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Depois de passar mais de 20 anos em circos e outros 13 anos isolada em recinto interno nos Estados Unidos, elefanta Billie chegou ao santuário do Tennessee com corrente presa à pata e passou a viver em grandes áreas abertas

Depois de passar mais de 20 anos em circos e outros 13 anos isolada em recinto interno nos Estados Unidos, elefanta Billie chegou ao santuário do Tennessee com corrente presa à pata e passou a viver em grandes áreas abertas

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Depois de passar mais de 20 anos em circos e outros 13 anos isolada em recinto interno nos Estados Unidos, elefanta Billie chegou ao santuário do Tennessee com corrente presa à pata e passou a viver em grandes áreas abertas

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 26/08/2026 às 12:33

Atualizado em 26/08/2026 às 12:34

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Transferida em 2006 após um processo do USDA envolvendo a Hawthorn Corporation, Billie formou vínculos com Liz e Frieda e teve acesso a lago, áreas de vegetação e colinas.

O Elephant Sanctuary, no Tennessee, anunciou em 23 de julho de 2026 a morte da elefanta-asiática Billie, aos 64 anos. Ela havia sido submetida à eutanásia humanitária três dias antes, após a equipe concluir que a dor causada por doença musculoesquelética avançada já não podia ser controlada adequadamente.

O mesmo comunicado registra que Billie nasceu na Índia em 1962 e provavelmente foi capturada na natureza ainda jovem, separada de sua família e levada aos Estados Unidos. Depois de uma breve passagem por um zoológico, entrou no circuito de apresentações e permaneceu por mais de duas décadas em circos de diferentes partes do país.

Em 1993, Billie foi retirada das apresentações públicas. O perfil mantido pelo Elephant Sanctuary informa que ela passou os 13 anos seguintes sozinha em um recinto interno de 20 por 20 pés nas instalações de inverno da Hawthorn Corporation, nos arredores de Chicago. A empresa treinava e alugava elefantes para circos.

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Transferência para o Tennessee ocorreu em 2006

Billie chegou ao Elephant Sanctuary em 9 de fevereiro de 2006, quando tinha 44 anos conforme a documentação atual da instituição. Ela fazia parte do grupo de 11 elefantes da Hawthorn transferidos ao santuário entre 2003 e 2006 como resultado do processo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, por violações da Lei de Bem-Estar Animal envolvendo cuidados inadequados e maus-tratos.

Uma reportagem da CNN exibida em fevereiro de 2006 registrou que o USDA acusou a Hawthorn de repetidas violações da lei entre 2001 e 2003, incluindo falhas no atendimento veterinário e manejo que, de acordo com o órgão, causava estresse e trauma aos elefantes. A Hawthorn não concedeu entrevista em vídeo, mas informou por escrito à emissora que buscava locais adequados para os animais e a continuidade dos cuidados.

Corrente foi retirada quase cinco anos depois

Billie chegou ao santuário com uma corrente solta ao redor do tornozelo dianteiro esquerdo e não permitia que a equipe tocasse sua perna para removê-la. Um histórico publicado pelo Elephant Sanctuary em 2016 explica que os cuidadores passaram a trabalhar com contato protegido, sistema em que há uma barreira física entre eles e o animal e no qual o elefante pode participar ou interromper as sessões.

A corrente só foi retirada em maio de 2011, quase cinco anos depois da chegada. Em registro de 11 de maio daquele ano, o santuário informou que o treinamento havia começado em fevereiro e que os cuidadores trabalharam durante semanas até conseguir cortar a peça com um alicate de corte. A instituição registra que esse episódio posteriormente inspirou o livro de não ficção Last Chain on Billie: How One Extraordinary Elephant Escaped the Big Top, da jornalista investigativa Carol Bradley.

A mudança de ambiente também alterou a rotina de Billie. O santuário relata que ela inicialmente demonstrava medo e insegurança, mas passou a explorar partes mais distantes do habitat, caminhar por áreas de vegetação e colinas e nadar em um lago. Billie ainda formou uma relação próxima com as elefantas-asiáticas Liz e Frieda, com as quais explorava e descansava.

Tuberculose, artrite e decisão pela eutanásia

Billie chegou ao Tennessee com histórico conhecido de exposição à tuberculose e foi alojada em uma área preparada para elefantes em situação semelhante. O comunicado de 2026 informa que ela concluiu o tratamento contra tuberculose em 2013 e continuou participando voluntariamente dos procedimentos rotineiros de saúde realizados por contato protegido.

Com o envelhecimento, a artrite progressiva passou a afetar sua mobilidade, conforto e capacidade de descanso. O Elephant Sanctuary afirma que adotou tratamento veterinário, ajustes de medicamentos, modificações específicas no habitat e cuidados diários, mas a condição continuou piorando. Após avaliações objetivas de qualidade de vida e observações do comportamento, a equipe decidiu pela eutanásia em 20 de julho de 2026 porque a dor já não podia ser controlada adequadamente.

A necropsia realizada depois da morte apresentou, em avaliação preliminar, achados compatíveis com doença musculoesquelética avançada associada ao envelhecimento. O santuário informou que amostras adicionais de tecidos foram encaminhadas à Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Geórgia para exames histopatológicos e que os resultados seriam divulgados quando estivessem disponíveis.

Registros divergem sobre o ano de nascimento

Uma comparação do CPG entre registros atuais e antigos do próprio Elephant Sanctuary encontrou divergência sobre o ano de nascimento de Billie. O perfil vigente e o anúncio da morte adotam 1962 e registram que ela tinha 64 anos em 2026. Já uma publicação da instituição de fevereiro de 2013 informava 1953 e afirmava que a elefanta completaria 60 anos naquele ano; um registro de 2011 também dizia que ela tinha 53 anos ao chegar ao santuário, em 2006.

A documentação atual do Elephant Sanctuary, portanto, utiliza 1962 como ano de nascimento e 44 anos como idade de Billie na transferência. Após a morte, ela foi enterrada no Sanctuary Overlook, perto dos locais de descanso de Liz e Frieda, conforme o comunicado divulgado pela instituição em julho de 2026.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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