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Ela foi para a Austrália estudar inglês, mas trocou a vida no exterior pela roça em Minas Gerais; aos 28 anos, Leatrice ajuda os pais na fazenda, recebe turistas na Serra da Canastra e afirma que reencontrou suas origens

Ela foi para a Austrália estudar inglês, mas trocou a vida no exterior pela roça em Minas Gerais; aos 28 anos, Leatrice ajuda os pais na fazenda, recebe turistas na Serra da Canastra e afirma que reencontrou suas origens

MG

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Ela foi para a Austrália estudar inglês, mas trocou a vida no exterior pela roça em Minas Gerais; aos 28 anos, Leatrice ajuda os pais na fazenda, recebe turistas na Serra da Canastra e afirma que reencontrou suas origens

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 01/08/2026 às 21:46

Curiosidades

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Após estudar na Austrália, jovem retorna à Serra da Canastra para ajudar os pais e fortalecer o turismo rural em Minas Gerais.

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Segundo informações apresentadas em um vídeo publicado pelo canal Eduardo & Natália, a arquiteta Leatrice transformou uma experiência internacional em uma escolha de vida que poucos imaginavam. Depois de passar uma temporada na Austrália para aperfeiçoar o inglês, ela decidiu retornar ao Vale da Babilônia, em Delfinópolis (MG), para viver novamente ao lado dos pais, fortalecer o turismo rural da região e investir em novos projetos ligados à Serra da Canastra.

Da Austrália para a Serra da Canastra: uma escolha que mudou tudo

Jovem retorna da Austrália para a roça em Minas Gerais, ajuda os pais, fortalece o turismo rural e emociona com sua escolha de vida inspiradora.

Enquanto muitos sonham em construir carreira no exterior, Leatrice seguiu um caminho diferente. Natural do Vale da Babilônia, zona rural de Delfinópolis, no sudoeste de Minas Gerais, ela cresceu em meio às montanhas da Serra da Canastra, ajudando a família e convivendo diariamente com a vida no campo.

Ainda adolescente, deixou a propriedade para estudar. Primeiro mudou-se para Passos (MG), onde contou com o apoio dos avós. Depois cursou Arquitetura em Franca (SP), passando cinco anos entre a faculdade e as viagens de volta para visitar os pais nos fins de semana e nas férias.

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Mesmo formada e com novas oportunidades surgindo, nunca rompeu os laços com a propriedade rural onde nasceu.

Em 2020, após concluir a graduação e uma pós-graduação, ela cogitou iniciar uma nova fase em São Paulo. Inclusive participou de entrevistas de emprego na capital paulista. Entretanto, a chegada da pandemia de Covid-19 alterou completamente seus planos.

Sem conseguir seguir com a mudança, voltou para a fazenda da família. O período de isolamento acabou provocando uma profunda reflexão sobre aquilo que realmente buscava para o futuro.

Segundo ela, foi justamente durante esse período que percebeu que a resposta para seus projetos estava onde sempre viveu: na roça.

A pandemia despertou uma nova visão sobre a vida no campo

Arquiteta mineira retorna da Austrália para viver novamente com os pais em Delfinópolis, conciliando arquitetura, turismo rural e produção familiar.

Durante o período em que permaneceu ao lado dos pais, Leatrice redescobriu o valor da rotina rural.

Ela passou a acompanhar novamente o dia a dia da propriedade, observando o trabalho da família com a produção artesanal de queijo, a criação de gado e o atendimento aos turistas que visitam a região da Serra da Canastra.

Foi nesse momento que nasceu também a ideia de criar a marca Canastra Nativa.

Lançada em 2021, a iniciativa surgiu para compartilhar sua rotina, valorizar a cultura regional e oferecer produtos inspirados na identidade da Canastra, como camisetas, bonés e acessórios desenvolvidos pela própria arquiteta.

O projeto começou como um hobby, mas rapidamente conquistou visitantes e seguidores interessados no estilo de vida da região.

Segundo Leatrice, a aceitação do público foi tão positiva que ela decidiu continuar expandindo a iniciativa.

A viagem para a Austrália teve um objetivo bem diferente do que muitos imaginam

Mesmo decidida a permanecer em Minas Gerais, Leatrice ainda carregava um antigo sonho: aperfeiçoar o inglês.

Desde criança, era incentivada pelo tio Celso a aprender o idioma. O contato frequente com visitantes estrangeiros despertou ainda mais esse interesse.

Por isso, decidiu viajar para a Austrália.

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, sua intenção nunca foi permanecer definitivamente no exterior.

Ela explica que o objetivo sempre foi estudar inglês para voltar ao Brasil e utilizar esse conhecimento na própria região da Serra da Canastra, onde o turismo cresce ano após ano.

Segundo Leatrice, frequentemente turistas estrangeiros chegavam à região precisando de orientação, mas havia poucas pessoas preparadas para prestar esse atendimento em inglês.

Assim, ela decidiu investir na qualificação para ajudar visitantes internacionais e fortalecer ainda mais o turismo local.

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O retorno à fazenda aproximou ainda mais a família

Depois da experiência internacional, Leatrice voltou definitivamente para a propriedade dos pais.

Hoje ela divide o tempo entre a arquitetura, o trabalho remoto, a administração da marca Canastra Nativa e o apoio à família na recepção dos visitantes que se hospedam na própria casa.

A residência recebe turistas há décadas.

Segundo o relato da família, tudo começou ainda nos anos 1990, quando viajantes procuravam hospedagem para explorar as trilhas e cachoeiras da região. Com o passar do tempo, muitos desses visitantes se tornaram amigos próximos, e alguns chegaram até a convidar os pais de Leatrice para serem padrinhos de casamento.

Além de ajudar na organização das hospedagens, ela também orienta turistas, compartilha dicas sobre as atrações da Serra da Canastra e apresenta a cultura local.

Enquanto isso, o pai continua tirando leite manualmente todos os dias, e a mãe mantém a produção artesanal de queijos e doces, preservando uma tradição familiar passada de geração em geração.

Durante a entrevista, Leatrice afirmou que o tempo ao lado dos pais tem sido extremamente precioso.

Como saiu de casa ainda muito jovem para estudar, passou boa parte da adolescência e da vida adulta longe da família. Agora, considera que viver novamente ao lado deles representa uma oportunidade única de recuperar esse convívio e construir novas memórias juntos.

Sua trajetória mostra que, em alguns casos, viajar para o outro lado do mundo não significa abandonar as próprias raízes. Pelo contrário: pode ser justamente o caminho para enxergar o verdadeiro valor do lugar de onde se veio.

Você teria coragem de trocar a vida em uma grande cidade — ou até no exterior — para voltar ao interior e construir seu futuro ao lado da família?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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