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Depois de reprovar no equivalente ao ensino médio, dormir nas ruas ao lado de mendigos, limpar banheiros, trabalhar em biblioteca e passear com cães para sobreviver, indiano insiste por anos, passa em uma das seleções públicas mais disputadas do país na 4ª tentativa, fica em 121º lugar e entra para o Serviço Policial Indiano

Depois de reprovar no equivalente ao ensino médio, dormir nas ruas ao lado de mendigos, limpar banheiros, trabalhar em biblioteca e passear com cães para sobreviver, indiano insiste por anos, passa em uma das seleções públicas mais disputadas do país na 4ª tentativa, fica em 121º lugar e entra para o Serviço Policial Indiano

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Depois de reprovar no equivalente ao ensino médio, dormir nas ruas ao lado de mendigos, limpar banheiros, trabalhar em biblioteca e passear com cães para sobreviver, indiano insiste por anos, passa em uma das seleções públicas mais disputadas do país na 4ª tentativa, fica em 121º lugar e entra para o Serviço Policial Indiano

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 10/08/2026 às 21:51

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Trajetória marcada por reprovação escolar, trabalhos precários e dificuldades extremas acompanha um candidato indiano que persistiu durante anos em uma seleção pública altamente competitiva, conciliando estudo e sobrevivência até alcançar uma colocação nacional que mudaria definitivamente sua carreira profissional.

Manoj Kumar Sharma enfrentou uma sequência de dificuldades escolares e financeiras antes de conquistar uma vaga no Indian Police Service, o Serviço Policial Indiano, após conciliar os estudos com trabalhos de baixa remuneração e períodos em que sequer dispunha de condições adequadas de moradia.

Nascido em uma família de poucos recursos no distrito de Morena, no estado de Madhya Pradesh, ele chegou a reprovar no último ano escolar e precisou adaptar a própria rotina durante anos para continuar estudando enquanto buscava meios de garantir as despesas básicas.

O resultado que alterou sua trajetória profissional apareceu somente depois de três tentativas frustradas, quando Sharma voltou a enfrentar o Civil Services Examination e, na quarta participação, conseguiu avançar pelas etapas necessárias para disputar uma das carreiras públicas mais relevantes da Índia.

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Conduzido pela Union Public Service Commission, a UPSC, o processo terminou com Sharma na 121ª colocação nacional, resultado que lhe abriu as portas do Indian Police Service depois de uma preparação marcada por dificuldades financeiras, ocupações precárias e sucessivas reprovações.

Reprovação escolar marcou o início da trajetória de Manoj Kumar Sharma

Muito antes da preparação para o serviço público, os obstáculos já apareciam na vida acadêmica de Sharma, cujo desempenho escolar esteve longe de apresentar uma sequência de notas elevadas ou resultados que antecipassem a carreira pública conquistada anos mais tarde.

Ao chegar ao equivalente ao último ano do ensino médio indiano, ele foi reprovado em praticamente todas as disciplinas, conseguindo aprovação apenas em hindi, situação que o obrigou a refazer o exame antes de conseguir concluir aquela etapa da educação.

Superada a reprovação, Sharma prosseguiu nos estudos e posteriormente obteve graduação em hindi e história, embora a formação universitária não tenha eliminado os problemas financeiros que continuariam influenciando diretamente sua rotina durante a preparação para o serviço público.

Sem uma estrutura familiar capaz de custear integralmente esse período, ele precisou combinar estudo e trabalho por anos, aceitando diferentes ocupações enquanto tentava reunir recursos suficientes para permanecer no caminho que poderia levá-lo a uma carreira na administração pública indiana.

Trabalhos precários ajudaram a manter os estudos

Entre as atividades exercidas durante essa fase esteve o trabalho como motorista de um veículo de transporte em Gwalior, ocupação que se somou a outros serviços realizados conforme Sharma procurava obter renda sem abandonar o objetivo de continuar sua preparação.

Em períodos de maior dificuldade, os trabalhos se tornaram ainda mais variados, e relatos sobre sua trajetória registram que ele passeou com cães para conseguir dinheiro e comprar material de estudo, além de ter realizado serviços de limpeza enquanto se preparava.

Também houve momentos em que a precariedade atingiu diretamente suas condições de moradia, já que Sharma relatou ter dormido nas ruas e dividido espaços com pessoas em situação de extrema pobreza durante uma das fases economicamente mais difíceis de sua trajetória.

