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Eletricista de 23 anos pega carona em comboio de 14 caminhões e cruza 1.200 km em 36 horas, de Praia Grande a Porto Alegre, para trabalhar de graça nos resgates da enchente “queria fazer algo”

Eletricista de 23 anos pega carona em comboio de 14 caminhões e cruza 1.200 km em 36 horas, de Praia Grande a Porto Alegre, para trabalhar de graça nos resgates da enchente “queria fazer algo”

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Eletricista de 23 anos pega carona em comboio de 14 caminhões e cruza 1.200 km em 36 horas, de Praia Grande a Porto Alegre, para trabalhar de graça nos resgates da enchente “queria fazer algo”

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 25/08/2026 às 22:33

Atualizado em 25/08/2026 às 22:34

Curiosidades

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Júlio Matheus, de 23 anos, percorreu 1,2 mil km em carona com comboio de Praia Grande ao RS e foi a Porto Alegre atuar como voluntário nas enchentes.

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Júlio Matheus, eletricista de 23 anos, saiu de Praia Grande em carona com um comboio de 14 caminhões e percorreu cerca de 1,2 mil quilômetros até o Rio Grande do Sul. Após chegar a Canoas, seguiu para Porto Alegre, onde se instalou em uma base voluntária para ajudar vítimas das enchentes locais.

Júlio Matheus, de 23 anos, deixou a Baixada Santista em uma carona com um dos 14 caminhões que partiram de Praia Grande rumo ao Rio Grande do Sul com doações para as vítimas das enchentes. Ele saiu do bairro Quietude por volta das 5h de segunda-feira, 13 de maio de 2024, chegou a Canoas às 17h do dia seguinte e depois seguiu por conta própria até uma base de voluntários em Porto Alegre.

Segundo reportagem publicada pelo g1 Santos em 15 de maio de 2024, Júlio é natural de Pernambuco, mora com a família em Cubatão, em São Paulo, e trabalha como eletricista autônomo. A flexibilidade profissional, somada ao fato de ser solteiro e não ter filhos, ajudou o jovem a se organizar para permanecer no Rio Grande do Sul como voluntário.

Notícias sobre as enchentes fizeram Júlio procurar uma forma de ajudar

Júlio Matheus, de 23 anos, percorreu 1,2 mil km em carona com comboio de Praia Grande ao RS e foi a Porto Alegre atuar como voluntário nas enchentes.

Júlio acompanhava pela internet e pelo Instagram as consequências das enchentes e o trabalho realizado por grupos de voluntários.

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Eu estava acompanhando as notícias pela internet, pelo Instagram, vi muita gente passando necessidade e vi grupos de voluntários ajudando. Aí eu fiquei com aquela comoção de querer ajudar e não sabia como”, contou.

O jovem já havia contribuído de outras maneiras, mas buscava uma participação direta. “Apesar de já ter feito doação, de Pix, eu queria ser mais ativo”, afirmou.

Comboio saiu de Praia Grande com 14 caminhões

A oportunidade de viajar apareceu no movimento organizado a partir de Praia Grande.

A prefeitura e empresários aderiram à mobilização e enviaram ao Rio Grande do Sul 520 toneladas de materiais arrecadados e 30 mil litros de água.

Júlio conseguiu embarcar no caminhão de uma transportadora de cargas que seguiria para Canoas, acompanhado por outros veículos do comboio.

Viagem começou às 5h de segunda-feira no bairro Quietude

Júlio e um motorista voluntário partiram do bairro Quietude, em Praia Grande, por volta das 5h de segunda-feira, 13 de maio.

O percurso entre o litoral paulista e o Rio Grande do Sul tinha aproximadamente 1,2 mil quilômetros.

As paradas necessárias ao longo da estrada foram destinadas principalmente à alimentação e ao descanso da dupla.

Caminhão chegou a Canoas às 17h do dia seguinte

A chegada ao destino do comboio ocorreu por volta das 17h de terça-feira, 14 de maio.

Entre a saída às 5h de segunda-feira e a chegada às 17h do dia seguinte, transcorreram aproximadamente 36 horas, incluindo as paradas realizadas durante o trajeto.

