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Economista trocou o carro de luxo por um Fiat Uno 1994 e diz economizar cerca de R$ 20 mil por ano, o veículo está quitado, gasta só R$ 150 por semana e nem paga mais IPVA, uma escolha que ele defende como uma das maiores lições financeiras da vida

Economista trocou o carro de luxo por um Fiat Uno 1994 e diz economizar cerca de R$ 20 mil por ano, o veículo está quitado, gasta só R$ 150 por semana e nem paga mais IPVA, uma escolha que ele defende como uma das maiores lições financeiras da vida

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Economista trocou o carro de luxo por um Fiat Uno 1994 e diz economizar cerca de R$ 20 mil por ano, o veículo está quitado, gasta só R$ 150 por semana e nem paga mais IPVA, uma escolha que ele defende como uma das maiores lições financeiras da vida

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 08/08/2026 às 22:42

Atualizado em 08/08/2026 às 22:43

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Economista trocou carro de luxo por um Fiat Uno 1994, gasta R$ 150 por semana, não paga IPVA e diz economizar cerca de R$ 20 mil por ano.

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César Esperandio já dirigiu carro caro e admite que gastava para impressionar. Hoje anda em um Uno Mille de 1994 avaliado em quase R$ 8 mil, sem parcela, sem juros e sem imposto anual. A conta que ele apresenta chega a R$ 20 mil economizados por ano.

O economista César Esperandio trocou carros mais caros por um Fiat Uno 1994 e viralizou ao explicar publicamente por que continua dirigindo o veículo antigo, segundo reportagem publicada pelo portal Só Notícia Boa em 8 de agosto de 2026, assinada por Rinaldo de Oliveira. Ele afirma que o carro está quitado, tem manutenção barata e consome cerca de R$ 150 por semana.

O argumento que ele apresenta é de disponibilidade de caixa. Sem parcela de financiamento, sem juros e sem imposto anual, sobra mais dinheiro para investir e para outros planos. Na sexta-feira, 7 de agosto de 2026, ele reforçou a posição no Instagram, dizendo que prefere ter um carro velho, quitado, de baixa manutenção e de custo semanal reduzido.

O economista que já gastou para impressionar

O ponto que ele faz questão de deixar claro é que nem sempre pensou assim. César admite que já esteve do outro lado, gastando para impressionar como muita gente faz, e diz que precisou domar o próprio ego para economizar, juntar dinheiro e correr atrás dos objetivos que tinha.

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A reação de quem estava por perto quando ele comprou o carro não foi de aprovação. Ele conta que muita gente achou que era loucura, afinal se tratava de um veículo simples, velho e barato. A escolha só passou a fazer sentido para os outros depois que ele mostrou as contas.

O aprendizado que ele extrai da experiência é declarado em uma frase direta: o Uno lhe ensinou que carro não deveria ser símbolo de status, é apenas um meio de transporte. O raciocínio dele é que manter veículo novo pela imagem compromete uma parte grande da renda ou do patrimônio, e que sem esse tipo de gasto sobra mais dinheiro e mais energia para construir liberdade financeira.

A conta do Uninho: R$ 150 por semana e zero parcela

Economista trocou carro de luxo por um Fiat Uno 1994, gasta R$ 150 por semana, não paga IPVA e diz economizar cerca de R$ 20 mil por ano.

Os números que ele apresenta são simples de acompanhar. O Fiat Uno Mille dele é 1994 e vale quase R$ 8 mil. Como está quitado, não existe parcela mensal nem juros de financiamento incidindo sobre nada.

O custo de rodagem que ele informa é de aproximadamente R$ 150 por semana, valor que na conta anual dá algo em torno de R$ 7.800. Some-se a isso o custo baixo de manutenção, que ele destaca como um dos principais atrativos do modelo. Peça de Uno 1994 é abundante e barata no Brasil, e praticamente qualquer mecânico de bairro sabe mexer no carro.

É esse conjunto que sustenta o argumento dele. Não se trata de um carro econômico no sentido de consumo de combustível apenas, mas de um veículo cujo custo total de propriedade é baixo em todas as linhas: aquisição, financiamento, manutenção e imposto.

O IPVA de um carro de 1994 hoje é isento em todo o Brasil

Economista trocou carro de luxo por um Fiat Uno 1994, gasta R$ 150 por semana, não paga IPVA e diz economizar cerca de R$ 20 mil por ano.

A reportagem informa que, no estado onde o veículo está registrado, o Uno já não gera despesa de IPVA por causa da idade. Vale acrescentar um dado que amplia esse ponto: essa isenção deixou de depender do estado.

A Emenda Constitucional 137, promulgada em 9 de dezembro de 2025, estabeleceu isenção nacional de IPVA para veículos com 20 anos ou mais de fabricação. A regra passou a valer no exercício fiscal de 2026 e vale para todo o país. Um carro de 1994 tem mais de trinta anos, o que o coloca com folga dentro do critério, independentemente da placa.