Mesmo diante dessas condições, a preparação não foi interrompida, embora o futuro policial precisasse ajustar os horários de estudo aos empregos disponíveis, aos deslocamentos e aos locais onde encontrava alguma possibilidade de continuar lendo e se preparando para os exames.

Biblioteca virou parte importante da preparação

Depois de conseguir reunir recursos e seguir para Delhi, Sharma encontrou trabalho como auxiliar em uma biblioteca, ambiente que passou a ocupar espaço relevante em sua rotina porque permitia combinar uma fonte de renda com a proximidade dos livros utilizados nos estudos.

Foi durante esse período que ele ampliou suas leituras e passou a ter contato com biografias e obras de autores como Abraham Lincoln, Máximo Gorki e Gajanan Madhav Muktibodh, mantendo o hábito de estudar enquanto ainda enfrentava limitações financeiras.

Segundo o Indiatimes, Sharma trabalhou como motorista, passeador de cães e funcionário de biblioteca durante a preparação, além de atravessar períodos em que dormiu ao lado de pessoas que viviam nas ruas enquanto buscava condições para continuar tentando.

A mesma trajetória incluiu serviços de limpeza, entre eles a limpeza de banheiros, atividade inserida no conjunto de ocupações usadas para manter suas despesas básicas enquanto o candidato permanecia concentrado na preparação necessária para enfrentar novamente o exame nacional.

Três tentativas terminaram sem a aprovação esperada

O Civil Services Examination representava uma etapa decisiva porque funciona como porta de entrada para diferentes carreiras públicas de alta responsabilidade na Índia, incluindo o Indian Administrative Service e o Indian Police Service, justamente uma das posições pretendidas por Sharma.

Na primeira participação, porém, o resultado esperado não veio, e uma nova preparação terminou novamente sem a vaga, cenário que se repetiu na terceira tentativa e prolongou ainda mais um processo de estudos iniciado sob condições financeiras bastante limitadas.

Em vez de abandonar o objetivo depois dessas reprovações, Sharma iniciou outra preparação e retornou ao processo seletivo pela quarta vez, enfrentando novamente as etapas da seleção nacional até conseguir o desempenho necessário para aparecer entre os candidatos classificados.

Dessa vez, o resultado foi diferente: a 121ª colocação nacional garantiu seu ingresso no Indian Police Service, encerrando uma sequência de três tentativas malsucedidas e transformando anos de preparação em uma oportunidade concreta dentro do serviço público indiano.

121ª colocação abriu caminho para o Serviço Policial Indiano

A classificação permitiu que Sharma integrasse o Indian Police Service, carreira formada por oficiais que exercem funções de comando e administração policial, e posteriormente ele passou a desenvolver sua trajetória profissional no quadro responsável pelo policiamento no estado de Maharashtra.

Integrante da turma de 2005 do IPS, Sharma construiu sua carreira em uma região que inclui Mumbai, uma das maiores cidades indianas, deixando para trás a fase em que precisava alternar estudos, trabalhos precários e dificuldades de moradia para continuar tentando.

Anos depois, a repercussão de sua história ultrapassou o ambiente do serviço público quando sua trajetória serviu de referência para o livro de Anurag Pathak que posteriormente deu origem ao filme 12th Fail, dirigido por Vidhu Vinod Chopra.

Protagonizada por Vikrant Massey, a produção levou ao cinema uma adaptação do período em que Sharma enfrentava dificuldades econômicas e acadêmicas enquanto se preparava para a seleção, ampliando a notoriedade de uma história que já havia sido marcada pela aprovação nacional.

Outro personagem presente nessa trajetória é Shraddha Joshi, que conheceu Sharma durante a fase de preparação, posteriormente tornou-se sua esposa e também construiu uma carreira pública ao ingressar no Indian Revenue Service, ligado à administração tributária da Índia.

Antes mesmo de a história alcançar livros e cinemas, porém, os números da seleção já registravam a mudança central: depois de três reprovações consecutivas, Sharma terminou a quarta tentativa na 121ª posição nacional e conquistou uma vaga no Indian Police Service.

Se três tentativas frustradas não impediram Manoj Kumar Sharma de alcançar a 121ª colocação nacional, quantas outras trajetórias semelhantes podem estar sendo construídas por candidatos que ainda enfrentam dificuldades enquanto procuram a primeira aprovação?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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