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Diretora de enfermagem cruza no corredor do hospital com o berço de uma bebê prematura que passou cinco meses internada sem receber uma única visita, começa a visitá-la todos os dias depois do expediente e adota a menina depois que a Justiça cassa os direitos dos pais biológicos
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 31/08/2026 às 13:35
Atualizado em 31/08/2026 às 13:36
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Liz Smith, diretora sênior de enfermagem do Franciscan Children’s Hospital, em Boston, conheceu Gisele, bebê prematura nascida com 29 semanas e 850 gramas. A enfermeira de Massachusetts passou a visitá-la todos os dias, virou mãe de acolhimento e concluiu a adoção 533 dias depois, quando a menina tinha 2 anos
Liz Smith é diretora sênior de enfermagem no Franciscan Children’s Hospital, em Boston, e foi no próprio local de trabalho que conheceu Gisele, uma bebê prematura internada na unidade. A menina nasceu com apenas 29 semanas e pesava 850 gramas ao nascer.
As informações foram publicadas pela CBS News em 5 de abril de 2019, em texto assinado por Caitlin O’Kane, com declarações que Liz Smith concedeu à CBS Boston e em entrevista publicada no site do próprio hospital.
Enfermeira descobriu que a fertilização in vitro não era opção para ela
Próxima dos 40 anos e sem filhos, Liz Smith descobriu que ter um bebê por meio de fertilização in vitro não seria uma opção para ela.
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“Aquele foi um dia terrível”, disse a enfermeira na entrevista publicada no site do Franciscan Children’s Hospital. Ela sempre quis ser mãe, mas achava que sua oportunidade já havia passado.
Bebê tinha necessidades médicas complexas e a mãe não conseguia cuidar dela
Gisele estava sendo cuidada no hospital infantil no mesmo período. A mãe da menina, viciada em drogas, não conseguia cuidar dela.
A bebê tinha necessidades médicas complexas e, depois de um tempo, os familiares pararam de visitá-la, conforme a reportagem, publicada sob o título que registra que os pais não a visitaram no hospital por meses.
Colegas sugeriram que ela acolhesse a menina
Outras enfermeiras do hospital procuraram Liz Smith para falar sobre o caso. “Algumas enfermeiras do Hospital Infantil Franciscano me abordaram e perguntaram: ‘Você já conheceu a Gisele?’ e eu respondi: ‘Não. Por quê?’ E elas disseram: ‘Ela precisa de um lar de acolhimento médico e vocês duas formam a dupla perfeita’”, contou Smith à CBS Boston.
“Eu nunca havia considerado a possibilidade de acolhimento ou adoção”, afirmou a enfermeira sobre aquele momento.
Uma semana depois, o carrinho da bebê cruzou o caminho dela
Uma semana depois da conversa com as colegas, Liz Smith se encontrou com Gisele.
“Literalmente, Gisele cruzou meu caminho em um carrinho de bebê, nossos olhares se cruzaram e foi isso”, disse ela à CBS Boston.
“Eu ia vê-la todos os dias”, contou a enfermeira
A enfermeira e a bebê criaram um vínculo instantâneo, e Smith começou a visitá-la com frequência. Gisele havia sofrido diversas complicações e problemas de saúde, e Smith esteve ao seu lado durante todo o período.
“Eu ia vê-la todos os dias”, contou Smith ao Franciscan Children’s Hospital. “Era como uma recompensa para mim depois de um longo dia de trabalho.”
Estado assumiu a guarda porque os pais não eram considerados aptos
O estado assumiu a guarda de Gisele porque seus pais biológicos não eram considerados aptos para cuidar dela.
Liz Smith acolheu a menina inicialmente com o objetivo de eventualmente reuni-la com os pais biológicos, segundo a reportagem.
Visitas supervisionadas dos pais diminuíram até cessarem
Por um tempo, os pais biológicos vieram para visitas supervisionadas com a bebê, mas as visitas diminuíram gradualmente e depois cessaram completamente.
O objetivo de Smith mudou para a adoção a partir desse ponto.
“Você não pode amar apenas uma parte”, disse Smith sobre o medo de perdê-la
Sobre o período em que ainda existia a possibilidade de perder a menina, a enfermeira relatou: “Lembro-me de certas noites, uma em particular, em que ela estava conectada ao monitor de energia e eu passava em frente ao espelho quando me veio à cabeça o pensamento de perdê-la”.
“Eu tinha que pensar nisso porque ainda era uma realidade, mas me dava um nó no estômago. Você não pode amar apenas uma parte. Você tem que se entregar completamente”, completou Smith.
Atraso no desenvolvimento exigia uma cuidadora experiente
Devido ao seu atraso no desenvolvimento, Gisele precisaria de uma cuidadora experiente para ajudá-la a viver fora do hospital.
Ficou claro que Liz Smith era a pessoa certa para o trabalho, registra a reportagem da CBS News.
Pais biológicos não recorreram da perda dos direitos, informou o hospital
Os pais biológicos de Gisele não recorreram da perda de seus direitos, segundo o hospital, e não havia parentes biológicos aptos para adotá-la.
Embora Smith estivesse aliviada por saber que Gisele receberia bons cuidados, ela ficou triste com as circunstâncias. “Eu estava ganhando a guarda dela, mas eles estavam perdendo. E tentar lutar contra o vício e ser mãe ao mesmo tempo é impossível”, disse a enfermeira.
Gisele bateu o martelo no tribunal para finalizar a adoção
Para finalizar a adoção, Gisele bateu o martelo no tribunal. Um fotógrafo registrou o momento em que a menina se tornou oficialmente filha de Liz Smith, em imagens creditadas a Ashley Pizzuti.
Sobre o que uniu as duas, Smith disse em entrevista à CBS Boston que foi o poder do amor. “Testemunhar como o amor pode transformar uma vida, testemunhar como transformou a vida dela e a minha, é inacreditável”, afirmou.
533 dias depois do encontro, as duas dividem o sobrenome
533 dias depois de Liz Smith ter conhecido Gisele, as duas passaram a compartilhar o mesmo sobrenome. A menina tinha 2 anos quando a adoção foi oficializada.
Smith passou de enfermeira a mãe, e Gisele, de uma frágil prematura a uma menininha radiante, conforme descreve a reportagem publicada pela CBS News em 5 de abril de 2019.
Na sua opinião, profissionais de saúde que convivem diariamente com crianças internadas deveriam ter prioridade em processos de acolhimento e adoção, ou isso criaria um conflito dentro do próprio hospital? Deixe sua opinião nos comentários.
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enfermeira Liz Smith adota bebê Gisele
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

