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Em ilha de apenas 0,49 km², gatos chegaram a superar humanos em mais de 30 vezes e atraíram 700 visitantes por mês

Em ilha de apenas 0,49 km², gatos chegaram a superar humanos em mais de 30 vezes e atraíram 700 visitantes por mês

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Em ilha de apenas 0,49 km², gatos chegaram a superar humanos em mais de 30 vezes e atraíram 700 visitantes por mês

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 06/08/2026 às 21:51

Atualizado em 06/08/2026 às 22:03

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Imagem: Ilustração artística

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Após reunir mais de 200 gatos para apenas seis habitantes, Aoshima esterilizou 172 animais, reduziu a população felina e mantém os cuidados por meio de doações, voluntários, veterinários e apoio público local no oeste japonês

Os gatos de Aoshima chegaram a superar os moradores em mais de 30 vezes, mas a população felina está diminuindo após uma operação que esterilizou 172 animais em 2018. Documentos oficiais também mostram que a prefeitura não paga salários aos habitantes para cuidar dos gatos, como afirmam publicações sobre a ilha japonesa.

Imagem: Reprodução

Gatos de Aoshima cresceram com a redução dos moradores

Aoshima tem 0,49 km² e fica a 13,5 km do Porto de Nagahama, no oeste do Japão. Segundo a Associação de Promoção das Ilhas de Ehime, a comunidade desenvolveu atividades tradicionais ligadas à pesca e à coleta de hijiki.

Com a redução e o envelhecimento da população humana, casas ficaram vazias e menos moradores permaneceram disponíveis para acompanhar os animais.

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Os gatos, por outro lado, continuaram se reproduzindo e passaram a dominar a paisagem da pequena ilha.

Em 2014, um levantamento da cidade de Ozu registrou 91 gatos e 17 moradores. Isso representava aproximadamente 5,4 animais por pessoa, proporção que passou a ser frequentemente arredondada para seis gatos por habitante.

A fama provocou uma rápida mudança no transporte marítimo. O movimento mensal do barco, que anteriormente variava entre 100 e 200 passageiros, ultrapassou 700 visitantes em março, abril e maio daquele ano.

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Esterilização alcançou 172 animais em dois dias

A diferença entre as populações aumentou nos anos seguintes. Em 2018, a Fundação Dobutsu Kikin informou que Aoshima reunia mais de 200 gatos e somente seis habitantes, deixando a quantidade de felinos mais de 30 vezes superior.

Após anos de diálogo com os moradores, uma operação gratuita esterilizou 172 gatos em apenas dois dias. A intervenção precisava considerar o cotidiano da comunidade e a permanência dos animais no território.

A esterilização interrompeu novos nascimentos e formou uma população felina progressivamente mais idosa.

Seis anos depois da ação, uma discussão oficial na Câmara Municipal de Ozu estimou que ainda viviam na ilha entre 70 e 80 gatos.

O Censo de 2020, citado pelo guia oficial das ilhas de Ehime, registrou somente cinco habitantes distribuídos em três domicílios.

Mesmo com menos animais, portanto, os gatos de Aoshima continuaram numericamente superiores aos moradores.

Imagem: Reprodução

Prefeitura não paga moradores para alimentar gatos

Os documentos consultados não apresentam registro de salário ou pagamento mensal da prefeitura aos habitantes para cuidar dos animais.

O sistema funciona por meio da cooperação entre moradores, voluntários, veterinários, entidades de proteção e poder público.

Em 2014, a cidade estabeleceu uma área de alimentação próxima ao centro comunitário. Também limitou a quantidade de comida oferecida pelos turistas e orientou que eventuais sobras fossem deixadas sob controle dos responsáveis locais.

Desde 2022, Ozu mantém um programa municipal de auxílio à esterilização de gatos. Na ilha, porém, o apoio alimentar aparece principalmente relacionado às doações recebidas pela associação de proteção dos gatos de Aoshima.

Segundo boletim oficial municipal, essas contribuições financiaram alimentos, cirurgias restantes e cuidados posteriores.

Os recursos também ajudaram na vacinação dos animais após um surto de doença respiratória registrado em 2020.

A documentação indica, assim, uma rede de apoio formada por doações, ações sanitárias e trabalho conjunto. A afirmação de que os moradores recebem dinheiro da prefeitura para cuidar dos gatos não corresponde ao funcionamento descrito pelas fontes oficiais.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da cidade de Ozu, da Associação de Promoção das Ilhas de Ehime e da Fundação Dobutsu Kikin, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://olhardigital.com.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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