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Depois de ser encontrado quase morto a 8 mil quilômetros de casa, filhote de tartaruga marinha ganha 20 quilos, cruza o Atlântico de helicóptero e avião e recebe cuidados especializados para voltar ao Golfo do México

Depois de ser encontrado quase morto a 8 mil quilômetros de casa, filhote de tartaruga marinha ganha 20 quilos, cruza o Atlântico de helicóptero e avião e recebe cuidados especializados para voltar ao Golfo do México

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Depois de ser encontrado quase morto a 8 mil quilômetros de casa, filhote de tartaruga marinha ganha 20 quilos, cruza o Atlântico de helicóptero e avião e recebe cuidados especializados para voltar ao Golfo do México

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 25/08/2026 às 10:30

Atualizado em 25/08/2026 às 10:31

Meio Ambiente

Canal

Rhossi, tartaruga-de-kemp, recebe atendimento veterinário no Houston Zoo — Houston Zoo / divulgação institucional

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Encontrada quase morta no País de Gales, a tartaruga-de-kemp Rhossi ganhou cerca de 20 quilos em dois anos, cruzou o Atlântico até o Texas e segue em tratamento antes de poder voltar ao Golfo do México.

Quando um cachorro encontrou uma pequena tartaruga quase sem vida em uma praia do País de Gales, ninguém poderia imaginar que aquele resgate acabaria envolvendo veterinários de dois continentes, um helicóptero e uma travessia de avião sobre o Atlântico. Mais de dois anos depois, Rhossi está mais forte, ganhou quase 20 quilos e voltou aos Estados Unidos para continuar um tratamento que ainda não terminou.

Um encontro inesperado a milhares de quilômetros de casa

Rhossi é uma tartaruga-de-kemp, espécie marinha ameaçada que tem no Golfo do México seu principal habitat. Em dezembro de 2023, porém, o animal apareceu em uma praia galesa, a cerca de 8 mil quilômetros da região onde deveria estar.

A hipótese apresentada pelos especialistas é que correntes oceânicas tenham levado a tartaruga para longe de sua área natural. Nas águas frias do Atlântico Norte, ela sofreu os efeitos de uma condição que reduz os movimentos e pode colocar animais marinhos em risco.

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Quando foi encontrada, a tartaruga pesava aproximadamente 900 gramas. O quadro era delicado, e a chance de recuperação dependia de atendimento imediato.

A equipe do Anglesey Sea Zoo assumiu os cuidados. O tratamento exigiu acompanhamento constante, alimentação adequada e tempo para que o animal recuperasse suas forças.

Tartaruga-de-kemp registrada em Alabama; imagem contextual da espécie, sem relação com o atendimento de Rhossi — U.S. Fish and Wildlife Service Southeast Region / Wikimedia Commons

Dois anos de cuidados mudaram o destino da tartaruga

A recuperação não aconteceu de um dia para o outro. Ao longo de mais de dois anos, Rhossi cresceu, ganhou peso e passou a apresentar condições melhores para suportar uma viagem de volta ao continente americano.

O animal chegou a 46 libras, o equivalente a aproximadamente 20,9 quilos. A diferença em relação ao peso inicial mostra a dimensão do trabalho realizado pela equipe responsável no País de Gales.

Mas a melhora física não significava que a devolução à natureza pudesse ser feita imediatamente. Como se trata de uma espécie ameaçada e de um deslocamento entre países, o processo também precisou de planejamento e participação de diferentes instituições.

A jornada incluiu um trecho de helicóptero até a região do aeroporto de Heathrow, na Inglaterra, seguido de um voo transatlântico até Houston, no Texas.

Veterinário deixou a aposentadoria para ajudar no atendimento

Rhossi chegou ao Texas em 10 de agosto de 2026. No aeroporto, recebeu a atenção de profissionais ligados ao Houston Zoo e, depois, foi levado para um tanque com água profunda, preparado para sua adaptação.

Entre os especialistas envolvidos está Joe Flanagan, veterinário experiente que interrompeu a aposentadoria para participar do atendimento. A equipe avaliou órgãos, olhos, boca, casco e nadadeiras, além de realizar exames de imagem.

A tomografia revelou sinais de uma pneumonia persistente. Embora a tartaruga estivesse ativa e apresentasse boas respostas, o resultado mostrou que a recuperação ainda precisa continuar.

Por isso, o retorno ao Golfo do México não foi tratado como uma etapa já concluída. A decisão dependerá da evolução clínica e da avaliação dos veterinários.

Tartaruga-de-kemp registrada na região de Padre Island; fotografia contextual, sem vínculo com a recuperação de Rhossi — U.S. Fish and Wildlife Service / Wikimedia Commons

Uma travessia que reuniu equipes de dois continentes

O resgate envolveu instituições do Reino Unido e dos Estados Unidos, incluindo o Anglesey Sea Zoo, o Houston Zoo e organizações ligadas à proteção da fauna marinha.

O caso também chama atenção para os riscos enfrentados pelas tartarugas-de-kemp. Correntes oceânicas, mudanças de temperatura e outros obstáculos podem levar esses animais para regiões muito distantes de seu ambiente natural.

A história de Rhossi ainda não terminou com uma soltura. Por enquanto, a prioridade é tratar a pneumonia e garantir que o animal tenha condições reais de sobreviver quando puder retornar ao mar.

Da praia fria em que foi encontrado quase sem vida até o centro veterinário no Texas, o caminho foi longo. O que mantém a possibilidade de retorno ao Golfo do México é justamente a continuidade dos cuidados.

Você já conhecia a tartaruga-de-kemp ou acompanhou algum resgate marcante de animais marinhos? Conte nos comentários.

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Depois de ser encontrado quase morto a 8 mil quilômetros de casa, filhote de tartaruga marinha ganha 20 quilos, cruza o Atlântico de helicóptero e avião e recebe cuidados especializados no Texas

Rhossi, tartaruga marinha rara, continua em recuperação no Texas


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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