personagens e situações do cotidiano da comunidade.

Sete jovens terminaram a primeira edição na Rocinha

A expansão para a Maré vem depois de uma experiência de seis semanas na Rocinha. Sete jovens concluíram a formação e produziram curtas de um minuto usando o celular. A etapa terminou com uma mostra e premiação dos três trabalhos mais bem colocados, dando visibilidade a narrativas criadas por moradores da própria favela.

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Walter Alves Barbosa Junior ficou em primeiro lugar com Corre Cria e recebeu R$ 1,5 mil. Isabella dos Anjos Alvarez conquistou a segunda colocação com Do Lado De Cá, premiado com R$ 1 mil. Maria Clara ficou em terceiro com Botânica no Beco e recebeu R$ 500. Os valores e os títulos foram divulgados pela Prefeitura do Rio ao anunciar a chegada do projeto à Maré.

Celular vira câmera, ilha de edição e porta de entrada para o audiovisual

O desenho do projeto aposta em equipamentos acessíveis. Em vez de exigir câmera profissional ou computador de alto desempenho para começar, a formação trabalha com o smartphone e apresenta noções de enquadramento, captação, roteiro, filmagem e edição. A metodologia já aparecia desde o lançamento da primeira edição, em março, quando o programa foi apresentado como uma forma de estimular produção audiovisual independente dentro da Rocinha.

O Fala Roça, veículo comunitário da Rocinha, destacou durante o lançamento que a capacitação inclui enquadramento, iluminação, som e edição, além da construção de narrativas ligadas ao território. Essa combinação ajuda a explicar por que os curtas de um minuto funcionam como exercício final: o formato obriga os participantes a selecionar uma ideia, organizar a história e transformá-la em uma peça curta com começo, desenvolvimento e desfecho.

Maré recebe nova edição com rede maior de parceiros

Na Maré, o Curta Periferias reúne a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, a RioFilme e a Uniperiferias, além de Bela Maré e Observatório de Favelas. A nova etapa também conta com parceria da Firjan SESI, por meio do Cine SESI. A Agência de Notícias das Favelas registrou a chegada da iniciativa ao território e reforçou que o eixo continua sendo a produção audiovisual pelo celular.

A escolha da Maré amplia o alcance de uma experiência que nasceu em outra grande favela carioca sem abandonar a lógica de autoria local. Em vez de levar histórias prontas sobre as comunidades, o projeto oferece ferramentas para que os próprios moradores decidam o que filmar, como contar e quais imagens usar para representar seus espaços.

Da primeira filmagem à exibição, formação trabalha o processo completo

As oficinas não se limitam a apertar o botão de gravar. A programação divulgada inclui etapas que antecedem e sucedem a filmagem, como fundamentos do audiovisual, roteiro e edição. Isso permite que um participante comece com uma ideia simples e percorra o caminho até um vídeo finalizado, entendendo como decisões de imagem, som e montagem alteram a forma como uma história chega ao público.

A experiência da Rocinha oferece um resultado concreto para a nova turma: sete concluintes e três produções premiadas depois de seis semanas de atividades. A edição da Maré, porém, começa como uma nova etapa e seus resultados ainda dependerão do trabalho que será desenvolvido pelos participantes.

Histórias de dentro da comunidade ganham outra rota para circular

Para jovens interessados em comunicação, cinema, redes sociais ou produção de conteúdo, a formação abre uma porta de entrada que não depende de equipamento caro. Para a comunidade, cria outra possibilidade de registro do cotidiano por quem conhece seus becos, pessoas, referências culturais e problemas de perto.

O Curta Periferias chega à Maré com uma prova anterior pequena, mas mensurável: sete jovens concluíram a primeira edição e transformaram o celular em ferramenta para contar histórias de um minuto. Agora, a próxima leva de participantes terá a chance de fazer o mesmo a partir de outro território do Rio.

Você acha que projetos de audiovisual pelo celular podem abrir caminhos profissionais e fortalecer a forma como as periferias contam suas próprias histórias? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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