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Depois de trabalhar com os pais na coleta de recicláveis, sair de casa às 5h e voltar à meia-noite, jovem concilia trabalho e estudo, forma-se em Enfermagem e obtém quatro aprovações em residências, duas delas em 1º lugar, pelo Brasil

Depois de trabalhar com os pais na coleta de recicláveis, sair de casa às 5h e voltar à meia-noite, jovem concilia trabalho e estudo, forma-se em Enfermagem e obtém quatro aprovações em residências, duas delas em 1º lugar, pelo Brasil

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Depois de trabalhar com os pais na coleta de recicláveis, sair de casa às 5h e voltar à meia-noite, jovem concilia trabalho e estudo, forma-se em Enfermagem e obtém quatro aprovações em residências, duas delas em 1º lugar, pelo Brasil

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 12/08/2026 às 12:48

Atualizado em 12/08/2026 às 13:06

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Da coleta de recicláveis ao diploma em Enfermagem, Lucas Nunes conciliou trabalho e estudo e foi aprovado em quatro residências.

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A trajetória de Lucas Nunes reúne trabalho precoce, materiais recicláveis, escola pública, duas graduações e aprovações em residência em Enfermagem. O relato, publicado em 2023, mostra como apoio familiar, estudo nos intervalos e escolhas acadêmicas sucessivas mudaram o destino profissional de um morador do Recanto das Emas, no Distrito Federal.

Enfermagem passou a ocupar o centro da trajetória de Lucas Nunes depois de anos divididos entre estudo, trabalho e coleta de materiais recicláveis com os pais. Em abril de 2023, quando tinha 26 anos, o jovem do Recanto das Emas já havia concluído o curso na Escola Superior de Ciências da Saúde e acumulava quatro aprovações em residência em Enfermagem, com dois primeiros lugares.

A história, porém, não terminou naquele retrato. Um resultado oficial publicado em janeiro de 2025 registrou Lucas Nunes em primeiro lugar, com 95 pontos, em uma seleção da Secretaria de Saúde do Distrito Federal para residência multiprofissional em Práticas Integrativas para Saúde, na área de Educação Física. O registro acrescentou um novo primeiro lugar ao percurso acadêmico iniciado anos antes.

Resultado de 2025 ampliou a trajetória de Lucas Nunes na Educação Física

Da coleta de recicláveis ao diploma em Enfermagem, Lucas Nunes conciliou trabalho e estudo e foi aprovado em quatro residências.

O nome completo e o número de inscrição presentes nos documentos da SES-DF acompanham o candidato durante as etapas da seleção de 2025. Lucas Nunes aparece na primeira posição do programa de Práticas Integrativas para Saúde em Educação Física, à frente dos demais classificados, depois de obter 95 pontos na soma divulgada.

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A informação é relevante porque, em 2023, ele ainda concluía a segunda graduação e dizia pretender aproximar a assistência de Enfermagem das ações de prevenção e reabilitação. O novo primeiro lugar mostra continuidade acadêmica entre Enfermagem e Educação Física e acrescenta um capítulo posterior à história que se tornou pública em 2023.

Rotina entre trabalho e escola começava antes do amanhecer

Antes da universidade, Lucas Nunes já administrava uma agenda pouco comum para um estudante do ensino médio. Ele frequentou escola pública, fazia um estágio pela manhã, outro à tarde e assistia às aulas à noite. Depois dessa fase, passou a acompanhar os pais na coleta de materiais recicláveis para ajudar nas despesas da casa.

O expediente começava por volta das 5h e podia terminar perto da meia-noite. O estudo era encaixado nas pausas possíveis, não em uma rotina protegida, silenciosa ou previsível. A aprovação posterior em Enfermagem foi construída enquanto o tempo de preparação disputava espaço com jornadas extensas e trabalho físico.

Letras abriu a universidade e uma disciplina de saúde mudou o rumo

A primeira entrada de Lucas Nunes na Universidade de Brasília ocorreu em 2016, no curso de Letras, por meio do vestibular tradicional. Durante essa graduação, ele continuou trabalhando com materiais recicláveis e estudando no período noturno, mantendo a mesma combinação de renda familiar e formação acadêmica.

Depois de três semestres, uma disciplina relacionada à saúde despertou outro interesse profissional. Lucas deixou Letras e, em 2019, foi aprovado em Educação Física na UnB. A mudança não apagou o caminho anterior, mas transformou uma experiência universitária inicial em ponte para duas áreas da saúde.

Bolsa e transferência levaram Lucas Nunes ao diploma de Enfermagem

O ingresso em Enfermagem veio por uma bolsa em uma instituição particular, onde Lucas Nunes permaneceu durante cerca de um ano e meio. Em 2020, ele participou de uma seleção de transferência para a Escola Superior de Ciências da Saúde e seguiu ali até a formatura, em 2022.

Essa sequência reuniu bolsa, processo seletivo, transferência e aproveitamento da formação já iniciada. Ao mesmo tempo, a graduação em Educação Física permaneceu no horizonte. O diploma de Enfermagem não surgiu de um salto isolado, mas de decisões acadêmicas sucessivas tomadas dentro das oportunidades que estavam disponíveis.

Quatro seleções registraram aprovações em residência em Enfermagem

Da coleta de recicláveis ao diploma em Enfermagem, Lucas Nunes conciliou trabalho e estudo e foi aprovado em quatro residências.

