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Depois de sonhar com um BYD Dolphin Mini que era apenas o papel de parede do celular, motorista de Manaus compra o elétrico, passa dos 90 mil km rodados e revela quanto gasta com energia, seguro e revisões para mantê-lo trabalhando todos os dias

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Depois de sonhar com um BYD Dolphin Mini que era apenas o papel de parede do celular, motorista de Manaus compra o elétrico, passa dos 90 mil km rodados e revela quanto gasta com energia, seguro e revisões para mantê-lo trabalhando todos os dias

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 12/08/2026 às 18:24

Atualizado em 12/08/2026 às 18:25

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Motorista de aplicativo de Manaus detalha os custos reais do BYD Dolphin Mini após mais de 90 mil km rodados, com gastos de energia, seguro, revisões e desvalorização no uso diário.

Depois de quase um ano e meio trabalhando com um BYD Dolphin Mini pelas ruas de Manaus, o motorista de aplicativo José Freires decidiu abrir as próprias contas para mostrar quanto custa manter o carro elétrico no dia a dia.

Nesse período, segundo ele, o veículo já ultrapassou 90 mil quilômetros rodados, resultado de uma rotina intensa de trabalho.

Os números foram apresentados por José Freires Jr. em vídeo publicado em seu canal no YouTube, no qual o motorista acompanha um dia de corridas enquanto detalha gastos com recarga, seguro, revisões e desvalorização.

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Freires também compara dois cenários: o de quem depende do veículo para trabalhar e o de quem teria o Dolphin Mini apenas para uso particular.

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Cerca de R$ 750 por mês em energia trabalhando com aplicativo

O primeiro gasto colocado na ponta do lápis foi justamente uma das principais diferenças entre um elétrico e um carro convencional: a energia.

Freires afirma que uma recarga do Dolphin Mini custa, em média, R$ 30 em sua residência. O valor pode ser menor ou maior dependendo do nível da bateria no momento em que chega para carregar.

Como trabalha aproximadamente 25 dias por mês, ele calcula um gasto mensal próximo de R$ 750, podendo variar entre cerca de R$ 700 e R$ 800 conforme a quantidade de quilômetros percorridos.

Para uma pessoa que utiliza o carro somente para compromissos cotidianos e lazer, entretanto, a conta seria bem diferente.

Considerando uma autonomia próxima de 300 quilômetros por carga e aproximadamente duas recargas semanais, Freires estima algo entre R$ 240 e R$ 300 mensais de energia.

Seguro pode representar mais algumas centenas de reais

Outro ponto abordado pelo motorista é o seguro. Freires afirma que ainda não havia contratado uma apólice para o veículo no momento da gravação, mas estava realizando cotações.

Segundo os valores encontrados por ele durante a pesquisa, o custo mensal poderia ficar aproximadamente entre R$ 280 e R$ 480, dependendo das condições escolhidas, principalmente do valor da franquia.

Ele destaca que os preços variam bastante conforme a configuração da cobertura e, portanto, o valor não representa uma tarifa única para todos os proprietários.

Revisões chegam rapidamente para quem roda todos os dias

A elevada quilometragem também aumenta a frequência das revisões.

Freires explica que as revisões do Dolphin Mini utilizado por ele acontecem em intervalos de 20 mil quilômetros. Como motorista de aplicativo, ele afirma realizar aproximadamente três ou quatro revisões por ano.

O próprio veículo já havia passado por quatro revisões, e o motorista se preparava para chegar à revisão dos 100 mil quilômetros.

A diferença fica evidente quando comparada ao uso particular: enquanto um motorista comum pode demorar muito mais para acumular dezenas de milhares de quilômetros, quem trabalha diariamente com aplicativos alcança esses intervalos rapidamente.

Carro custou cerca de R$ 119 mil

Freires também falou sobre um dos temas que mais geram dúvidas entre interessados em veículos elétricos: a desvalorização.

Segundo ele, seu Dolphin Mini, ano de fabricação 2024 e modelo 2025, custava aproximadamente R$ 119 mil à vista quando foi comprado. No momento da gravação, ele afirmou que o valor indicado pela tabela Fipe estava próximo de R$ 102 mil.

Apesar da redução, o motorista considera que a perda de valor está distante dos percentuais elevados que costuma encontrar em comentários sobre carros elétricos.

O elétrico, que antes de ser comprado chegou a ser o papel de parede do celular de Freires, hoje faz parte diretamente de sua fonte de renda.

Em apenas um dos dias mostrados no vídeo, o motorista percorreu 218 quilômetros, trabalhou ao longo de diferentes períodos e afirmou ter encerrado a jornada depois de atingir uma receita de R$ 400 em corridas.

Depois de mais de 90 mil quilômetros, Freires diz que não pretende vender o Dolphin Mini tão cedo. Para ele, o veículo foi comprado justamente com a intenção de permanecer vários anos trabalhando e atendendo também às necessidades da família.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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