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Depois de passar por 12 escolas, viver sozinho aos 15 anos e ficar sem-teto aos 17, jovem faz da educação sua saída, termina o ensino médio no topo da turma e é aceito em Harvard, Princeton, Columbia e Universidade do Texas, nos Estados Unidos

Depois de passar por 12 escolas, viver sozinho aos 15 anos e ficar sem-teto aos 17, jovem faz da educação sua saída, termina o ensino médio no topo da turma e é aceito em Harvard, Princeton, Columbia e Universidade do Texas, nos Estados Unidos

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Depois de passar por 12 escolas, viver sozinho aos 15 anos e ficar sem-teto aos 17, jovem faz da educação sua saída, termina o ensino médio no topo da turma e é aceito em Harvard, Princeton, Columbia e Universidade do Texas, nos Estados Unidos

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/08/2026 às 21:54

Atualizado em 10/08/2026 às 21:56

Curiosidades

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Jovem supera instabilidade, termina o ensino médio no topo da turma e conquista vagas em Harvard, Princeton, Columbia e Texas.

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Trajetória marcada por instabilidade familiar, mudanças frequentes de escola e dificuldades financeiras mostra como um estudante manteve o foco acadêmico em condições extremas, alcançou o topo da turma e recebeu respostas de algumas das universidades mais seletivas dos Estados Unidos, em uma sequência de conquistas documentadas.

Derrick Ngo atravessou uma infância marcada por instabilidade familiar, mudanças frequentes de escola e dificuldades financeiras antes de transformar o desempenho acadêmico em uma oportunidade de ingresso em algumas das universidades mais seletivas dos Estados Unidos, segundo reportagem da FOX 26 News.

Ao longo dessa trajetória, ele passou por 12 escolas, começou a viver sozinho aos 15 anos e, dois anos depois, ficou sem moradia, mas ainda assim concluiu o ensino médio no topo da turma e recebeu quatro aprovações universitárias.

Quando estava prestes a se formar na Energy Institute High School, em Houston, sua história ganhou repercussão porque, aos 18 anos, ele havia alcançado a posição de valedictorian, denominação reservada ao estudante com o melhor desempenho acadêmico da turma.

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Esse resultado veio depois de anos em que a continuidade dos estudos conviveu com mudanças de endereço, dificuldades econômicas e pouca estabilidade familiar, elementos que tornaram o percurso escolar irregular desde a infância e exigiram dele uma rotina incomum de adaptação.

Derrick Ngo passou por 12 escolas durante a infância

As trocas de escola começaram cedo, e a FOX 26 News registrou que Ngo frequentou 12 instituições diferentes enquanto crescia, em um período no qual o pai estava ausente desde seus dois anos e a mãe enfrentava afastamentos e períodos de prisão.

Também pesava sobre a família uma situação financeira instável, já que Ngo relatou à emissora que havia pouco dinheiro, comida insuficiente e nenhuma fonte regular de renda, além de uma falta de orientação parental que ele próprio apontava como uma das maiores dificuldades.

Parte dessa infância foi vivida ao lado dos irmãos em circunstâncias pouco compatíveis com uma rotina escolar estável, porque, segundo Ngo, a mãe enfrentava problemas relacionados ao jogo e, em algumas ocasiões, os filhos permaneciam em estacionamentos de cassinos enquanto ela ficava nesses locais.

Ao chegar ao ensino médio, porém, ele decidiu tentar interromper a sequência de mudanças que havia marcado sua educação e passou a organizar a própria vida em torno de um objetivo simples, mas difícil de sustentar: permanecer na mesma escola durante os quatro anos.

Jovem supera instabilidade, termina o ensino médio no topo da turma e conquista vagas em Harvard, Princeton, Columbia e Texas.

Jovem começou a viver sozinho aos 15 anos

Foi nesse contexto que, aos 15 anos, Ngo começou a morar sozinho, recebendo ocasionalmente dinheiro da mãe para ajudar no aluguel, embora os valores nem sempre fossem suficientes para cobrir as necessidades básicas e manter uma residência estável.

Dois anos mais tarde, a situação se agravou quando ele ficou sem moradia aos 17, mas continuou matriculado na Energy Institute High School, preservou a rotina escolar e passou a usar diariamente o transporte público para conseguir chegar às aulas.

