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Duas irmãs compraram uma ilha na Cornualha, trocaram a vida no continente por 9 hectares de natureza e deixaram todo o território como reserva após a morte

Duas irmãs compraram uma ilha na Cornualha, trocaram a vida no continente por 9 hectares de natureza e deixaram todo o território como reserva após a morte

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Duas irmãs compraram uma ilha na Cornualha, trocaram a vida no continente por 9 hectares de natureza e deixaram todo o território como reserva após a morte

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 19/08/2026 às 19:26

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Imagem: Ilustração

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Roselyn e Evelyn Atkins compraram a ilha em 1965, mudaram-se definitivamente 11 anos depois e garantiram que seus nove hectares fossem preservados como reserva natural após a morte das duas pelo Cornwall Wildlife Trust local

Em 1965, Roselyn e Evelyn Atkins compraram Looe Island, na costa da Cornualha, por 22 mil libras. O projeto pessoal de viver em uma ilha de nove hectares acabou atravessando quatro décadas e terminou com a propriedade entregue integralmente ao Cornwall Wildlife Trust, que hoje mantém o local protegido como reserva natural.

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Compra de Looe Island iniciou projeto que levou 11 anos para se completar

Também conhecida como ilha de São Jorge, Looe Island reúne bosques, pradarias marítimas e áreas de costa rochosa. Roselyn tinha cerca de 55 anos quando surgiu a oportunidade de comprar a propriedade ao lado da irmã.

A aquisição ocorreu em 1965, mas a mudança definitiva não aconteceu de imediato. Evelyn ainda precisava concluir sua carreira profissional no continente e, durante os primeiros onze anos, visitava a ilha principalmente nos fins de semana e nas férias.

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Roselyn permaneceu mais ligada à propriedade durante esse período. Ela passou a cultivar narcisos enquanto as irmãs trabalhavam na estrutura necessária para tornar possível uma vida permanente em um local isolado.

A mudança completa ocorreu somente em 1976. Com a aposentadoria oficial de Evelyn, as duas passaram a morar em Looe Island em tempo integral, dando início à fase mais longa da experiência que haviam planejado anos antes.

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Vida na ilha virou tema de livros publicados por Evelyn

A rotina incomum das duas irmãs também acabou registrada em livros. Evelyn publicou We Bought an Island em 1976, justamente no ano em que passou a viver definitivamente na propriedade.

Dez anos depois, em 1986, ela lançou Tales From Our Cornish Island. As duas obras registraram experiências da vida no local e preservaram parte da história da ilha durante a segunda metade do século XX.

A ocupação das irmãs, porém, representa apenas uma etapa de uma trajetória muito mais antiga. Segundo o Cornwall Heritage Trust, a ilha esteve relacionada a um assentamento paleocristão e abrigou uma capela medieval dedicada a São Miguel.

Achados arqueológicos apontam para séculos de atividade humana na região. Em períodos posteriores, Looe Island também teria sido associada ao contrabando e passou por diferentes fases de propriedade privada antes de chegar às mãos das irmãs Atkins.

Vista da Ilha de Looe a partir do continente da Cornualha. Fotografia: Claire Lewis

Testamento transformou Looe Island em área protegida

Roselyn morreu em 1997. Depois disso, Evelyn permaneceu como única residente da ilha e continuou responsável pela propriedade durante mais sete anos, até sua morte, em 2004.

O destino de Looe Island já havia sido definido por Evelyn em testamento. Ela deixou toda a propriedade para o Cornwall Wildlife Trust, transferindo para a organização a responsabilidade pela conservação permanente do território.

Desde 2004, a entidade administra o local como reserva natural marinha. O acesso é restringido e ocorre por meio de viagens organizadas, mantendo sob controle a circulação dentro de uma área que concentra fauna, vegetação e patrimônio histórico.

A antiga casa das irmãs também permanece cuidada como parte do patrimônio da reserva, preservando um dos principais elementos físicos ligados às quatro décadas vividas pelas duas na propriedade.

Ilha abriga importante colônia de aves e pesquisas ambientais

A proteção também permitiu manter trabalhos científicos. Looe Island abriga atualmente a maior colônia reprodutiva de gaivotas-de-dorso-preto da Cornualha, além de espécies como cormorões e ostraceiros.

Quase 700 gaivotas foram marcadas desde 2010. O acompanhamento ajuda pesquisadores a entender populações e padrões de comportamento, inclusive com registros de aves jovens rastreadas até áreas distantes, como o noroeste da Espanha.

A ilha também funciona como base para pesquisas ambientais. Trabalhos citados pelo Wildlife Trust em 2024 incluem estudos intertidais realizados durante duas décadas para acompanhar mudanças na distribuição de espécies.

Essas pesquisas observam ainda o avanço de espécies invasoras no contexto das mudanças climáticas. Assim, uma propriedade comprada por duas irmãs em 1965 passou de residência particular a área utilizada para conservação e acompanhamento ambiental de longo prazo.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Cornwall Wildlife Trust, Cornwall Heritage Trust e nos registros atribuídos às obras de Evelyn Atkins, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://www.itatiaia.com.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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