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Dono da megaloja Havan levou o estoque a quase R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, e R$ 191 milhões foram acrescentados em apenas três meses enquanto a rede abria três novas lojas

Dono da megaloja Havan levou o estoque a quase R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, e R$ 191 milhões foram acrescentados em apenas três meses enquanto a rede abria três novas lojas

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Dono da megaloja Havan levou o estoque a quase R$ 2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, e R$ 191 milhões foram acrescentados em apenas três meses enquanto a rede abria três novas lojas

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 06/08/2026 às 10:28

Atualizado em 06/08/2026 às 10:30

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Balanço financeiro revela uma movimentação bilionária por trás das prateleiras da Havan, marcada pelo avanço acelerado das mercadorias armazenadas, pela abertura de novas unidades e por indicadores que dimensionam a estrutura necessária para sustentar uma das maiores redes varejistas em atividade no país.

O estoque líquido da Havan alcançou R$ 1,998 bilhão ao fim do primeiro trimestre de 2026, depois de avançar R$ 191,051 milhões em apenas três meses, período marcado pela inauguração de três megalojas e pela ampliação da rede para 187 unidades físicas.

Segundo as demonstrações financeiras intermediárias da companhia, o valor bruto das mercadorias destinadas à revenda chegou a R$ 2,076 bilhões em 31 de março, antes dos ajustes contábeis que reduziram o saldo registrado no balanço para perto de R$ 2 bilhões.

Desse total, R$ 33,337 milhões foram descontados por ajuste a valor presente, enquanto outros R$ 44,631 milhões corresponderam à provisão para possíveis perdas, combinação que levou o estoque líquido ao patamar de R$ 1,998 bilhão no encerramento do trimestre.

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Estoque da Havan cresceu R$ 191 milhões em três meses

Três meses antes, no fechamento de dezembro, o estoque líquido somava R$ 1,807 bilhão, composto por R$ 1,884 bilhão em mercadorias para revenda, além de ajuste a valor presente de R$ 28,831 milhões e provisão para perdas de R$ 48,333 milhões.

Entre os dois períodos, a diferença líquida alcançou R$ 191,051 milhões, equivalente a uma expansão aproximada de 10,6%, enquanto o valor bruto das mercadorias cresceu R$ 191,855 milhões ao passar de R$ 1,884 bilhão para R$ 2,076 bilhões.

Esse montante representa produtos mantidos contabilmente para venda dentro da operação da rede, sem equivaler a dinheiro disponível em caixa ou indicar que todas as mercadorias estejam concentradas em um único galpão da estrutura logística da empresa.

Na prática, o saldo reúne itens destinados ao abastecimento das lojas e dos canais comerciais da companhia na data de fechamento do balanço, refletindo o volume reconhecido contabilmente naquele momento específico da operação mantida pela rede varejista.

Como o estoque bilionário aparece no balanço

A diferença entre o valor bruto e o saldo líquido decorre de ajustes previstos na contabilidade, já que o total de R$ 2,076 bilhões em mercadorias não aparece integralmente como estoque final nas demonstrações financeiras da varejista.

Enquanto o ajuste a valor presente considera o efeito financeiro associado aos prazos da operação, a provisão para perdas reconhece uma parcela estimada para riscos relacionados às mercadorias mantidas pela companhia em seu ciclo comercial.

No fechamento de março, a provisão era R$ 3,702 milhões menor que a registrada em dezembro, quando alcançava R$ 48,333 milhões, ao passo que o ajuste a valor presente aumentou R$ 4,506 milhões no mesmo intervalo.

Expansão da Havan chegou a 187 megalojas

Durante o avanço do estoque, a Havan inaugurou unidades em Goiânia, Maringá e Curitiba, movimento que elevou a presença física da companhia para 187 megalojas, além da operação de comércio eletrônico mantida pela varejista em todo o país.

Com as novas aberturas, a área total de vendas atingiu 888,3 mil metros quadrados, com média de 4.990 metros quadrados por loja e presença distribuída por 23 estados e pelo Distrito Federal, segundo o documento financeiro.

A maior concentração continuava no Sul, onde estavam 100 lojas, equivalentes a 53% da rede física, enquanto o Sudeste reunia 45 unidades, o Centro-Oeste contava com 20, o Norte possuía 13 e o Nordeste aparecia com nove.

Embora o crescimento do estoque tenha ocorrido durante uma fase de expansão comercial, o balanço não atribui os R$ 191 milhões exclusivamente às três novas megalojas, pois o saldo consolidado abrange o conjunto da operação nacional.

Receita e lucro acompanharam o avanço da operação

Além do estoque bilionário, a Havan informou receita operacional bruta de R$ 4,561 bilhões no primeiro trimestre, resultado 18,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, segundo as demonstrações financeiras intermediárias da companhia.

Depois de impostos e cancelamentos, a receita operacional líquida ficou em R$ 3,327 bilhões, enquanto o custo das mercadorias vendidas alcançou R$ 1,994 bilhão durante os três meses analisados no balanço financeiro divulgado pela empresa varejista.

Esse custo se refere aos produtos reconhecidos como vendidos no período e não deve ser confundido com o estoque de R$ 1,998 bilhão mantido no ativo ao fim de março, pois os dois números representam etapas diferentes da operação.

No mesmo balanço, a receita mais alta veio acompanhada de lucro bruto de R$ 1,333 bilhão e margem bruta de 40,1%, enquanto o lucro operacional chegou a R$ 575,768 milhões e o lucro líquido atingiu R$ 285,428 milhões.

Mercadorias formavam uma parcela relevante dos ativos

Para o consumidor, a dimensão desse estoque costuma permanecer escondida atrás das prateleiras, dos centros de distribuição e do fluxo diário de reposição, mas as mercadorias apareciam entre os maiores grupos do ativo circulante da Havan.

Dentro desse conjunto, o estoque líquido de R$ 1,998 bilhão representava uma parcela relevante dos recursos diretamente ligados ao ciclo operacional da varejista e ao abastecimento contínuo de toda a sua estrutura comercial em escala nacional.

A abertura de lojas aumenta o número de pontos que precisam receber produtos, porém o valor contabilizado também varia conforme compras, vendas, condições comerciais, ajustes financeiros e provisões reconhecidas pela companhia ao longo de cada período.

Por essa razão, o saldo de uma varejista pode crescer mesmo quando parte das mercadorias é vendida continuamente, já que novas compras, ajustes financeiros e mudanças contábeis alteram o valor registrado no fechamento de cada trimestre.

Conforme as demonstrações financeiras, as três unidades inauguradas no período bateram recordes de faturamento, segundo a administração da Havan, resultado que acompanha a escala alcançada pela expansão física da rede em diferentes regiões brasileiras ao longo do trimestre analisado.

Em Goiânia, a abertura marcou a entrada da companhia na capital goiana, enquanto Maringá fortaleceu a presença no interior do Paraná e Curitiba recebeu mais uma megaloja em uma cidade onde a rede já mantinha outras unidades.

Você imaginava que uma única rede varejista poderia manter quase R$ 2 bilhões em mercadorias contabilizadas para venda, antes mesmo de esses produtos deixarem centros de distribuição e prateleiras para chegar às mãos dos consumidores em diferentes regiões do país?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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