Nesse período, a educação assumiu uma posição ainda mais central em seus planos, e Ngo contou à FOX 26 News que percebeu a necessidade de aproveitar a escola e os recursos disponíveis caso quisesse mudar as condições em que vivia.

A partir dessa percepção, ele concentrou seus esforços no desempenho acadêmico e terminou o ensino médio como valedictorian da Energy Institute High School, alcançando o topo da turma depois de uma infância atravessada por 12 mudanças de instituição.

Harvard, Princeton, Columbia e Universidade do Texas aceitaram o estudante

Esse desempenho também abriu caminho para um processo de admissão universitária altamente competitivo, no qual Ngo enviou candidaturas para Harvard University, Princeton University, Columbia University e University of Texas at Austin, quatro instituições que acabaram aceitando o estudante.

Entre essas universidades, Harvard, Princeton e Columbia integram a Ivy League, grupo formado por oito instituições privadas norte-americanas conhecidas pela elevada seletividade, enquanto a Universidade do Texas em Austin figura entre as principais instituições públicas de ensino superior do país.

Ao fim do ensino médio, Ngo tinha quatro possibilidades concretas de ingresso no ensino superior e escolheu Harvard, embora, no momento em que sua história foi registrada pela emissora, ainda avaliasse estudar filosofia ou economia e não tivesse definido a carreira profissional.

Antes dessa escolha, sua trajetória acadêmica havia passado por uma transformação importante, pois as sucessivas mudanças da infância dificultavam a construção de uma rotina contínua, enquanto a permanência na mesma escola durante o ensino médio trouxe uma estrutura mais estável.

Disciplina passou a orientar a rotina acadêmica

Ao direcionar os esforços para os estudos e organizar a vida acadêmica em torno de objetivos mais definidos, Ngo passou a tratar a disciplina como parte central do processo e afirmou que manter uma visão clara do que pretendia alcançar ajudava a orientar suas decisões.

Essa postura se manteve mesmo quando precisou administrar sozinho questões normalmente assumidas por adultos, já que moradia, despesas básicas, transporte e frequência escolar faziam parte da mesma rotina enquanto ele buscava preservar o desempenho necessário para disputar vagas universitárias.

Permanecer na Energy Institute High School representou, por isso, uma ruptura com os anos anteriores, pois em vez de continuar mudando de instituição, Ngo atravessou o ensino médio dentro de uma estrutura acadêmica mais estável, embora sua situação fora da escola permanecesse incerta.

Quando chegou ao último ano, os resultados acumulados o colocaram na primeira posição da turma, e o reconhecimento como valedictorian veio antes das respostas positivas das universidades, convertendo o histórico acadêmico construído no ensino médio em oportunidade de continuar os estudos.

Escolha por Harvard veio após quatro aprovações

A escolha de Harvard marcou uma etapa distinta daquela vivida poucos anos antes, quando Ngo tentava manter sozinho uma residência e depois ficou sem moradia, enquanto ainda buscava preservar o vínculo com a escola e manter o desempenho necessário para avançar.

Na época da aprovação, ele dizia não saber exatamente qual profissão seguiria, mas afirmava querer produzir algum impacto positivo na vida de outras pessoas, uma intenção apresentada pela FOX 26 News ao registrar a trajetória que o levou ao ensino superior.

Entre as experiências que antecederam esse resultado estavam 12 mudanças de escola, a decisão de viver sozinho aos 15 anos, a perda da moradia aos 17 e uma rotina de deslocamento de ônibus para continuar frequentando as aulas sem abandonar os estudos.

Ao terminar o ensino médio, o mesmo estudante estava no topo da turma e tinha cartas de aceitação de quatro universidades, encerrando aquela etapa com possibilidades acadêmicas que contrastavam diretamente com a instabilidade que havia acompanhado boa parte de sua vida escolar.

Quantos estudantes que enfrentam condições semelhantes poderiam alcançar resultados diferentes se tivessem estabilidade, acesso contínuo à educação, apoio familiar e recursos suficientes para permanecer na escola sem precisar dividir a própria energia entre a sobrevivência cotidiana e a continuidade dos estudos?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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