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Dono da megaloja Havan montou uma frota aérea avaliada em quase R$ 600 milhões com três jatos e três helicópteros, e o maior deles consegue sair do Brasil e chegar à Europa sem fazer uma única escala
Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 08/08/2026 às 12:24
Atualizado em 08/08/2026 às 12:25
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Frota de Luciano Hang reúne aeronaves capazes de realizar voos intercontinentais, conta com 11 pilotos especializados e transformou a aviação executiva em uma das principais ferramentas logísticas para a expansão da Havan no Brasil e no exterior, reduzindo deslocamentos e permitindo uma agenda de inaugurações praticamente impossível de ser cumprida por voos comerciais.
Quando o assunto é a expansão da Havan, as gigantescas lojas com réplicas da Estátua da Liberdade costumam chamar toda a atenção. Nos bastidores, porém, existe outra estrutura que ajuda a sustentar esse crescimento: a frota particular de aeronaves de Luciano Hang.
O empresário catarinense mantém atualmente três jatos executivos e três helicópteros, um conjunto avaliado em aproximadamente R$ 588 milhões. Entre eles está um Bombardier Global 6000, aeronave capaz de realizar voos intercontinentais sem escalas e considerada uma das mais sofisticadas da aviação executiva mundial. As informações foram detalhadas pelo canal La Gula TV, especializado em aviação executiva e comercial.
Mais do que um símbolo de patrimônio, a operação chama atenção pelo nível de estrutura montado. A frota possui base em Navegantes (SC), equipe própria de pilotos, manutenção especializada e um padrão operacional muito próximo ao de pequenas companhias aéreas corporativas.
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O Global 6000 é a joia da frota e voa mais de 11 mil quilômetros sem escalas
O principal avião utilizado por Luciano Hang é um Bombardier Global 6000, identificado pela matrícula PP-LHG, referência às iniciais do empresário.
Segundo o levantamento apresentado pelo canal, um exemplar novo custa atualmente cerca de R$ 350 milhões. A aeronave alcança velocidade próxima de 933 km/h, possui autonomia de aproximadamente 13 horas e meia de voo e pode transportar até 19 passageiros com alto padrão de conforto.
Seu alcance impressiona: são cerca de 11.112 quilômetros, permitindo, por exemplo, decolar de São Paulo e chegar à Europa sem necessidade de reabastecimento.
Esse tipo de capacidade costuma ser associado a grandes grupos empresariais com atuação internacional. Não é por acaso que aeronaves dessa categoria são escolhidas justamente quando tempo de deslocamento passa a representar vantagem competitiva.
Challenger 350 e Learjet 45 completam a operação
A segunda principal aeronave da frota é um Bombardier Challenger 350, matrícula PR-HNG, avaliado em aproximadamente R$ 150 milhões quando novo.
Com autonomia próxima de 5.926 quilômetros, velocidade de 870 km/h e configuração para até dez passageiros, ele atende praticamente todas as rotas nacionais e diversos destinos na América do Sul e Caribe. Os assentos totalmente reclináveis, cozinha e cabine executiva fazem dele o principal “cavalo de batalha” da operação diária.
O conjunto é completado por um Learjet 45, primeiro jato adquirido pelo empresário e que marcou sua entrada na aviação executiva. Embora atualmente seja o menor da frota, continua sendo utilizado em missões específicas graças ao desempenho e à velocidade de subida, apesar do custo elevado de manutenção por se tratar de um modelo fora de linha.
Três helicópteros aceleram deslocamentos entre cidades e inaugurações
Além dos jatos, Luciano Hang mantém três helicópteros Leonardo AW109, avaliados em cerca de R$ 22 milhões cada.
Essas aeronaves cumprem uma função diferente dos aviões: permitem deslocamentos rápidos entre aeroportos, centros urbanos, obras e inaugurações, reduzindo significativamente o tempo gasto em trajetos terrestres. Cada helicóptero transporta até seis passageiros e atinge velocidades próximas de 283 km/h.
Na prática, esse tipo de combinação — helicóptero para trajetos curtos e jato para voos mais longos — é comum entre grandes grupos empresariais, justamente porque reduz o tempo perdido em conexões e deslocamentos até aeroportos.
Pouso com vento de 60 km/h chamou atenção na aviação brasileira
Em novembro de 2025, um dos episódios envolvendo a frota ganhou repercussão entre pilotos e entusiastas da aviação.
Durante a aproximação para pouso em Navegantes, o Global 6000 enfrentou ventos cruzados de aproximadamente 60 km/h. Para realizar a operação com segurança, a tripulação utilizou a técnica conhecida como crab landing, ou “pouso caranguejo”, na qual a aeronave se aproxima desalinhada da pista para compensar a força do vento antes da correção final nos últimos instantes do toque no solo.
A manobra foi compartilhada pelo próprio Luciano Hang nas redes sociais e rapidamente passou a circular entre especialistas, já que exige elevado treinamento da tripulação quando executada sob condições meteorológicas adversas.
Outro episódio ocorreu em março de 2025, quando o Global 6000 sofreu um apontamento de laser durante a aproximação para pouso em Navegantes. Segundo o relato apresentado pela tripulação, a cabine foi momentaneamente ofuscada, levando o controle de tráfego aéreo a acionar a Polícia Militar.
Operação envolve 11 pilotos e custos que chegam a R$ 40 mil por hora de voo
Manter uma estrutura desse porte exige uma operação permanente.
Segundo o levantamento, a base da frota funciona no Aeroporto Internacional de Navegantes e conta com 11 pilotos especializados, além de equipe de manutenção, treinamentos periódicos em simuladores nos Estados Unidos e certificações regulares exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Os custos operacionais também impressionam. Apenas o Global 6000 pode consumir aproximadamente R$ 40 mil por hora de voo quando são considerados combustível, manutenção, peças, reservas de motores, taxas aeroportuárias e demais despesas operacionais. Challenger 350 e Learjet 45 também possuem custos elevados, especialmente devido à manutenção dolarizada.
É um investimento significativo, mas que ajuda a explicar como grandes grupos conseguem reduzir horas de deslocamento e manter agendas intensas de compromissos em diferentes regiões do país.
Para Hang, os aviões são uma ferramenta de expansão dos negócios
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A frota aérea também tem um papel estratégico na rotina da Havan.
Conforme destaca a análise apresentada pelo canal, a combinação de jatos e helicópteros permite que Luciano Hang participe de reuniões, visite obras e inaugure lojas em diferentes estados no mesmo dia, algo praticamente inviável utilizando apenas voos comerciais. A evolução da frota também acompanhou o crescimento da empresa: primeiro veio o Learjet para operações nacionais, depois o Challenger para ampliar o alcance na América do Sul e, por fim, o Global 6000 para atender rotas internacionais.
Essa progressão revela um padrão recorrente entre grandes grupos empresariais: aeronaves executivas deixam de ser vistas apenas como patrimônio e passam a integrar a logística da companhia. Nesse cenário, tempo economizado pode significar mais negociações, inaugurações e decisões tomadas presencialmente.
Com a Havan mantendo seu ritmo de expansão e novas unidades previstas para diferentes regiões do país, a tendência é que essa estrutura aérea continue sendo um dos pilares da mobilidade do empresário nos próximos anos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

