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Depois de viver 8 anos sozinho em um zoológico marcado por mortes e desaparecimentos de animais, elefante Kaavan, de mais de 5 toneladas, aprendeu a confiar novamente com a ajuda de um veterinário que cantava Frank Sinatra e foi preparado para seguir a um santuário no Camboja

Depois de viver 8 anos sozinho em um zoológico marcado por mortes e desaparecimentos de animais, elefante Kaavan, de mais de 5 toneladas, aprendeu a confiar novamente com a ajuda de um veterinário que cantava Frank Sinatra e foi preparado para seguir a um santuário no Camboja

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Depois de viver 8 anos sozinho em um zoológico marcado por mortes e desaparecimentos de animais, elefante Kaavan, de mais de 5 toneladas, aprendeu a confiar novamente com a ajuda de um veterinário que cantava Frank Sinatra e foi preparado para seguir a um santuário no Camboja

Escrito por Carla Teles

Publicado em 21/08/2026 às 18:43

Atualizado em 21/08/2026 às 18:44

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Elefante Kaavan: zoológico, veterinário e FOUR PAWS marcaram preparação para transferência ao Camboja após anos de isolamento. Imagem: FOUR PAWS International

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O elefante Kaavan, último elefante asiático do Paquistão, vivia sozinho desde 2012 no zoológico Marghazar, em Islamabad, e passou a ser preparado em 2020 para uma transferência ao Cambodia Wildlife Sanctuary, operação conduzida pela FOUR PAWS após avaliação veterinária, treinamento específico e decisão da Alta Corte de Islamabad naquele ano.

O elefante Kaavan passou aproximadamente oito anos sem a companhia de outro elefante depois da morte de sua parceira Saheli, em 2012. No zoológico Marghazar, em Islamabad, no Paquistão, o animal de mais de cinco toneladas acabou no centro de uma operação internacional que combinou avaliação veterinária, treinamento comportamental e planejamento logístico para levá-lo a um santuário no Camboja.

As informações constam de comunicado publicado pela organização internacional de bem-estar animal FOUR PAWS em 12 de outubro de 2020. Naquele momento, a transferência estava programada para o fim de novembro, depois que a Alta Corte de Islamabad encarregou o veterinário Amir Khalil da organização logística e execução da retirada de Kaavan do zoológico.

Elefante Kaavan vivia sozinho desde a morte de Saheli

Imagem: FOUR PAWS International

Kaavan chegou ao Paquistão em 1985 como presente do Sri Lanka. A partir de 1990, passou a dividir seu recinto no Marghazar Zoo com a elefanta Saheli, companhia que permaneceu ao seu lado até a morte dela em 2012.

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A partir daquele momento, Kaavan passou cerca de oito anos sem outro elefante no recinto. A situação contribuiu para que ele ganhasse projeção internacional como um animal mantido sozinho, enquanto organizações de proteção animal pressionavam por sua transferência.

Zoológico acumulava relatos de mortes e animais desaparecidos

O histórico do Marghazar Zoo ampliava a preocupação em torno da permanência do elefante Kaavan. Segundo a FOUR PAWS, mais de 500 animais haviam sido registrados como desaparecidos do zoológico nos anos anteriores ao processo de fechamento.

A organização também informou que, somente nos quatro anos anteriores a outubro de 2020, mais de duas dezenas de animais morreram no local. Em julho daquele ano, dois leões morreram depois de inalar fumaça durante um episódio envolvendo fogo em seu pequeno recinto.

Alta Corte colocou transferência nas mãos de equipe especializada

Imagem: FOUR PAWS International

A mudança ganhou um caminho formal quando a Alta Corte de Islamabad designou Amir Khalil, veterinário da FOUR PAWS, como amicus curiae e lhe atribuiu responsabilidades relacionadas à organização e execução da transferência.

Em setembro de 2020, uma avaliação médica realizada pela entidade já havia considerado o elefante Kaavan apto para ser transferido. Com essa liberação, a preparação passou a envolver não apenas questões veterinárias, mas também aeronave, caixa de transporte, treinamento e equipes para acompanhar a viagem.

Mais de cinco toneladas exigiram uma caixa preparada para a operação

Transportar Kaavan exigia planejamento compatível com suas dimensões. Segundo a FOUR PAWS, o elefante pesava mais de cinco toneladas e tinha mais de três metros de altura quando os preparativos estavam em andamento.

Uma caixa específica precisava ser construída para acomodá-lo, enquanto a equipe também trabalhava na escolha de uma aeronave adequada. O objetivo era transportar o animal do Paquistão até o Cambodia Wildlife Sanctuary, onde a organização esperava proporcionar condições diferentes das encontradas em Islamabad.

