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Dois anos depois de perder uma perna ao ser lançada de um trem durante uma tentativa de assalto, ex-jogadora de vôlei escala os 8.848 metros do Everest e se torna a primeira mulher amputada do mundo a chegar ao topo da montanha

Dois anos depois de perder uma perna ao ser lançada de um trem durante uma tentativa de assalto, ex-jogadora de vôlei escala os 8.848 metros do Everest e se torna a primeira mulher amputada do mundo a chegar ao topo da montanha

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Dois anos depois de perder uma perna ao ser lançada de um trem durante uma tentativa de assalto, ex-jogadora de vôlei escala os 8.848 metros do Everest e se torna a primeira mulher amputada do mundo a chegar ao topo da montanha

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 14/08/2026 às 11:01

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ex-jogadora de vôlei escala os 8.848 metros do Everest e se torna a primeira mulher amputada do mundo a chegar ao topo da montanha

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Arunima Sinha perdeu a perna esquerda após ser jogada de um trem durante uma tentativa de roubo em 2011. Apenas dois anos depois, a ex-jogadora de vôlei alcançou o cume do Everest, a 8.848 metros de altitude, e entrou para o Guinness como a primeira mulher amputada a conquistar a montanha.

Em abril de 2011, a atleta indiana Arunima Sinha teve a trajetória completamente alterada durante uma viagem de trem. Ex-jogadora de vôlei e futebol em nível nacional, ela foi empurrada de um trem em movimento enquanto resistia a uma tentativa de roubo. Depois da queda, outro trem atingiu sua perna esquerda, que precisou ser amputada abaixo do joelho.

Pouco mais de dois anos depois, em 21 de maio de 2013, Arunima estava no lugar mais alto da Terra. Usando uma prótese e oxigênio suplementar, ela alcançou o cume do Monte Everest às 10h55 e entrou para o Guinness World Records como a primeira mulher amputada a chegar ao topo da montanha, então referenciada com 8.848 metros de altitude.

Arunima Sinha perdeu a perna depois de ser empurrada de um trem em 2011

O episódio aconteceu quando Arunima viajava de Lucknow para Delhi. Segundo o Guinness World Records e relatos publicados na época, ladrões tentaram roubá-la dentro do trem e ela foi empurrada para fora do vagão enquanto resistia.

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A queda a deixou sobre os trilhos. Outro trem passou pelo local e atingiu gravemente sua perna esquerda, provocando ferimentos que levaram à amputação. Arunima também precisou enfrentar um longo período de tratamento antes de reconstruir sua mobilidade com uma prótese.

O acidente interrompeu de forma abrupta uma vida ligada ao esporte. O Guinness a identifica como ex-atleta de vôlei e futebol em nível nacional. Em poucos meses, porém, o esporte voltaria à sua rotina de uma maneira completamente diferente.

Depois da amputação, ela escolheu justamente a montanha mais alta do planeta

O objetivo estabelecido por Arunima parecia desproporcional até para alguém sem qualquer limitação física: aprender montanhismo e tentar chegar ao cume do Everest.

A montanha exige aclimatação, resistência física, treinamento técnico e passagem por regiões de extremo risco.

Depois de sair do hospital, ela procurou Bachendri Pal, primeira mulher indiana a alcançar o cume do Everest e então ligada à Tata Steel Adventure Foundation. A própria Tata Steel registra que Pal passou a orientar e apoiar a preparação da atleta.

ex-jogadora de vôlei escala os 8.848 metros do Everest e se torna a primeira mulher amputada do mundo a chegar ao topo da montanha

A mudança foi radical. Arunima precisaria aprender técnicas de montanhismo enquanto se adaptava à prótese, desenvolver resistência para longas jornadas e descobrir como seu corpo reagiria à altitude, ao gelo e às irregularidades do terreno.

Treinamento começou ainda em 2011 e avançou para montanhas acima de 6 mil metros

Segundo o Indian Express, Arunima treinava com a Tata Steel Adventure Foundation desde outubro de 2011, poucos meses depois de deixar o tratamento hospitalar. O processo foi conduzido com apoio de Bachendri Pal.

