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Depois de um dia inteiro de trabalho, Gabriela volta para casa sabendo que, no dia seguinte, acordará às 4 da manhã, enfrentará dois ônibus e mais de uma hora de viagem para cumprir uma rotina invisível que faz a cidade funcionar todos os dias

Depois de um dia inteiro de trabalho, Gabriela volta para casa sabendo que, no dia seguinte, acordará às 4 da manhã, enfrentará dois ônibus e mais de uma hora de viagem para cumprir uma rotina invisível que faz a cidade funcionar todos os dias

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Depois de um dia inteiro de trabalho, Gabriela volta para casa sabendo que, no dia seguinte, acordará às 4 da manhã, enfrentará dois ônibus e mais de uma hora de viagem para cumprir uma rotina invisível que faz a cidade funcionar todos os dias

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 12/08/2026 às 22:57

Atualizado em 12/08/2026 às 22:58

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Gabriela inicia a rotina antes do amanhecer para enfrentar dois ônibus e mais de uma hora de viagem até o trabalho. Imagem: Divulgação/YouTube-Record Guaiba

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A rotina de Gabriela começa antes do amanhecer e termina apenas à noite, depois de horas divididas entre ônibus, trabalho e deslocamentos. A história dela retrata a realidade de milhões de brasileiros que dependem diariamente do transporte público para manter suas atividades profissionais e, muitas vezes, fazem sacrifícios invisíveis para que a cidade continue funcionando.

Ainda nem são cinco horas da manhã quando Gabriela já está de pé. Às quatro, o despertador toca. Pouco tempo depois, ela deixa a casa, caminha até a parada e inicia um trajeto que envolve dois ônibus antes de chegar ao trabalho. A rotina se repete todos os dias, sem exceção.

Ela trabalha como auxiliar de serviços gerais em uma academia. O expediente começa cedo, mas o dia, na prática, começa muito antes. Entre o tempo para se arrumar, caminhar até o ponto e enfrentar o transporte público, boa parte da manhã já foi consumida antes mesmo de bater o ponto.

O percurso, acompanhado pela equipe da Record Guaíba no quadro De Carona no Busão, revela uma realidade que costuma passar despercebida por quem observa apenas o horário de entrada no trabalho. O maior desafio, muitas vezes, não está no emprego, mas no caminho até ele.

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Muito antes do expediente, a jornada já começou

Imagem: Divulgação/YouTube-Record Guaiba

Gabriela conta que precisou se adaptar à rotina. No início, segundo ela, foi difícil. Com o tempo, acostumou-se ao ritmo, embora reconheça que os desafios continuam presentes.

Em um dos pontos do trajeto, ela lembra de um episódio que nunca esqueceu: foi assaltada enquanto aguardava o ônibus. Na tentativa de fugir dos criminosos, caiu no chão e sofreu ferimentos. Hoje, relembra a situação até com bom humor, mas a experiência mostra que o deslocamento diário também expõe milhares de trabalhadores a riscos que vão muito além do atraso provocado pelo trânsito.

Esse é um aspecto frequentemente ignorado quando se discute mobilidade urbana. O tempo gasto no transporte costuma aparecer nas estatísticas. A sensação de insegurança vivida por quem depende dele, nem sempre.

Uma hora e vinte de viagem para chegar ao trabalho

Imagem: Divulgação/YouTube-Record Guaiba

Dentro do ônibus, as histórias se repetem. Há quem acorde às quatro e meia da manhã, quem passe mais de uma hora no trânsito todos os dias e quem faça o percurso ouvindo música para tornar a viagem menos cansativa. Outros aproveitam o trajeto para descansar alguns minutos antes de enfrentar mais um expediente.

Depois de aproximadamente uma hora e vinte de deslocamento, Gabriela finalmente chega ao destino. Ainda resta uma caminhada até o local de trabalho. Quando o ônibus atrasa, ela precisa compensar os minutos perdidos permanecendo além do horário no fim do expediente para não prejudicar o banco de horas.

Não é difícil perceber que, para muitos brasileiros, o tempo dedicado ao deslocamento já representa uma segunda jornada diária. O expediente começa apenas quando o relógio registra o horário de entrada. O esforço, porém, começou muito antes.

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Quando o expediente termina, o ciclo recomeça

Mesmo depois de um dia inteiro de trabalho, Gabriela ainda enfrenta o caminho de volta para casa. Poucas horas depois, será preciso repetir tudo novamente: acordar às quatro da manhã, pegar dois ônibus e cruzar a cidade para chegar ao emprego.

Ela diz gostar do ambiente onde trabalha e faz questão de chegar bem-humorada, característica lembrada pelos próprios colegas, que destacam sua alegria diária apesar da rotina pesada.

A história de Gabriela representa uma realidade compartilhada por milhões de brasileiros. São trabalhadores que deixam suas casas ainda de madrugada, enfrentam longos deslocamentos e retornam apenas à noite. No dia seguinte, o ciclo recomeça quase da mesma forma — uma rotina invisível que faz a cidade funcionar todos os dias.

A história de Gabriela representa a realidade de milhões de brasileiros que acordam antes do amanhecer para trabalhar. E você, quanto tempo leva entre sair de casa e chegar ao trabalho? Quais são os maiores desafios que enfrenta durante o trajeto e o que, na sua opinião, deveria mudar para melhorar a vida de quem depende do transporte público todos os dias?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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