Sedar Kaavan durante a viagem não fazia parte do plano

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A estratégia definida para a transferência tinha uma condição importante: a FOUR PAWS não pretendia sedar Kaavan durante o deslocamento. Veterinários especializados em animais silvestres acompanhariam o elefante ao longo de toda a jornada.

Isso tornava o comportamento do animal parte essencial da logística. Ele precisava entrar com segurança na caixa, permanecer calmo e aceitar a presença das pessoas envolvidas na operação durante um processo naturalmente incomum para um elefante de seu porte.

Veterinário precisava reconstruir a confiança antes da viagem

Antes de trabalhar diretamente com o treinador responsável pela caixa, Kaavan precisava voltar a aceitar a aproximação humana. Foi nesse período que Amir Khalil começou a passar praticamente todos os dias ao lado do elefante.

O veterinário relatou que conversava com Kaavan e cantava músicas de Frank Sinatra para estabelecer uma relação com ele. O método poderia parecer incomum para quem observasse de fora, reconheceu Khalil, mas a convivência permitiu criar proximidade suficiente para avançar para a etapa seguinte do treinamento.

Frank Sinatra virou parte inesperada da preparação

As canções não eram apresentadas pela FOUR PAWS como tratamento médico convencional, mas como parte das interações usadas pelo veterinário para criar uma relação de confiança. Após semanas dessa aproximação, Khalil avaliava que Kaavan estava preparado para começar a trabalhar com seu treinador.

A confiança adquirida tinha uma finalidade concreta dentro da operação: permitir que o elefante colaborasse com os procedimentos necessários para entrar na caixa e realizar a viagem sem sedação. Khalil também afirmou que permaneceria ao lado dele durante todo o deslocamento.

Treinamento ensinaria Kaavan a entrar na caixa com segurança

Um especialista em elefantes deveria trabalhar durante várias semanas com Kaavan para que ele aprendesse a acessar a estrutura destinada ao transporte. A entrada precisava ocorrer voluntariamente e de maneira controlada, reduzindo riscos para o animal e para os profissionais.

A preparação comportamental, portanto, não era um detalhe do resgate. Para transportar um elefante de mais de cinco toneladas sem sedá-lo, a capacidade de mantê-lo tranquilo era parte central da própria engenharia logística da transferência.

Cher apoiava campanha pela retirada desde 2016

A mobilização pelo elefante Kaavan também recebeu apoio da cantora norte-americana Cher. Cofundadora da organização Free The Wild, ela participava da campanha por sua retirada desde 2016 e apoiava a operação realizada pela FOUR PAWS.

No comunicado de outubro de 2020, Cher comemorou a proximidade da transferência depois de quatro anos de campanha. A Free The Wild participava do apoio à mudança para o Camboja, enquanto a responsabilidade operacional estava sob coordenação da FOUR PAWS e de Amir Khalil.

Saída de Kaavan também fazia parte do fechamento do zoológico

A transferência do elefante ocorria em um processo mais amplo de retirada dos animais do Marghazar Zoo. A FOUR PAWS, em colaboração com o Islamabad Wildlife Management Board, já havia transferido três lobos, diversos macacos e todos os coelhos que permaneciam no local.

Ainda havia dois ursos-pardos-do-Himalaia, Suzie e Bubloo, além de um cervo e cinco macacos. A retirada de Kaavan estava ligada ao encerramento definitivo de um zoológico que havia sido inaugurado originalmente como santuário de vida selvagem em 1978 e posteriormente convertido em zoológico.

Camboja representava a próxima etapa, não um destino já alcançado

É importante distinguir a preparação descrita em outubro de 2020 do desfecho posterior. Na fonte utilizada para esta matéria, Kaavan ainda não havia realizado a viagem: sua partida para o Cambodia Wildlife Sanctuary estava prevista para o final de novembro daquele ano.

Por isso, o que o documento confirma é a avaliação médica favorável, a decisão judicial, a construção da caixa, o treinamento, a preparação da aeronave e o planejamento da transferência. A fonte fornecida não deve ser usada isoladamente para afirmar detalhes sobre a chegada ou adaptação posterior do elefante no Camboja.

De oito anos sozinho a uma operação internacional de resgate

A história do elefante Kaavan reuniu bem-estar animal, decisão judicial, treinamento comportamental e uma operação logística complexa. Um animal de mais de cinco toneladas precisava reaprender a confiar em pessoas, entrar voluntariamente em uma caixa especial e permanecer tranquilo durante uma transferência internacional sem sedação.

Entre a solidão após a morte de Saheli, os problemas registrados no zoológico e o trabalho diário de um veterinário que chegou a usar músicas de Frank Sinatra para criar confiança, o caso mostra a complexidade por trás da retirada de grandes animais de instalações consideradas inadequadas. Na sua opinião, zoológicos deveriam ser obrigados a transferir animais quando não conseguem oferecer condições adequadas de bem-estar e convivência? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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