SC
3 min de leitura
Dono da Havan vê jovem perder R$ 500 mil em apostas, passar a vender café nos semáforos para reconstruir a vida e reage cobrando regras mais rígidas contra as bets
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 27/08/2026 às 22:12
Atualizado em 27/08/2026 às 22:13
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Após perder R$ 500 mil em apostas, Gustavo Pereira passou a vender café nos semáforos de Lages e teve sua história compartilhada por Luciano Hang, que defendeu fiscalização rígida e educação financeira nas escolas brasileiras
A história de Gustavo Pereira, de 24 anos, que afirma ter perdido R$ 500 mil em apostas online e hoje vende café nos semáforos de Lages, chamou a atenção do empresário Luciano Hang. O dono da Havan compartilhou o caso para defender fiscalização mais rígida e educação financeira diante dos impactos provocados pelo vício em jogos.
Caso de apostas online levou jovem a bloquear o próprio CPF
Segundo o relato divulgado, Gustavo passou cinco anos enfrentando o vício em apostas e perdeu tudo o que possuía durante esse período. Como parte do processo para reconstruir a vida, decidiu adotar uma medida para dificultar o retorno aos jogos.
O jovem informou que solicitou o bloqueio voluntário do próprio CPF na plataforma disponibilizada pelo governo federal.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
A decisão busca impedir que ele volte a utilizar plataformas de apostas e faz parte das medidas adotadas para evitar recaídas.
Atualmente, Gustavo trabalha vendendo café nos semáforos de Lages e também realiza outras atividades. Sua rotina pode começar às 4h da manhã e, em determinados dias, seguir até a meia-noite.
Ele afirmou que a venda de café deixou de ser apenas uma fonte de ocupação. O contato diário com outras pessoas passou a fazer parte do processo de afastamento do jogo.
“Cada dia de trabalho é também um dia longe do jogo. Nem é sobre café. É sobre pessoas”, escreveu Gustavo ao comentar a publicação feita por Luciano Hang.
Luciano Hang usa história para cobrar regras mais rígidas
Ao compartilhar o caso, Hang direcionou sua manifestação aos efeitos sociais provocados pelo vício em apostas, tecnicamente chamado de ludopatia.
O empresário criticou a facilidade de acesso às plataformas e afirmou que o problema pode retirar recursos das famílias e da economia. Para ele, o enfrentamento depende de regulamentação, fiscalização e formação financeira.
“Precisamos de regras rígidas, fiscalização e, principalmente, educação financeira desde cedo nas escolas”, defendeu Hang na publicação.
A manifestação do empresário ampliou a repercussão da história de Gustavo e levou o próprio jovem e integrantes de sua família a relatarem publicamente parte do processo de recuperação.
Família procurou ajuda para enfrentar a ludopatia
A mãe de Gustavo, Sinara Pereira, também se manifestou após a repercussão. Ela relatou momentos de angústia vividos pela família até compreender que a ludopatia precisava ser tratada com acompanhamento especializado.
Segundo Sinara, a família procurou ajuda e orientação durante o processo. Em sua mensagem, ela defendeu que pessoas próximas de quem enfrenta o problema não tentem lidar sozinhas com a situação.
“Vergonha não é pedir socorro. Vergonha seria desistir de lutar”, escreveu.
Sinara também demonstrou orgulho pelo processo de recuperação do filho e agradeceu a Luciano Hang pela exposição do tema.
Segundo ela, dar visibilidade ao problema ajuda a chamar atenção para uma situação capaz de afetar famílias inteiras.
Esta matéria foi elaborada exclusivamente com base nas informações presentes no material-base fornecido, com nomes, valores, declarações e demais dados preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://ndmais.com.br/com
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