Os caminhões tinham como destino o depósito da Prefeitura de Canoas.

Júlio deixou o comboio e seguiu sozinho para Porto Alegre

A viagem do caminhão terminou em Canoas, mas Júlio ainda precisava chegar à estrutura onde ficaria como voluntário.

Eles [caminhões] foram para o destino deles, que era o depósito da Prefeitura de Canoas. De lá, eu peguei um carro de aplicativo para vir para o alojamento do grupo de voluntários de que eu vim participar”, explicou.

O deslocamento até Porto Alegre também foi demorado por causa do trânsito.

Engarrafamento levou mais de duas horas até a base voluntária

Júlio contou que enfrentou mais de duas horas de congestionamento no caminho entre Canoas e o alojamento.

Eu peguei mais de duas horas de engarrafamento para chegar na base voluntária”, afirmou.

O jovem finalmente conheceu a estrutura onde ficaria instalado por volta das 21h de terça-feira.

Alojamento ofereceu colchão e coberta ao voluntário

Júlio Matheus, de 23 anos, percorreu 1,2 mil km em carona com comboio de Praia Grande ao RS e foi a Porto Alegre atuar como voluntário nas enchentes.

Ao chegar à base em Porto Alegre, Júlio conheceu o espaço organizado para receber os voluntários.

No alojamento fornecido por um empresário, ele recebeu colchão e coberta novos e, naquela noite, conseguiu tomar banho depois da longa viagem.

A estrutura passou a servir como ponto de apoio enquanto ele participava das atividades voluntárias na capital gaúcha.

Primeira missão foi ajudar em um abrigo de animais

Na manhã de quarta-feira, depois de passar a primeira noite no alojamento, Júlio recebeu sua primeira atividade.

A missão era ir a um abrigo de animais.

O trabalho colocou em prática a intenção que havia levado o eletricista a sair de São Paulo e atravessar mais de mil quilômetros até o estado atingido pelas enchentes.

“Eu queria fazer algo”, disse eletricista ao chegar ao RS

Júlio descreveu a sensação de acompanhar a tragédia à distância antes de decidir viajar.

Na verdade, eu estava angustiado. Eu estava em casa, vendo aquelas reportagens. Muito triste. E eu queria fazer algo”, relatou.

Depois de chegar ao Rio Grande do Sul, ele resumiu a mudança: “Então, chegar aqui e poder botar a mão na massa efetivamente é maravilhoso”.

Mãe resistiu à viagem antes de apoiar a decisão

A decisão de Júlio inicialmente encontrou resistência dentro da própria família.

A mãe não concordou de imediato com a viagem, mas os familiares acabaram apoiando a iniciativa.

Júlio, pernambucano que vive em Cubatão com a família, aproveitou a possibilidade de organizar o próprio trabalho para participar da mobilização.

Eletricista pretendia permanecer pelo menos um mês no Rio Grande do Sul

Quando chegou a Porto Alegre, Júlio não planejava uma passagem curta pelo estado.

O jovem afirmou que pretendia ficar no Rio Grande do Sul por pelo menos um mês, participando das atividades organizadas pelos voluntários.

A permanência, porém, já estava planejada sem que ele tivesse definido como faria o trajeto de volta para São Paulo.

Júlio ainda não sabia como voltaria para casa

Depois de conseguir uma carona para chegar ao Rio Grande do Sul, Júlio também pretendia depender de uma oportunidade semelhante para retornar.

Na época da reportagem, ele ainda não sabia como voltaria para casa.

O plano era procurar outra carona quando chegasse o momento de reencontrar a família, repetindo na volta a estratégia utilizada para percorrer os cerca de 1,2 mil quilômetros até o estado.

Para você, o que mais chama atenção na decisão de Júlio: percorrer mais de mil quilômetros de carona para ajudar ou planejar permanecer ao menos um mês como voluntário sem sequer ter a volta definida? Deixe sua opinião nos comentários.

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Júlio Matheus voluntário no Rio Grande do Sul


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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