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Elefanta Maison, de cerca de 56 anos e ex-circo, vira centro de disputa em Ribeirão Preto enquanto Justiça avalia transferência para santuário e moradores pedem permanência
Escrito por Noel Budeguer
Publicado em 24/08/2026 às 12:13
Meio Ambiente
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Maison, elefanta de cerca de 56 anos que vive no Bosque Fábio Barreto desde 2011, é alvo de ação judicial sobre possível transferência para santuário em Mato Grosso; manifestação com cerca de 100 pessoas pediu sua permanência.
A elefanta Maison, moradora do Bosque e Zoológico Dr. Fábio Barreto há cerca de 15 anos, voltou ao centro de uma disputa que envolve moradores, Prefeitura, organizações de proteção animal e a Justiça de São Paulo. O processo avalia se ela deve permanecer em Ribeirão Preto ou ser levada ao Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso.
Maison tem aproximadamente 56 anos e chegou ao zoológico em 2011, depois de passar grande parte da vida em circo. Segundo reportagem da CBN Ribeirão, a entrega ocorreu durante o processo de encerramento do uso de animais em atividades circenses, com intermediação do Ibama.
Em junho, cerca de 100 pessoas se reuniram no próprio Bosque Fábio Barreto para defender a permanência da elefanta. O grupo pediu que qualquer mudança leve em conta avaliações técnicas, a idade do animal e seu histórico de adaptação ao recinto.
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Justiça analisa se Maison deve ficar em Ribeirão Preto ou ir para santuário
O futuro de Maison é discutido em ação judicial no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A possibilidade considerada é a transferência para o Santuário de Elefantes Brasil, localizado na região da Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.
A Prefeitura de Ribeirão Preto afirma que aguarda a definição judicial e que solicitou laudos técnicos para avaliar os riscos e benefícios de cada cenário. A administração municipal diz que Maison recebe acompanhamento veterinário, alimentação adequada, manejo especializado e suporte técnico contínuo.
Do outro lado da discussão, organizações de proteção animal defendem que um santuário oferece área maior e possibilidade de convivência com outros elefantes. Em março, reportagem sobre o Santuário de Elefantes Brasil apontava Maison entre os animais cuja eventual transferência ainda dependia de disputa judicial.
Moradores pedem permanência e citam idade e adaptação
A manifestação realizada em 12 de junho reuniu aproximadamente 100 pessoas. Participantes argumentaram que uma viagem longa e uma mudança de ambiente precisam ser avaliadas com cautela por causa da idade de Maison e do tempo em que ela vive no Bosque.
O debate tem antecedentes. Em 2020, um parecer da então Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo recomendou que Maison — identificada em documentos antigos também como Mayson — e a elefanta Bambi permanecessem no zoológico. O documento citava idade, condições de saúde e estresse associado a uma transferência de longa distância.
Aquele parecer, porém, não encerra a discussão atual. Bambi acabou transferida para o santuário em 2020 após decisão judicial, enquanto Maison permaneceu em Ribeirão Preto. O novo processo volta a colocar a situação individual dela sob avaliação.
Santuário em Mato Grosso aparece como alternativa para Maison
O Santuário de Elefantes Brasil mantém áreas de grande extensão destinadas a elefantes resgatados de cativeiro. Em reportagem publicada em março, o fundador Scott Blais e representantes da instituição apresentaram a estrutura preparada para receber novos animais e disseram que o local tinha autorização para até 15 elefantes, com planos de expansão.
Na mesma reportagem, um diretor do santuário informou que a ação envolvendo Maison ainda estava em fase de coleta de provas e convencimento judicial. Isso mostra por que laudos de saúde, condições de transporte, estrutura do destino e histórico de manejo são elementos centrais da disputa.
Não existe uma solução simples baseada apenas no tamanho do recinto ou no tempo de permanência no zoológico. A decisão envolve comparar riscos concretos para uma elefanta idosa com os possíveis benefícios de uma mudança de ambiente e de contato com outros animais da espécie.
Maison vive sozinha desde a transferência de Bambi
Maison e Bambi chegaram a conviver no Bosque Fábio Barreto depois de adaptações feitas no recinto. A Prefeitura informou, em 2020, que a aproximação havia sido acompanhada por profissionais e seguia recomendações de bem-estar animal. Com a saída de Bambi, Maison passou a ser a única elefanta do zoológico.
A trajetória dela ajuda a explicar a mobilização dos dois lados. Para parte dos moradores, Maison já está adaptada à equipe e ao espaço onde vive há anos. Para defensores da transferência, a permanência solitária em um zoológico deve ser comparada às condições de um santuário especializado.
Enquanto não houver decisão judicial definitiva, Maison permanece no Bosque Fábio Barreto. O caso continua sendo acompanhado porque qualquer mudança exigirá planejamento veterinário, logística de transporte e avaliação individual do estado de saúde da elefanta.
O futuro de Maison dependerá, portanto, da análise dos laudos e da decisão da Justiça. Para você, quais critérios deveriam pesar mais na escolha entre permanência e transferência? Conte nos comentários.
Fontes
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