Antes do Everest, havia etapas intermediárias. Em setembro de 2012, Arunima alcançou cerca de 21.110 pés, aproximadamente 6.434 metros, durante uma expedição ao Chamser Kangri, em Ladakh. A subida funcionou como preparação para o desafio muito maior planejado para o ano seguinte.

A Tata Steel descreve o treinamento como rigoroso e atribui à preparação técnica e ao sistema de apoio parte fundamental do processo que permitiu que ela chegasse ao Everest.

Expedição ao Everest começou em março de 2013

Arunima chegou a Katmandu com outros integrantes da expedição em 28 de março de 2013. Segundo informações publicadas pelo Indian Express naquele período, a jornada em direção ao Everest começou em 31 de março.

A partir daí, entrar na montanha significava enfrentar semanas de deslocamento e aclimatação antes do ataque ao cume.

Em grandes altitudes, a disponibilidade de oxigênio cai drasticamente e cada movimento passa a exigir muito mais do organismo.

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No caso de Arunima, havia ainda o desafio adicional de atravessar gelo, neve e terrenos irregulares utilizando uma prótese. A tentativa fazia parte de uma expedição apoiada pela Tata Steel Adventure Foundation.

Arunima chegou ao topo às 10h55 de 21 de maio de 2013

O momento histórico ocorreu na manhã de 21 de maio de 2013. O Guinness registra que Arunima alcançou o cume pelo lado sul às 10h55, usando oxigênio engarrafado durante a subida.

A conquista veio aproximadamente dois anos depois do acidente ferroviário que havia provocado a amputação. A atleta que precisou reaprender a se locomover estava agora a milhares de metros acima do nível do mar, no ponto mais alto do planeta.

O Guinness reconheceu oficialmente Arunima como a primeira mulher amputada a escalar o Everest. A Tata Steel também registra sua chegada ao topo naquele mesmo dia e a identifica como a primeira mulher amputada do mundo a realizar o feito.

Guinness transformou a escalada em um recorde mundial

O registro oficial do Guinness dá ao feito parâmetros precisos. A organização informa o Everest com 8.848 metros, identifica Arunima como amputada de um membro e registra a chegada ao cume em 21 de maio de 2013.

A página do recorde também preserva um dos contrastes centrais da história: em 2011, Arunima havia perdido a perna depois de ser empurrada de um trem durante uma tentativa de roubo; em 2013, completava uma das escaladas mais difíceis do planeta.

Ela também se tornou a primeira amputada indiana a conquistar a montanha, feito registrado pela imprensa indiana imediatamente após a confirmação de sua chegada ao topo.

Everest não encerrou o projeto de Arunima Sinha

Depois da conquista, Arunima não abandonou o montanhismo. Ela estabeleceu como objetivo alcançar outros grandes cumes continentais, ampliando o projeto iniciado com o Everest. A Tata Steel registra sua participação posterior em uma série de expedições internacionais.

O feito também recebeu reconhecimento oficial na Índia. Arunima foi agraciada com o Padma Shri em 2015, uma das principais condecorações civis do país, e recebeu reconhecimento nacional ligado ao montanhismo e aos esportes de aventura.

A trajetória, portanto, não terminou no cume em 2013. O Everest foi o ponto em que uma recuperação iniciada depois de uma amputação passou a ser registrada como um feito mundial de montanhismo.

Dois anos separaram os trilhos do ponto mais alto da Terra

A cronologia é o elemento que torna o caso especialmente extraordinário. Em abril de 2011, Arunima estava gravemente ferida depois de cair de um trem em movimento e ser atingida por outra composição. Sua perna esquerda precisou ser amputada.

Ainda naquele ano, ela já havia iniciado sua preparação em montanhismo. Em 2012, alcançou uma montanha acima dos 6 mil metros. Em março de 2013, começou a expedição ao Everest. Finalmente, em 21 de maio, chegou aos 8.848 metros.

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Em pouco mais de dois anos, a ex-jogadora de vôlei passou de uma cama de hospital e da adaptação a uma prótese para o topo do mundo.

O resultado não ficou apenas registrado em fotografias ou relatos pessoais: o Guinness World Records reconhece oficialmente Arunima Sinha como a primeira mulher amputada a alcançar o cume do Monte Everest.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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