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Depois de passar anos carregando turistas em Pattaya, elefanta Boon Mee, com mais de 50 anos, deixa o acampamento quando o próprio dono decide se aposentar e, após escapar de uma nova venda para o turismo, finalmente chega a um santuário sem passeios, apresentações ou contato forçado para recomeçar a vida em meio à natureza

Depois de passar anos carregando turistas em Pattaya, elefanta Boon Mee, com mais de 50 anos, deixa o acampamento quando o próprio dono decide se aposentar e, após escapar de uma nova venda para o turismo, finalmente chega a um santuário sem passeios, apresentações ou contato forçado para recomeçar a vida em meio à natureza

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Depois de passar anos carregando turistas em Pattaya, elefanta Boon Mee, com mais de 50 anos, deixa o acampamento quando o próprio dono decide se aposentar e, após escapar de uma nova venda para o turismo, finalmente chega a um santuário sem passeios, apresentações ou contato forçado para recomeçar a vida em meio à natureza

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 26/08/2026 às 12:36

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Após anos carregando turistas em Pattaya, Boon Mee vive aposentada em uma área natural de Sai Yok, onde pode caminhar e buscar o próprio alimento.

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Após passar anos carregando turistas em Pattaya, Boon Mee deixou o trabalho aos mais de 50 anos e tornou-se a primeira elefanta da nova área natural de um santuário em Sai Yok, na Tailândia

Durante anos, Boon Mee carregou turistas em um acampamento de Pattaya, um dos destinos mais conhecidos da Tailândia.

A rotina somente terminou quando o próprio homem que era seu dono e condutor decidiu se aposentar.

Ao encerrar a atividade, ele tomou uma decisão que também mudaria o destino da elefanta com mais de 50 anos. Em vez de vendê-la para outro operador, procurou um lugar onde ela não precisasse mais trabalhar.

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O proprietário estabeleceu uma condição: Boon Mee deveria passar a velhice sem carregar visitantes, participar de apresentações ou servir como atração turística.

A transferência ocorreu em 26 de dezembro de 2025, segundo informações divulgadas pela Somboon Legacy Foundation

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Aposentadoria do dono mudou o destino de Boon Mee

O proprietário não apenas mantinha a posse de Boon Mee. Ele também atuava como mahout, nome utilizado na Tailândia para identificar o condutor ou cuidador que acompanha diariamente um elefante.

Portanto, os dois compartilhavam uma rotina construída ao longo de anos no acampamento turístico de Pattaya.

A fundação não informou por quanto tempo Boon Mee trabalhou no local. Também não revelou quantas pessoas ela carregava diariamente ou quantas horas permanecia envolvida nas atividades.

O fim da carreira do proprietário, porém, criou uma preocupação imediata: o que aconteceria com a elefanta depois da aposentadoria dele?

Em situações semelhantes, um animal pode ser vendido para outro acampamento. Dessa forma, mesmo com idade avançada, continua participando de passeios, apresentações ou atividades voltadas aos visitantes.

O responsável por Boon Mee escolheu outro caminho.

Segundo a organização, ele demonstrou preocupação com o futuro da elefanta e recusou a possibilidade de entregá-la a uma nova operação turística.

A exigência era encontrar um local onde ela pudesse envelhecer sem montarias, espetáculos ou interações forçadas.

O mahout retira e guarda a antiga estrutura de montaria, representando o encerramento definitivo da rotina turística de Boon Mee.

Nova casa proíbe passeios e contato com turistas

Boon Mee foi encaminhada para uma instituição que adota um modelo diferente do turismo tradicional com elefantes.

No santuário, os animais não carregam visitantes, não participam de apresentações e não são usados em sessões de banho com turistas.

O espaço também evita o contato direto promovido como forma de entretenimento.

Essa mudança encerrou uma rotina na qual a presença humana determinava grande parte dos movimentos da elefanta. Em sua nova casa, Boon Mee passou a explorar a área e procurar o próprio alimento.

A elefanta tornou-se a primeira moradora da nova propriedade da organização em Sai Yok, região localizada na província de Kanchanaburi.

Sua chegada também marcou o início da ocupação de uma área preparada para receber elefantes aposentados.

Em sua nova casa, Boon Mee pode caminhar livremente enquanto visitantes permanecem em uma área de observação afastada, sem passeios ou contato direto.

Vegetação natural substituiu a rotina de passeios

O novo ambiente possui vegetação e diferentes plantas que podem ser consumidas pelos animais.

Depois da transferência, os cuidadores observaram Boon Mee caminhando pelo terreno, examinando a vegetação e escolhendo o que desejava comer.

O bambu tornou-se um de seus alimentos preferidos.

A elefanta também passou a arrancar galhos e carregar plantas na tromba enquanto percorria a propriedade. Esses comportamentos fazem parte da rotina registrada pela equipe desde sua chegada.

A mudança não permite reconstruir completamente as condições enfrentadas por Boon Mee em Pattaya. A fonte não detalhou sua situação veterinária antes da transferência nem informou se ela apresentava lesões provocadas pelos anos de trabalho.

Também não foram divulgados o custo da operação, a distância percorrida ou o tempo necessário para levar a elefanta até Sai Yok.

Ainda assim, a transferência encerrou a possibilidade imediata de Boon Mee ser negociada e continuar transportando turistas em outro acampamento.

Cercada pela vegetação do santuário, Boon Mee transporta galhos e plantas na tromba durante sua nova rotina sem passeios turísticos.

Marcas nas orelhas ajudam cuidadores a reconhecê-la

Boon Mee possui características físicas que permitem sua identificação entre outros elefantes.

Suas orelhas são longas e caídas. A parte inferior da orelha direita apresenta danos antigos, embora a origem dessas marcas não tenha sido detalhada.

A nova moradora também possui pelos visíveis na cabeça e abaixo do lábio inferior.

Esses elementos passaram a ser observados pelos cuidadores, que acompanham sua adaptação à propriedade e registram seus hábitos na vegetação.

A idade exata de Boon Mee não foi informada. A estimativa divulgada indica que ela já ultrapassou os 50 anos, período em que muitos elefantes utilizados no turismo continuam trabalhando quando não existe uma alternativa financiada para a aposentadoria.

As orelhas longas, os danos antigos na parte inferior da orelha direita e os pelos visíveis ajudam os cuidadores a reconhecer Boon Mee.

Decisão evitou que a elefanta fosse vendida novamente

A história de Boon Mee chama atenção porque o encerramento de uma operação turística nem sempre significa o fim do trabalho imposto ao animal.

A venda para outro proprietário poderia manter a elefanta no mesmo ciclo comercial, apenas em um acampamento diferente.

Boon Mee segue em direção à vegetação enquanto os antigos equipamentos usados no turismo permanecem abandonados no acampamento.

Neste caso, o homem que se aposentava decidiu que Boon Mee também deveria deixar definitivamente a atividade.

A escolha interrompeu uma trajetória marcada pelo transporte de visitantes e abriu espaço para uma rotina sem passeios, apresentações ou contato obrigatório com turistas.

Agora, em vez de seguir percursos definidos pelo turismo em Pattaya, Boon Mee pode caminhar entre a vegetação de Sai Yok, procurar bambu e carregar os próprios galhos.

Na sua opinião, operadores turísticos deveriam ser obrigados a financiar a aposentadoria dos elefantes que utilizaram durante anos?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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