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Dois irmãos deixam o nível do mar, encaram 21 km de subida no Mont Ventoux sob 35 °C e descobrem por que tentar pedalar no mesmo ritmo pode acabar com o desafio antes do topo

Dois irmãos deixam o nível do mar, encaram 21 km de subida no Mont Ventoux sob 35 °C e descobrem por que tentar pedalar no mesmo ritmo pode acabar com o desafio antes do topo

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Dois irmãos deixam o nível do mar, encaram 21 km de subida no Mont Ventoux sob 35 °C e descobrem por que tentar pedalar no mesmo ritmo pode acabar com o desafio antes do topo

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 12/08/2026 às 20:58

Curiosidades

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Dois ciclistas encaram a subida do Mont Ventoux, percurso conhecido pelos 21 quilômetros, forte desnível, rampas exigentes e trechos expostos ao sol.

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Subida francesa reúne 1.600 metros de desnível, rampas de até 12%, calor intenso e uma lição simples: cada ciclista precisa respeitar o próprio ritmo.

Dois irmãos de Les Sables-d’Olonne, no litoral oeste da França, trocaram temporariamente as estradas próximas ao nível do mar por uma das escaladas mais conhecidas do ciclismo mundial.

O destino escolhido foi o Mont Ventoux, na Provence, montanha que chega a aproximadamente 1.910 metros de altitude e ganhou fama por suas passagens pelo Tour de France.

O desafio, porém, ficou ainda mais exigente porque os termômetros alcançavam 35 °C durante a tentativa.

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Mont Ventoux impõe 21 quilômetros de subida a partir de Bédoin

A rota iniciada em Bédoin é considerada a mais conhecida e esportivamente exigente entre os três acessos ciclísticos ao topo.

Dados do Parque Natural Regional do Mont Ventoux indicam cerca de 21 quilômetros de subida, aproximadamente 1.600 metros de ganho de elevação e inclinação média de 7,5%.

Alguns segmentos, por sua vez, alcançam 12% de inclinação, tornando a recuperação durante o percurso bastante limitada.

Os primeiros quilômetros podem transmitir uma falsa sensação de facilidade.

A dificuldade cresce perto da curva de Saint-Estève, onde a estrada entra na floresta e mantém inclinações elevadas durante vários quilômetros.

Começar rápido demais pode cobrar seu preço depois

O esforço até o Chalet Reynard, localizado aproximadamente seis quilômetros antes do topo, exige resistência e controle.

Uma aceleração excessiva no início pode consumir a energia necessária para enfrentar justamente a parte final da montanha.

O relato dos irmãos destaca, nesse sentido, uma regra importante do ciclismo de montanha: pedalar acompanhado não significa manter exatamente a mesma velocidade.

Cada pessoa possui diferenças de peso, preparação, tolerância ao calor e capacidade de recuperação.

Calor de 35 °C transforma a floresta em outro desafio

A cobertura das árvores oferece alguma proteção contra a radiação direta durante a parte intermediária.

A velocidade reduzida na subida, entretanto, diminui a ventilação enquanto o organismo continua produzindo muito calor.

O corpo passa a utilizar suor e circulação sanguínea próxima da pele para tentar controlar a temperatura.

O esforço muscular continua elevado ao mesmo tempo, tornando a combinação entre calor e inclinação especialmente desgastante.

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Viviane Alves

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Paisagem muda completamente nos quilômetros finais

A floresta desaparece depois do Chalet Reynard.

Pedras calcárias claras, vegetação baixa e a torre no topo passam a dominar a paisagem do Mont Ventoux.

O cume parece próximo visualmente, embora ainda restem quilômetros expostos ao sol e praticamente sem sombra.

O vento também representa uma característica marcante da montanha.

Uma subida iniciada sob calor intenso na base pode, portanto, terminar com condições bastante diferentes perto dos 1.910 metros de altitude.

Tentar acompanhar o irmão pode acabar com a energia antes do topo

O ciclista que permanece acima de uma intensidade sustentável utiliza rapidamente suas reservas.

A respiração acelera, as pernas acumulam fadiga e manter a mesma potência se torna progressivamente mais difícil.

Poucos minutos rápidos demais podem ter consequências importantes em uma escalada de 21 quilômetros.

A alternativa mais segura é encontrar uma intensidade sustentável e reservar energia para os quilômetros finais.

O ciclista mais rápido pode esperar em pontos seguros, enquanto o outro mantém seu próprio ritmo.

Exaustão térmica também exige atenção

O Ministério da Saúde alerta que exposição prolongada ao calor pode causar perda excessiva de líquidos e eletrólitos.

Transpiração intensa, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea, cãibras e desmaios estão entre os sinais associados à exaustão térmica.

Confusão mental, convulsões e perda de consciência representam situações de emergência.

Hidratação, alimentação, planejamento do percurso e horários menos quentes são, portanto, cuidados importantes antes de uma subida prolongada.

Chegar ao topo ainda representa apenas metade do desafio

O aprendizado vale também para ciclistas brasileiros que enfrentam serras, calor e longos trechos sem abastecimento.

Freios, pneus e transmissão precisam ser revisados, enquanto água, alimentação e equipamentos básicos devem ser planejados previamente.

A descida merece atenção especial porque o cansaço pode prejudicar reflexos justamente quando a velocidade aumenta.

A experiência dos irmãos mostra, sobretudo, que a melhor parceria não exige transformar a montanha em uma competição.

No Mont Ventoux, 21 quilômetros, 1.600 metros de desnível, calor, altitude e vento já oferecem adversários suficientes.

Você conseguiria manter seu próprio ritmo nessa subida ou acabaria tentando acompanhar quem estivesse pedalando ao seu lado?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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