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Depois de passar 11 anos sem conseguir entrar na universidade por falta de dinheiro, homem no Quênia sai de Bomet a pé, caminha 250 quilômetros em quatro dias para tentar financiar os estudos, arrecada 12 mil xelins e conquista uma vaga para cursar Educação na Mount Kenya University

Depois de passar 11 anos sem conseguir entrar na universidade por falta de dinheiro, homem no Quênia sai de Bomet a pé, caminha 250 quilômetros em quatro dias para tentar financiar os estudos, arrecada 12 mil xelins e conquista uma vaga para cursar Educação na Mount Kenya University

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Depois de passar 11 anos sem conseguir entrar na universidade por falta de dinheiro, homem no Quênia sai de Bomet a pé, caminha 250 quilômetros em quatro dias para tentar financiar os estudos, arrecada 12 mil xelins e conquista uma vaga para cursar Educação na Mount Kenya University

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/08/2026 às 22:12

Atualizado em 10/08/2026 às 22:13

Curiosidades

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Após 11 anos sem entrar na universidade, queniano caminha 250 km em quatro dias e conquista vaga para cursar Educação.

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História registrada no Quênia acompanha uma tentativa incomum de romper mais de uma década de dificuldades financeiras e alcançar o ensino superior, envolvendo uma longa jornada entre cidades, apoio de desconhecidos e uma resposta decisiva de uma universidade após a mobilização ganhar repercussão.

Duncan Kibet passou 11 anos sem conseguir ingressar em uma universidade por dificuldades financeiras e, diante desse bloqueio prolongado, decidiu percorrer a pé cerca de 250 quilômetros entre Bomet e Nairóbi, no Quênia, em busca de apoio para continuar os estudos.

Ao longo de quatro dias de caminhada, ele reuniu 12 mil xelins quenianos em contribuições e viu a mobilização terminar com uma oferta de admissão incondicional para cursar Educação na Mount Kenya University, instituição privada de ensino superior do país.

Segundo o jornal queniano The Kenya Times, Kibet tinha 27 anos e havia concluído o ensino médio sem conseguir avançar diretamente para a universidade, já que a falta de recursos financeiros manteve a graduação fora de alcance por mais de uma década.

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Duncan Kibet ficou 11 anos sem entrar na universidade

O ensino médio havia sido concluído em 2015, quando ele realizou o Kenya Certificate of Secondary Education, exame que marca o encerramento dessa etapa escolar no país e que, naquele momento, ainda não abriu caminho imediato para a continuidade acadêmica.

Nos 11 anos seguintes, a tentativa de encontrar uma forma de financiar a graduação permaneceu como parte central de sua rotina, enquanto o objetivo de entrar no ensino superior continuava adiado por uma limitação econômica que ele não conseguia superar sozinho.

Diante desse cenário, Kibet adotou uma estratégia incomum para chamar atenção para o próprio objetivo e, em 28 de janeiro de 2026, deixou Bomet a pé com destino a Nairóbi, planejando usar o trajeto para arrecadar recursos destinados aos estudos.

Caminhada de 250 quilômetros ligou Bomet a Nairóbi

Após 11 anos sem entrar na universidade, queniano caminha 250 km em quatro dias e conquista vaga para cursar Educação.

A distância informada entre o ponto de partida e a capital queniana foi de aproximadamente 250 quilômetros, percurso que ele começou às 5h33 e completou em quatro dias, transformando o deslocamento em uma campanha pública voltada à continuidade de sua formação.

Sem dinheiro disponível no início do primeiro trecho, o estudante seguiu de Bomet em direção a Narok, uma das localidades atravessadas durante o caminho, enquanto compartilhava atualizações sobre a jornada e mostrava as dificuldades enfrentadas ao longo da rota.

À medida que as publicações ganhavam alcance, pessoas que acompanhavam o percurso passaram a colaborar com valores destinados principalmente à alimentação e à hospedagem, permitindo que a falta inicial de recursos não interrompesse a caminhada antes da chegada a Nairóbi.

