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Depois de trabalhar como coletor de lixo, maranhense passa a vender cerca de 100 garrafas de água por dia, percorre 11 quilômetros até o centro de São Luís, estuda após o expediente e conquista vaga na SMTT após sete anos
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 12/08/2026 às 18:45
Atualizado em 12/08/2026 às 18:48
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Marcelo Silveira deixou a coleta de lixo em 2018, virou vendedor de água no Centro de São Luís e manteve os estudos depois do trabalho. O maranhense chegava à Praça Deodoro por volta das 7h, vendia cerca de 100 garrafas por dia e apareceu no resultado do concurso da SMTT.
O maranhense Marcelo Silveira transformou uma rotina de trabalho pesado em uma preparação longa para concurso público. Em 2018, depois de atuar como coletor de lixo, ele passou a trabalhar como vendedor de água em São Luís, levando dois carrinhos com cerca de 100 garrafas para a região central da capital e reservando o período depois das vendas para estudar.
A reportagem do SuaCidade, publicada em 11 de agosto de 2026, apresenta a conquista como resultado de oito anos de esforço. O documento oficial da Prefeitura de São Luís, porém, permite precisar a cronologia: Marcelo Costa Silveira já aparece no resultado final do concurso público da SMTT publicado em 31 de janeiro de 2025, com 67 pontos. A aprovação formal, portanto, está documentada em 2025, sete anos depois do início da rotina de vendas relatada em 2018.
Coleta de lixo veio antes da venda de água em São Luís
Antes de se tornar conhecido como vendedor de água, Marcelo Silveira trabalhava como coletor de lixo. A mudança ocorreu em 2018, por incentivo da esposa, quando o maranhense decidiu procurar outra atividade enquanto mantinha o projeto de estudar para concurso público.
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A troca de ocupação não significou abandonar uma rotina exigente. O novo trabalho dependia de deslocamento diário, venda ambulante e organização dos produtos antes de chegar ao Centro de São Luís. O estudo entrou na rotina sem substituir a necessidade de trabalhar, e essa combinação passou a definir os anos seguintes da trajetória de Marcelo Silveira.
Dois carrinhos levavam cerca de 100 garrafas para a Praça Deodoro
A fonte descreve Marcelo Silveira saindo do bairro Vila Nova com dois carrinhos carregados com cerca de 100 garrafas de água. Depois, o vendedor de água pegava um ônibus e seguia por aproximadamente 11 quilômetros até a Praça Deodoro, uma das áreas centrais de São Luís.
A chegada ocorria por volta das 7h. A partir dali, o maranhense iniciava as vendas e só depois de concluir o trabalho voltava para casa. As 100 garrafas representam a quantidade diária aproximada relatada pela fonte, e não uma média auditada de todos os anos em que trabalhou nas ruas.
Onze quilômetros separavam Vila Nova do ponto de venda
O número de 11 quilômetros precisa ser entendido corretamente. Marcelo Silveira não fazia todo esse trajeto a pé empurrando os carrinhos. A reportagem informa que o vendedor de água pegava um ônibus para chegar ao Centro de São Luís, percorrendo aproximadamente essa distância entre a região onde morava e a Praça Deodoro.
A distinção evita transformar esforço real em uma cena que a fonte não descreveu. O desafio documentado está na combinação entre transporte, venda ambulante e estudo depois do expediente, e não numa caminhada diária de 11 quilômetros com a mercadoria. Para o maranhense, o deslocamento era apenas uma etapa de uma jornada que ainda continuaria quando retornasse para casa.
Estudo começava depois que o trabalho terminava
Terminadas as vendas, Marcelo Silveira voltava para casa e estudava. A preparação para concurso público precisava caber depois do trabalho, numa rotina em que a renda continuava dependendo das garrafas vendidas no Centro de São Luís.
A fonte não apresenta uma quantidade de horas líquidas de preparação por dia nem detalha todas as disciplinas utilizadas naquela fase. O dado concreto é que o maranhense manteve o estudo após o expediente enquanto continuava como vendedor de água, fazendo a preparação conviver com a necessidade diária de renda.
Venda de água ajudou a financiar carteira de habilitação e primeiro carro
A renda obtida com as vendas também produziu conquistas intermediárias. De acordo com o SuaCidade, Marcelo Silveira conseguiu tirar a carteira de habilitação e comprar seu primeiro carro com o dinheiro obtido durante a fase em que trabalhava como vendedor de água.
Esses marcos apareceram antes da divulgação recente de sua história ligada à SMTT e mostram que a mudança de trabalho teve efeitos para além dos estudos. A trajetória não saltou diretamente da coleta de lixo para o serviço público; ela passou por anos de venda ambulante, preparação e objetivos alcançados no caminho.
