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Ele sentia dores ao usar teclado comum e criou seu próprio teclado: o estudante da UFMG, Kael Soares, transformou a própria tendinite como inspiração para criar teclado de apenas 42 teclas, dividido em duas partes e disponível gratuitamente para qualquer pessoa fabricar; conheça o Kaly42

Ele sentia dores ao usar teclado comum e criou seu próprio teclado: o estudante da UFMG, Kael Soares, transformou a própria tendinite como inspiração para criar teclado de apenas 42 teclas, dividido em duas partes e disponível gratuitamente para qualquer pessoa fabricar; conheça o Kaly42

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Ele sentia dores ao usar teclado comum e criou seu próprio teclado: o estudante da UFMG, Kael Soares, transformou a própria tendinite como inspiração para criar teclado de apenas 42 teclas, dividido em duas partes e disponível gratuitamente para qualquer pessoa fabricar; conheça o Kaly42

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 17/08/2026 às 20:21

Atualizado em 17/08/2026 às 20:22

Ciência e Tecnologia

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Teclado Kaly42 foi desenvolvido por Kael, estudante da UFMG, após problemas com tendinite e tem projeto aberto para reprodução e modificações. Foto: UFMG

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Teclado Kaly42 foi desenvolvido por Kael, estudante da UFMG, após problemas com tendinite e tem projeto aberto para reprodução e modificações.

Um problema enfrentado durante horas diante do computador levou Kael Soares Augusto, de 21 anos, a transformar conhecimento adquirido em Ciência da Computação em uma solução de ergonomia. O estudante da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que convive com tendinite, desenvolveu o Kaly42, um teclado dividido em duas partes, com somente 42 teclas e projeto aberto para quem quiser reproduzi-lo ou modificá-lo.

A criação nasceu depois que o uso intenso de teclados convencionais passou a provocar incômodo nas mãos do universitário. Em entrevista à própria UFMG, Kael explicou que procurava uma alternativa que se ajustasse melhor ao seu corpo. O resultado acabou ultrapassando uma necessidade pessoal e já chegou a usuários de outros países, que enviaram ao estudante registros de versões construídas a partir do projeto.

Teclado permite escolher a posição das duas mãos

Segundo publicado pelo site Só Notícia Boa em maio de 2025, o Kaly42 não obriga o usuário a manter as mãos alinhadas em uma única peça rígida. Suas duas metades podem ser afastadas e posicionadas separadamente sobre a mesa, permitindo que cada pessoa encontre uma distância mais confortável para braços e ombros.

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Também é possível modificar a inclinação de cada lado. Essa liberdade busca reduzir torções dos punhos, um dos pontos que incomodavam Kael durante o uso prolongado do computador. A distribuição das teclas foi pensada para diminuir a necessidade de esticar os dedos repetidamente até regiões mais distantes.

O projeto trabalha ainda com seis comandos destinados aos polegares. Em vez de deixar esses dedos pouco utilizados enquanto outras regiões da mão concentram tarefas, o layout redistribui funções e procura aproveitar melhor o alcance natural de cada dedo.

Tendinite levou Kael a repensar um equipamento usado diariamente

A motivação não surgiu de um trabalho obrigatório da graduação. O estudante já acompanhava a comunidade de teclados mecânicos personalizados quando começou a analisar alternativas capazes de amenizar o desconforto que sentia.

Teclado Kaly42 foi desenvolvido por Kael, estudante da UFMG, após problemas com tendinite e tem projeto aberto para reprodução e modificações. Foto: UFMG

Segundo seu relato à UFMG, os modelos disponíveis apresentavam características que não atendiam completamente ao que procurava. Kael decidiu então combinar referências existentes com suas próprias necessidades e projetar uma configuração que pudesse ser reproduzida por outras pessoas sem depender de um produto comercial fechado.

A tendinite passou, assim, a influenciar decisões concretas do projeto. Em vez de simplesmente aumentar ou reduzir o tamanho de um teclado comum, ele alterou a maneira como as mãos se posicionam e como os comandos ficam distribuídos.

Algumas escolhas do Kaly42 respondem a movimentos específicos

Durante o desenvolvimento, cada característica ergonômica foi associada a uma necessidade percebida pelo estudante. Isso explica por que o Kaly42 se distancia visualmente de um teclado convencional.

Na prática, o desenho funciona a partir de soluções como:

Essas escolhas formam a lógica central do equipamento e ajudam a explicar por que apenas 42 teclas podem executar as funções necessárias durante o uso cotidiano.

Projeto pode ser baixado, alterado e fabricado

Outra decisão de Kael foi não manter o Kaly42 restrito ao laboratório ou ao próprio computador. O teclado foi disponibilizado como projeto open-source no GitHub sob licença Apache-2.0, permitindo que interessados estudem os arquivos e façam suas próprias adaptações.

As instruções necessárias para fabricação já estão disponíveis, assim como o firmware responsável pelo funcionamento do equipamento. Essa parte do desenvolvimento aproveitou conhecimentos obtidos por Kael durante o curso, principalmente na adaptação do QMK, sistema utilizado em diversos teclados mecânicos programáveis.

Colegas da universidade também participaram de etapas ligadas à identidade do produto, contribuindo com sugestões para cores, formato e logotipo. O projeto ganhou ainda um mascote: Kaly, um paquímetro sorridente que acompanha a identidade visual criada para o dispositivo.

Usuários estrangeiros já enviaram versões construídas a partir da ideia

Apesar do interesse despertado pelo Kaly42, o estudante não planeja transformá-lo imediatamente em um produto comercial. Custos associados a impostos e importações no Brasil aparecem entre os obstáculos considerados por ele para uma eventual produção destinada à venda.

Isso não impediu que o teclado começasse a circular de outra maneira. Pessoas de fora do país já entraram em contato com Kael para mostrar unidades que produziram utilizando os arquivos disponibilizados gratuitamente.

Teclado Kaly42 foi desenvolvido por Kael, estudante da UFMG, após problemas com tendinite e tem projeto aberto para reprodução e modificações. Foto: UFMG

O estudante pretende continuar aprimorando o projeto. Entre as possibilidades consideradas para versões futuras estão conexão Bluetooth e teclas removíveis, recursos que ampliariam a flexibilidade sem abandonar a proposta que deu origem ao Kaly42.

Para o professor Fernando Magno Quintão Pereira, coordenador do Laboratório Compiladores da UFMG, o trabalho mostra a capacidade do aluno de converter uma dificuldade concreta em desenvolvimento tecnológico. Para Kael, o caminho foi ainda mais direto: um equipamento que fazia parte do problema acabou se tornando justamente o objeto escolhido para buscar uma solução.

Fonte

so noticia boa


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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