Antes disso, o cenário era fragmentado. Alguns estados isentavam a partir de 10 anos, outros a partir de 15, outros a partir de 20, e havia unidades federativas que exigiam 30 anos ou não ofereciam benefício algum por idade. Alagoas, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e Tocantins foram os estados diretamente afetados pela mudança, por não terem regra equivalente antes. A isenção passou a ser automática, com o sistema das secretarias da Fazenda cruzando os dados do Renavam com o ano do veículo.

De onde saem os R$ 20 mil de economia por ano

O número que dá título à história é uma estimativa feita pelo próprio economista. Ele calcula que optar por um veículo barato representa economia próxima de R$ 20 mil por ano quando compara os gastos com carros mais caros que já teve.

A conta não está detalhada linha a linha na reportagem, mas os componentes que ele cita ao longo da explicação apontam para onde a diferença se acumula: parcela de financiamento, juros, IPVA, seguro, manutenção e desvalorização. Cada um desses itens é proporcional ao valor do carro, o que significa que um veículo de R$ 100 mil custa muito mais que doze vezes um de R$ 8 mil ao longo do ano.

Vale registrar que se trata de um cálculo pessoal, baseado na comparação entre a situação atual dele e a situação anterior, e não de um estudo com metodologia auditada. O valor exato varia conforme o carro de comparação, o estado, o perfil de uso e o custo de seguro de cada pessoa.

A desvalorização que não chega como boleto

video: redes sociais/instagram

Um dos pontos mais interessantes do raciocínio dele é justamente o gasto que ninguém enxerga. A perda de valor de mercado entra nas contas do economista como despesa real, mesmo não aparecendo em nenhuma fatura.

A lógica é aritmética. Um carro novo ou de R$ 100 mil pode perder milhares de reais em valor ao longo dos anos. Um Uno que já vale quase R$ 8 mil tem pouco espaço para desvalorizar, porque já percorreu praticamente toda a curva de perda. É um gasto que muita gente não percebe porque não chega como boleto, mas que reduz o patrimônio do proprietário mês a mês.

Esse é o argumento que diferencia a análise dele de uma simples defesa de carro barato. Ele não está comparando apenas o desembolso mensal, está comparando o impacto sobre o patrimônio total.

A calculadora que ele criou e a lógica por trás dela

A experiência com o Uno levou César a desenvolver uma ferramenta. Ele criou uma calculadora para ajudar as pessoas a avaliarem quanto deveriam gastar em um automóvel de acordo com o patrimônio que possuem, e mostrou o mecanismo em vídeo.

A proposta declarada é deslocar a pergunta. Em vez de perguntar se a parcela cabe no orçamento, a ferramenta sugere perguntar qual percentual do patrimônio está sendo colocado em um bem que perde valor com o tempo. A parcela que cabe no mês pode não caber na vida.

O raciocínio é conhecido em educação financeira e não é exclusividade dele: dimensionar bens de consumo duráveis em função do patrimônio, e não do fluxo de caixa mensal. O que ele fez foi transformar isso em uma conta prática e associar a uma escolha própria e verificável.

Os pontos negativos que ele mesmo reconhece

A parte mais honesta da história é que o próprio protagonista não vende a ideia como solução universal. Ter um carro de 1994 exige avaliar desvantagens concretas, e a reportagem lista várias.

Veículos antigos não oferecem os equipamentos de segurança presentes nos modelos atuais, nem a tecnologia de uma central multimídia moderna. Também enfrentam mais dificuldade para conseguir seguro completo por um preço que compense. No caso específico do Uno, existe ainda o risco de furto, justamente pela procura de peças de modelos antigos no mercado. A ausência de itens de segurança é a diferença mais séria da lista, porque envolve integridade física e não apenas conforto.

César não afirma que o Uno 1994 seja a melhor opção para todo mundo. A conclusão dele é mais modesta: se o carro serve tão bem a ele até hoje, talvez outras pessoas também não precisem gastar mais do que deveriam. A escolha deu certo no caso dele, com o perfil de uso dele.

O que essa história permite discutir

O caso viralizou porque toca em uma tensão real que quase todo mundo conhece. Carro é, ao mesmo tempo, uma necessidade de deslocamento e um dos objetos de status mais visíveis da vida adulta brasileira, e separar as duas funções é difícil na prática.

O que os números apresentados por César oferecem é uma forma de medir essa tensão em reais. Custo semanal, valor do bem, parcela, imposto e desvalorização são todos quantificáveis. Já o retorno que alguém obtém dirigindo um carro caro, seja em conforto, segurança ou percepção social, não entra em planilha com a mesma facilidade. Cada pessoa precisa fazer essa ponderação com base na própria renda, no próprio uso e nas próprias prioridades.

E você, dirigiria um Fiat Uno 1994 para economizar R$ 20 mil por ano, ou acha que a falta de itens de segurança de um carro de trinta anos não compensa a economia? Conta nos comentários qual foi a decisão mais econômica que você já tomou sem se arrepender.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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