Concurso público da SMTT foi aberto para Agente de Trânsito
O concurso público citado na história foi o Edital nº 001/2024 da Prefeitura de São Luís, destinado ao cargo de Agente de Trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes. O resultado final foi publicado oficialmente em 31 de janeiro de 2025.
Marcelo Costa Silveira aparece na relação oficial com nota final de 67 pontos. Em listagem geral, o nome consta na classificação 403. O documento da Prefeitura confirma a aprovação de Marcelo Silveira no concurso público da SMTT, acrescentando uma comprovação oficial à história contada pela reportagem local.
Resultado oficial coloca a aprovação em 2025
A matéria publicada em 2026 afirma que, oito anos depois de começar a vender água, Marcelo Silveira foi aprovado na SMTT. O cruzamento com o Diário Oficial de São Luís mostra, entretanto, que o resultado final do concurso público já estava publicado em janeiro de 2025 e incluía o nome completo do candidato.
A diferença muda a cronologia, mas não o núcleo da trajetória. O mais preciso é dizer que o maranhense começou a vender água em 2018 e foi listado oficialmente como aprovado em 2025, enquanto sua história voltou a ganhar destaque em agosto de 2026. Considerando os anos desses dois primeiros marcos, o intervalo é de sete anos.
Concurso da SMTT continuou produzindo convocações em 2026
O concurso público não terminou com a publicação do resultado. Em março de 2026, a Prefeitura de São Luís divulgou uma nova convocação de 80 aprovados para o cargo de Agente de Trânsito Classe I da SMTT, cujas nomeações haviam sido publicadas no Diário Oficial daquele mês.
A documentação recuperada confirma que o certame permaneceu ativo em 2026. Não foi localizado, porém, um ato individual nas fontes oficiais consultadas que permita fixar com segurança a data exata de nomeação ou posse de Marcelo Silveira. Por esse motivo, aprovação e exercício efetivo do cargo não são tratados como sinônimos nesta matéria.
Apelido Alienígena acompanhou os anos como vendedor de água
Durante a fase de vendas, Marcelo Silveira ficou conhecido entre os clientes pelo apelido de “Alienígena”. O nome aparece na reportagem do SuaCidade e também em publicações relacionadas aos candidatos do concurso público, associando o maranhense à rotina de vendedor de água na capital.
O detalhe dá identidade à história, mas não é o que comprova a conquista. A confirmação administrativa vem do nome Marcelo Costa Silveira presente no resultado oficial da Prefeitura de São Luís, com a pontuação registrada no concurso da SMTT.
Trajetória mistura trabalho, mobilidade e acesso ao serviço público
A história de Marcelo Silveira reúne diferentes etapas profissionais. Primeiro veio a coleta de lixo; depois, a atividade como vendedor de água; paralelamente, o estudo para concurso público; por fim, a inclusão de seu nome no resultado da SMTT. Cada fase exigiu recursos e condições diferentes.
Também seria simplificador transformar a experiência numa fórmula universal. O maranhense conciliou esforço pessoal com uma oportunidade institucional concreta, o concurso público para Agente de Trânsito em São Luís. A seleção abriu a possibilidade de ingresso no serviço público, enquanto a preparação precisou ser construída dentro da rotina que ele conseguia manter.
Praça Deodoro virou cenário de uma rotina que durou anos
A Praça Deodoro aparece como o ponto de trabalho do vendedor de água. Era para o Centro de São Luís que Marcelo Silveira levava as garrafas e onde passava parte do dia antes de voltar para casa e retomar os estudos.
Esse cenário cotidiano ajuda a dar escala à trajetória. O mesmo maranhense que vendia água numa área movimentada da capital passou anos usando o período posterior ao trabalho para perseguir uma vaga no serviço público. Não é necessário acrescentar faturamento, lucro ou quantidade total vendida, dados que a fonte não apresenta, para que a sequência mantenha força.
Aprovação de Marcelo Silveira foi construída entre trabalho e estudo
Assista o vídeo
O resultado oficial da SMTT documenta o ponto de chegada de uma etapa, mas não resume a história. Marcelo Silveira já havia mudado de profissão em 2018, enfrentado o deslocamento até o Centro de São Luís, mantido as vendas e reservado tempo depois do expediente para estudar para concurso público.
A trajetória do maranhense ganha força porque os fatos verificáveis já são suficientes: coletor de lixo, vendedor de água, cerca de 100 garrafas por dia, aproximadamente 11 quilômetros de deslocamento com uso de ônibus, estudo depois das vendas e aprovação registrada no concurso da SMTT.
Para você, qual parte dessa história pesa mais: a decisão de mudar de trabalho, a disciplina de estudar depois do expediente ou a persistência de manter o objetivo durante anos? Conte nos comentários qual dessas etapas parece mais difícil de sustentar na vida real.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