Doações ajudaram a sustentar a jornada pelo Quênia

Parte dessas contribuições foi organizada por meio de um grupo no WhatsApp e, ao final da mobilização, o total arrecadado chegou a 12 mil xelins quenianos, conforme os valores registrados na cobertura publicada pelo The Kenya Times.

Além de ajudar a sustentar os quatro dias de percurso, o dinheiro estava ligado à tentativa de viabilizar o ingresso no ensino superior, enquanto Kibet buscava ampliar a visibilidade de sua situação e encontrar apoio capaz de financiar a graduação.

O objetivo acadêmico era cursar Bachelor of Education, graduação voltada à área de Educação, e a repercussão alcançada pela caminhada acabou levando o caso até a Mount Kenya University, que passou a acompanhar publicamente a trajetória do jovem queniano.

Mount Kenya University concedeu admissão para Educação

A universidade decidiu conceder a Kibet uma admissão incondicional para o curso de Educação, encerrando uma espera de 11 anos entre a conclusão da escola e a possibilidade concreta de iniciar uma graduação em uma instituição de ensino superior.

Além da autorização para ingressar no curso, a Mount Kenya University informou que o acomodaria em seus alojamentos universitários enquanto ele concluísse os procedimentos necessários para efetivar a admissão, acrescentando um suporte diretamente relacionado à nova etapa acadêmica.

Dificuldades financeiras também marcaram a trajetória familiar

A caminhada ocorreu depois de uma trajetória familiar marcada por limitações financeiras, já que Kibet foi criado pela mãe, responsável sozinha pelos filhos, enquanto outros irmãos conseguiram avançar para o ensino superior e ele permanecia fora da universidade.

Entre esses casos está o do irmão mais novo, que obteve nota A- e conseguiu admissão na Jomo Kenyatta University of Agriculture and Technology, conhecida pela sigla JKUAT, enquanto Kibet seguia procurando uma alternativa para financiar a própria graduação.

Ao chegar a Nairóbi depois de quatro dias de caminhada, o jovem que havia passado mais de uma década sem conseguir pagar a entrada no ensino superior viu a mobilização resultar em autorização para iniciar o curso que buscava.

Processo acadêmico avançou após a chegada a Nairóbi

O processo de ingresso da Mount Kenya University considera o desempenho acadêmico dos candidatos, incluindo a média alcançada e os resultados obtidos em disciplinas relacionadas ao curso pretendido, além da apresentação de documentos de identificação e certificados acadêmicos pertinentes à admissão.

No caso de Kibet, a instituição anunciou tanto a admissão incondicional quanto a oferta de alojamento durante a conclusão das exigências restantes, abrindo uma possibilidade concreta de retomada acadêmica depois da longa interrupção que começou ao término do ensino médio.

Os números ligados à trajetória ajudam a dimensionar o esforço realizado: aproximadamente 250 quilômetros percorridos, quatro dias de caminhada e 12 mil xelins reunidos com a ajuda de pessoas que acompanharam a iniciativa e decidiram contribuir durante o percurso.

Da saída de Bomet à chegada em Nairóbi, a mobilização levou o caso até a universidade onde Kibet recebeu admissão para a graduação em Educação, transformando um deslocamento planejado para buscar apoio em uma oportunidade concreta de voltar aos estudos.

Enquanto finalizava as exigências relacionadas à entrada no curso, Kibet também passou a contar com a oferta de espaço nos dormitórios da Mount Kenya University, medida que permitiu avançar no processo acadêmico depois de 11 anos sem conseguir entrar na universidade.

Depois de 11 anos sem conseguir entrar na universidade por falta de recursos, quantas pessoas estariam dispostas a percorrer 250 quilômetros a pé durante quatro dias para transformar o objetivo de estudar em uma oportunidade concreta?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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