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Desempregado, homem encontra quadro de Sorolla abandonado em rua de Sevilha, leva obra para casa sem saber que valia 150 mil euros, devolve ao herdeiro e recebe apenas mil euros de recompensa

Desempregado, homem encontra quadro de Sorolla abandonado em rua de Sevilha, leva obra para casa sem saber que valia 150 mil euros, devolve ao herdeiro e recebe apenas mil euros de recompensa

4 min de leitura

Desempregado, homem encontra quadro de Sorolla abandonado em rua de Sevilha, leva obra para casa sem saber que valia 150 mil euros, devolve ao herdeiro e recebe apenas mil euros de recompensa

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 26/08/2026 às 12:40

Atualizado em 26/08/2026 às 12:41

Curiosidades

Canal

Imagem: Reprodução

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Durante viagem a Sevilha, Andrés Hurtado encontrou a pintura abandonada, descobriu com ajuda de inteligência artificial que valia cerca de 150 mil euros e decidiu devolvê-la ao herdeiro, recebendo mil euros pelo gesto de honestidade

Um quadro de Sorolla avaliado em cerca de 150 mil euros foi encontrado abandonado em uma rua de Sevilha por Andrés Hurtado, morador de Puebla de Soto, em Múrcia. Sem conhecer inicialmente o valor da pintura, ele levou a tela para casa, descobriu sua autenticidade e decidiu devolvê-la ao proprietário. O caso foi divulgado no mês passado.

Pela devolução, Andrés recebeu mil euros de recompensa, enviados via Bizum pelo herdeiro da obra. A quantia representa uma pequena parcela do valor atribuído à pintura e, segundo ele, foi aceita sem qualquer tentativa de negociação.

Imagem: Reprodução

Quadro de Sorolla chamou atenção primeiro pela moldura

A descoberta aconteceu durante uma visita de Andrés a Sevilha. Ele contou que viu alguns jovens deixarem uma tela ao lado de um vaso de flores antes de virarem uma esquina.

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O que chamou sua atenção naquele momento não foi a pintura, mas a moldura. Andrés decidiu pegar o objeto e levá-lo consigo para Múrcia, ainda sem saber quem havia produzido a obra.

Já em casa, a assinatura despertou sua curiosidade. Ele fotografou a tela e consultou uma ferramenta de Inteligência Artificial, que indicou que poderia se tratar de uma obra valiosa atribuída a Joaquín Sorolla.

A confirmação veio posteriormente por meio de uma casa de leilões. Segundo Andrés, os especialistas disseram que a pintura valia uma fortuna e poderia ser levada a leilão. A avaliação mencionada chegou a aproximadamente 150 mil euros.

Polícia procurava pintura pelas ruas de Sevilha

Enquanto Andrés descobria o possível valor do quadro, autoridades procuravam a obra em Sevilha. A busca chegou a incluir contêineres de lixo, segundo o relato apresentado no material-base.

Ao perceber pelas redes sociais a movimentação em torno do desaparecimento, Andrés entrou em contato diretamente com uma delegacia. Ele informou que a pintura estava preservada e permanecia em sua sala de estar.

A polícia conseguiu localizar o proprietário. De acordo com Andrés em entrevista ao El Español, o homem explicou que a obra havia pertencido ao avô falecido e que tinha três filhos para sustentar.

O proprietário decidiu recompensá-lo com mil euros. Andrés recebeu o pagamento pelo Bizum e afirmou que não pediu uma quantia maior.

Recompensa de mil euros foi aceita sem negociação

Mesmo diante da avaliação de aproximadamente 150 mil euros do quadro de Sorolla, Andrés disse que considerou suficiente a recompensa oferecida pelo proprietário.

Ele afirmou que não queria que um pagamento maior significasse retirar recursos que poderiam ser usados pelo dono com os próprios filhos.

Por isso, aceitou os mil euros sem reclamar ou tentar negociar uma porcentagem relacionada ao valor da obra.

Andrés tinha 56 anos, estava desempregado e cuidava da mãe de 81 anos. Também dividia seu tempo entre os cuidados com o jardim e apresentações como drag queen sob o nome de Lola Montiel.

Dinheiro foi usado em viagem, tênis, jantar e despesas familiares

A recompensa permaneceu pouco tempo na conta. Andrés contou ao programa Más Vale Tarde que utilizou parte dos mil euros para reembolsar sua companheira por despesas de uma viagem às Astúrias.

Também comprou um par de tênis, porque o que usava estava desgastado depois de caminhar por Sevilha, e gastou parte do dinheiro em um jantar.

Outra parcela foi utilizada para comprar “duas ou três coisas” para sua mãe. O relato também informa que o dinheiro ajudou em compromissos pessoais e pequenas despesas acumuladas.

Mesmo depois de conhecer o valor estimado da pintura e receber uma recompensa muito inferior à avaliação da obra, Andrés afirmou que não mudaria sua decisão. Questionado sobre devolver novamente o quadro nas mesmas circunstâncias, respondeu: “Eu a devolveria mil vezes.”

Esta matéria foi elaborada com base em informações do El Español e do programa Más Vale Tarde, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://cadenaser.com/nac


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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