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Ele ajudava o pai nos serviços rurais, percorria cerca de 20 quilômetros para frequentar a escola e estudava até 10 horas antes do Enem: aos 17 anos, Fernando Abreu Miranda conquista vaga em Medicina na Universidade Federal do Tocantins

Ele ajudava o pai nos serviços rurais, percorria cerca de 20 quilômetros para frequentar a escola e estudava até 10 horas antes do Enem: aos 17 anos, Fernando Abreu Miranda conquista vaga em Medicina na Universidade Federal do Tocantins

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Ele ajudava o pai nos serviços rurais, percorria cerca de 20 quilômetros para frequentar a escola e estudava até 10 horas antes do Enem: aos 17 anos, Fernando Abreu Miranda conquista vaga em Medicina na Universidade Federal do Tocantins

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 03/08/2026 às 13:52

Curiosidades

Imagem ilustrativa representa Fernando ajudando o pai no campo antes de conquistar, aos 17 anos, uma vaga em Medicina na UFT.

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Fernando Abreu Miranda conciliou serviços braçais, deslocamentos entre cidades e preparação para o Enem antes da aprovação pelo Sisu 2026.

Fernando Abreu Miranda, de 17 anos, conquistou uma vaga no curso de Medicina da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Antes de chegar à universidade, entretanto, o estudante dividia o tempo entre os livros, a estrada e o trabalho realizado ao lado do pai.

Morador de Itaporã do Tocantins, Fernando ajudava em atividades como roçagem de juquira e corte de grama.

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Além disso, o jovem percorria cerca de 20 quilômetros para frequentar o ensino médio em Colmeia.

A aprovação ocorreu na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2026, quando Fernando ainda tinha 17 anos.

Fernando Abreu Miranda comemora a aprovação em Medicina na UFT, conquistada aos 17 anos pela chamada regular do Sisu 2026.

Trabalho rural alterava a rotina de preparação para o Enem

A rotina de estudos não seguia um cronograma fixo. Afinal, os serviços realizados com o pai modificavam os horários disponíveis para a preparação.

Durante o ensino médio, Fernando frequentou um colégio militar. Para acompanhar as aulas, o estudante percorria cerca de 20 quilômetros até Colmeia.

Nos dias em que precisava trabalhar, Fernando transferia parte dos estudos para o período noturno.

Em outros momentos, o estudante revisava os conteúdos pela manhã. Posteriormente, retomava a preparação após concluir as atividades diárias.

Dessa forma, Fernando aproveitava os horários livres para manter o ritmo de estudos para o Exame Nacional do Ensino Médio.

Na semana anterior ao Enem, sobretudo, a carga de preparação aumentou. Em alguns dias, o estudante chegou a estudar durante dez horas.

Além disso, Fernando abriu mão de passeios e momentos de descanso para reforçar a revisão.

Segundo o relato concedido pelo jovem ao g1, os horários precisavam ser reorganizados sempre que surgia algum trabalho.

Fernando Abreu Miranda frequentou um colégio militar durante o ensino médio e conciliou as aulas com o trabalho rural e a preparação para o Enem.

Medicina não estava nos planos iniciais do estudante

Inicialmente, Fernando considerava cursar Farmácia. Entretanto, a afinidade com Biologia e Química também colocou Medicina entre suas possibilidades no Sisu.

Por isso, o estudante decidiu utilizar a nota do Enem para disputar uma vaga no curso da UFT.

A confirmação da aprovação ocorreu durante a madrugada, depois que uma tempestade provocou falta de energia na residência da família.

Quando o fornecimento retornou, Fernando consultou o resultado do processo seletivo.

Ao encontrar o próprio nome na chamada regular, contudo, o jovem imaginou inicialmente que estivesse sonhando.

Posteriormente, Fernando conferiu novamente o resultado e confirmou que havia conquistado a vaga em Medicina.

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Caio Aviz

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Mudança de 250 quilômetros marcou o início da graduação

Após a aprovação, Fernando deixou Itaporã do Tocantins e mudou-se para Palmas, onde está localizado o curso de Medicina da UFT.

A mudança representou um deslocamento de aproximadamente 250 quilômetros em relação à residência do estudante.

Além da distância, o jovem também precisou adaptar-se à nova cidade e à rotina integral da graduação.

Nesse período inicial, familiares residentes em Palmas ofereceram apoio para sua permanência na capital.

Em março de 2026, conforme atualização publicada pelo jornal O Popular, Fernando já havia iniciado as aulas de Medicina.

Naquele momento, o estudante ainda enfrentava o processo de adaptação à cidade e às exigências do curso.

Trajetória reúne trabalho rural, escola pública e apoio familiar

A trajetória reúne o trabalho realizado ao lado do pai, os deslocamentos para estudar e o suporte recebido na escola pública.

Ao longo do ensino médio, portanto, Fernando conciliou os serviços rurais com a preparação para o Enem.

Fernando, contudo, iniciou a graduação em Medicina na UFT em 2026. Não há informação de que o estudante já tenha concluído o curso.

Você acredita que a trajetória de Fernando pode inspirar outros estudantes que também precisam conciliar trabalho, longos deslocamentos e preparação para o Enem?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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