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Ele tinha apenas 12 anos e cursava o 7º ano do ensino fundamental quando prestou o vestibular da UERJ como treineiro, superou as duas etapas da seleção e foi aprovado em Matemática, mas ainda sonha em cursar Engenharia da Computação

Ele tinha apenas 12 anos e cursava o 7º ano do ensino fundamental quando prestou o vestibular da UERJ como treineiro, superou as duas etapas da seleção e foi aprovado em Matemática, mas ainda sonha em cursar Engenharia da Computação

RJ

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Ele tinha apenas 12 anos e cursava o 7º ano do ensino fundamental quando prestou o vestibular da UERJ como treineiro, superou as duas etapas da seleção e foi aprovado em Matemática, mas ainda sonha em cursar Engenharia da Computação

Escrito por Ruth Rodrigues

Publicado em 05/08/2026 às 10:12

Atualizado em 05/08/2026 às 10:13

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Bernardo foi aprovado em Matemática na UERJ aos 12 anos, quando ainda cursava o 7º ano, e já conquistou mais de 80 medalhas. Fonte: Arquivo pessoal.

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Bernardo foi aprovado em Matemática na UERJ aos 12 anos, quando ainda cursava o 7º ano, e já conquistou mais de 80 medalhas.

Bernardo Manfredini, de apenas 12 anos, foi aprovado no curso de Matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro mesmo estando no 7º ano do ensino fundamental. Morador de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, o estudante participou do vestibular como treineiro para conhecer a seleção universitária e transformou o teste em mais um resultado de uma trajetória que já reúne mais de 80 medalhas em competições científicas.

A aprovação não significa que ele iniciará a graduação agora, já que ainda não concluiu a educação básica. O desempenho, porém, mostrou que o jovem conseguiu alcançar a pontuação necessária em um processo seletivo realizado em duas etapas: o Exame de Qualificação, com questões objetivas, e o Exame Discursivo, composto por perguntas abertas.

Bernardo pretende continuar fazendo vestibulares como treineiro

O curso de Matemática não é o destino universitário definitivo planejado pelo estudante. Seu objetivo é cursar Engenharia da Computação em instituições como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica ou o Instituto Militar de Engenharia.

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Até chegar ao momento em que poderá disputar oficialmente uma vaga, Bernardo pretende continuar participando de vestibulares como treineiro. Para ele, a prova da UERJ serviu para entender na prática como funciona um exame de acesso ao ensino superior e avaliar o próprio desempenho diante de conteúdos mais avançados.

A participação precoce também se soma à experiência acumulada em competições acadêmicas. O jovem já realizou mais de 100 provas de olimpíadas científicas, com resultados em diferentes áreas do conhecimento.

Bernardo foi aprovado em Matemática na UERJ aos 12 anos, quando ainda cursava o 7º ano, e já conquistou mais de 80 medalhas. Fonte: Arquivo pessoal.

Mais de 80 medalhas foram conquistadas em olimpíadas

As competições destinadas a estudantes da educação básica têm papel importante na formação de Bernardo. Além de ampliar seu contato com Matemática, Física, Química, Astronomia e outras disciplinas, as provas permitem que ele identifique novos interesses e teste formas diferentes de resolver problemas.

Segundo o estudante, as olimpíadas ajudam a organizar o raciocínio. Em avaliações de alto desempenho, não basta chegar à resposta: muitas questões exigem que o participante demonstre o caminho usado até o resultado, estimulando uma construção mais clara do pensamento.

As mais de 80 medalhas também renderam experiências fora das provas. Entre as conquistas estão um computador e um convite para participar da Semana Olímpica no Espírito Santo.

A convivência com outros competidores é outro aspecto valorizado pelo jovem. Nos eventos, ele encontra crianças e adolescentes interessados nos mesmos assuntos, troca conhecimentos e constrói amizades a partir da curiosidade científica.

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Rotina inclui tecnologia, música e tempo para brincar

Apesar dos resultados acadêmicos, o cotidiano do estudante não é dedicado exclusivamente a provas. Pela manhã, ele frequenta a escola. No período da tarde, participa de aulas de matemática olímpica, tecnologia, xadrez e música.

O tempo para brincar também permanece dentro da rotina. Ao falar sobre altas habilidades e superdotação, Bernardo afirma que não se considera diferente das demais crianças. Ele se define como alguém curioso, que gosta de aprender vários assuntos ao mesmo tempo.

Essa percepção ajuda a afastar a ideia de que seu desempenho resulta apenas de uma preparação rígida. A diversidade de atividades mostra uma formação que combina raciocínio lógico, criatividade, convivência social e interesses pessoais.

Mãe de Bernardo destaca papel das competições

Luzia Manfredini, mãe de Bernardo, considera as olimpíadas científicas uma oportunidade para crianças e adolescentes explorarem áreas pelas quais demonstram curiosidade. Embora sejam organizadas como competições, ela ressalta que os participantes também celebram as conquistas dos colegas.

Bernardo foi aprovado em Matemática na UERJ aos 12 anos, quando ainda cursava o 7º ano, e já conquistou mais de 80 medalhas. Fonte: Arquivo pessoal.

A família convive com a realidade das altas habilidades e da superdotação e acompanha a procura do menino por experiências acadêmicas compatíveis com seus interesses. Nesse contexto, fazer o vestibular da UERJ não foi tratado apenas como uma corrida pela aprovação, mas como uma forma de experimentar um desafio diferente.

A resposta obtida surpreendeu pela dimensão. Ainda no ensino fundamental, o estudante alcançou desempenho suficiente para ingressar em uma universidade estadual reconhecida, depois de atravessar as duas fases do processo seletivo.

A vaga em Matemática representa um marco, mas não encerra os planos de Bernardo. Antes de poder concorrer oficialmente ao ensino superior, ele ainda terá vários anos de escola, novas olimpíadas e outros vestibulares realizados como treinamento.

Seu percurso mostra como competições do conhecimento podem funcionar para além das medalhas. Elas ajudaram o estudante a descobrir áreas de interesse, aprimorar a apresentação de soluções, conhecer pessoas com afinidades semelhantes e enfrentar provas destinadas a candidatos mais velhos.

Fonte: Brasil Escola

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Brasil Escola


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

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