Após a formatura, a reportagem de 2023 contabilizou quatro aprovações de Lucas Nunes em residência em Enfermagem. O conjunto citado incluía o Exame Nacional de Residência, a Universidade Federal de Goiás, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal e a Secretaria de Saúde de Goiás. No processo distrital, ele teria alcançado a quinta colocação.

Embora tivesse alternativas fora do Distrito Federal, Lucas escolheu o Hospital Regional da Asa Norte para permanecer perto da família. Uma publicação sindical de março de 2023 também o descreveu como residente do HRAN. As quatro aprovações representaram opções de ingresso, não quatro residências cursadas simultaneamente.

UFG convocou Lucas Nunes em primeiro lugar para urgência e emergência

Na Universidade Federal de Goiás, o resultado oficial da primeira chamada coloca Lucas Nunes no topo da lista de Enfermagem para a área de Urgência e Emergência, em Goiânia. Ele obteve pontuação final de 65,49 e foi convocado na primeira opção, em uma seleção que oferecia quatro vagas para aquela especialidade.

Na relação publicada pela organizadora, Lucas aparece à frente de outros três convocados para a mesma área profissional. Nesse processo de residência em Enfermagem, o primeiro lugar de Lucas Nunes foi acompanhado da convocação imediata para a opção escolhida.

Enare colocou Lucas Nunes em primeiro lugar em urgência e trauma

Outro documento de resultado registra Lucas Nunes em primeiro lugar para Enfermagem em Urgência e Trauma no Hospital Risoleta Tolentino Neves, em Belo Horizonte. A lista apresenta nota final de 752,50 e identifica o candidato pela mesma data de nascimento usada nos documentos do processo seletivo.

O segundo colocado aparece com 739 pontos, diferença de 13,50 pontos em relação à nota final de Lucas. As listas de Belo Horizonte e da UFG confirmam que ele liderou dois processos distintos de residência em Enfermagem.

Residência em Enfermagem combina prática intensiva e formação teórica

Programas de residência na área profissional da saúde têm duração mínima de dois anos e carga total mínima de 5.760 horas. A regulamentação prevê 80% do percurso em estratégias educacionais práticas e 20% em atividades teóricas ou teórico-práticas, o que ajuda a dimensionar o peso de uma vaga de residência em Enfermagem.

Por essa estrutura, ser aprovado em mais de uma seleção abre possibilidades de escolha, mas o candidato precisa definir onde seguirá a formação. No caso de Lucas Nunes, a proximidade da família pesou na decisão pelo HRAN. A residência em Enfermagem é formação em serviço, e a escolha da instituição interfere diretamente na rotina profissional e pessoal.

Materiais recicláveis sustentaram a família após acidente e desemprego

A coleta de materiais recicláveis entrou na rotina familiar depois de mudanças duras no trabalho dos pais. Maurício José da Silva atuava como pedreiro e sofreu um acidente que quase comprometeu sua mobilidade. Maria Holita Nunes Ferreira trabalhava como doméstica e, diante do desemprego, também passou a recolher materiais recicláveis, atividade que exercia havia 14 anos quando a história foi publicada.

Lucas Nunes relatou que a renda chegou a ser insuficiente até para manter mais de uma refeição diária e que a família, em determinados momentos, aproveitava alimentos encontrados durante o trabalho. Um de seus irmãos morreu após contrair leptospirose enquanto participava da coleta. A trajetória de Enfermagem nasceu dentro de uma realidade de insegurança alimentar, risco ocupacional e perda familiar, não fora dela.

Formação dos irmãos mostra uma estratégia familiar de educação

O avanço escolar não ficou restrito a Lucas Nunes. Em 2023, o irmão mais velho já era formado em Arquitetura e também estudava Educação Física na UnB, enquanto o mais novo havia concluído o ensino médio. Os pais, mesmo sustentando a casa com materiais recicláveis, eram apontados por Lucas como incentivadores constantes da educação.

Esse contexto impede que a história seja reduzida a uma fórmula individual de esforço. Escola pública, universidade, bolsa, transferência e apoio familiar formaram uma rede concreta de acesso. A conquista do diploma de Enfermagem envolveu persistência pessoal, mas também portas educacionais que permitiram transformar essa persistência em qualificação profissional.

Enfermagem e Educação Física seguem no mesmo projeto profissional

Ao falar sobre o futuro, Lucas Nunes planejava combinar a assistência de Enfermagem com prevenção e reabilitação ligadas à Educação Física. A ideia era trabalhar com consultoria em saúde e, mais adiante, reunir as duas formações em um serviço próprio, sem separar completamente cuidado clínico, movimento e acompanhamento do paciente.

O resultado de 2025 na seleção de Educação Física é compatível com esse projeto. A sequência documentada passou por materiais recicláveis, Letras, Enfermagem, Educação Física, residência em Enfermagem e uma nova classificação em primeiro lugar, agora em outro campo da formação em saúde.

A história levanta uma questão que vai além de um caso individual. Na sua opinião, qual medida faria mais diferença para jovens que precisam trabalhar enquanto estudam: bolsas suficientes, horários acadêmicos mais flexíveis, transporte, alimentação ou ampliação de vagas públicas? Conte nos comentários qual dessas barreiras deveria ser enfrentada primeiro e por quê.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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