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Em um dos piores gargalos da capital, Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra para eliminar o efeito X do elevado do CIC, promete separar rotas ao Norte e ao Leste e bloqueia 200 metros de rua para guardar material

Em um dos piores gargalos da capital, Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra para eliminar o efeito X do elevado do CIC, promete separar rotas ao Norte e ao Leste e bloqueia 200 metros de rua para guardar material

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Em um dos piores gargalos da capital, Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra para eliminar o efeito X do elevado do CIC, promete separar rotas ao Norte e ao Leste e bloqueia 200 metros de rua para guardar material

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 18/08/2026 às 09:28

Construção

Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra no elevado do CIC; bloqueio de 200 metros muda acessos e projeto tenta eliminar o efeito X

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Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra com prazo de 540 dias, novo elevado de duas faixas, quinta pista na Avenida da Saudade e pontes alargadas, enquanto a Rua Professor Lauro Caldeira de Andrada perde 200 metros durante a montagem do canteiro na região do CIC desde 17 de agosto

Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra que pretende acabar com o chamado efeito X no elevado do CIC, mas a mudança começou com uma restrição bem concreta para quem passa pela Trindade. O jornalista Matheus Bastos informou no ND Mais, em 17 de agosto de 2026, que 200 metros da Rua Professor Lauro Caldeira de Andrada foram bloqueados às 8h daquele dia para receber peças pré-moldadas e outros materiais. A reportagem atribuiu à prefeitura o investimento exato de R$ 26,59 milhões e a expectativa de separar os fluxos destinados ao Itacorubi, ao Leste e ao Norte da Ilha.

A Prefeitura de Florianópolis descreveu o projeto em 3 de dezembro de 2025 e anunciou um convênio estadual de R$ 34.968.902,78 para o conjunto de melhorias. O NSC Total informou em junho e julho de 2026 que o contrato de R$ 26,59 milhões tem 540 dias de execução e 630 dias de vigência. O Imagem da Ilha registrou em 16 de agosto que a obra, executada pelo Consórcio Elevado do CIC SC REP MK COENPA Fórmula, estava na terraplanagem e na reformulação das alças. Nenhuma dessas fontes apresentou uma meta numérica de redução das filas, um tempo de viagem projetado ou uma data exata para reabrir o trecho interditado.

O bloqueio de 200 metros muda a saída da Trajano Margarida

Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra no elevado do CIC; bloqueio de 200 metros muda acessos e projeto tenta eliminar o efeito X

Às 8h de 17 de agosto, barreiras fecharam o trecho da Rua Professor Lauro Caldeira de Andrada que começa na altura da Rua Trajano Margarida e segue em direção à Universidade Federal de Santa Catarina. Os 200 metros correspondem a quase dois campos de futebol de 105 metros colocados um depois do outro. A faixa fechada passou a funcionar como canteiro de obras e área de armazenamento para elementos pré-moldados. A interdição deve continuar enquanto os trabalhos ocuparem o local.

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A Rua Trajano Margarida permanece com circulação nos dois sentidos, mas perdeu a saída para a Lauro Caldeira. Os motoristas ainda podem entrar nela pela Rua Professor Lauro Caldeira de Andrada ou pela Rua Lauro Linhares. A saída, durante a interdição, precisa ocorrer pela Lauro Linhares. Esse detalhe muda o caminho de moradores, trabalhadores e condutores que usavam a marginal para distribuir o tráfego na Trindade, justamente ao lado de um corredor que já concentra filas nos horários de pico.

O efeito X nasce quando destinos diferentes disputam a mesma faixa

O efeito X aparece quando veículos com destinos distintos precisam cruzar trajetórias no mesmo espaço. Motoristas que seguem para a SC-401 e o Norte da Ilha dividem a aproximação com quem busca o Itacorubi e o Leste. Parte deles precisa mudar de faixa enquanto outra parte tenta avançar. O movimento desenha um X sobre a pista, reduz a velocidade e cria pontos de conflito. Cada troca de faixa feita em sequência segura a corrente de veículos que vem atrás e amplia a retenção.

Nos horários de pico, o volume acumulado transforma esse entrelaçamento em fila frequente no elevado do CIC e nos acessos da Avenida da Saudade. O desenho atual também aumenta o risco de acidentes, porque decisões de última hora colocam carros lado a lado em trajetórias concorrentes. Quem olha apenas o elevado pronto pode imaginar que faltam pistas. O problema central descrito no projeto envolve a forma como os motoristas chegam, escolhem a direção e cruzam o caminho de quem pretende seguir para outro eixo.

O novo elevado do CIC separa os destinos antes do cruzamento

O novo elevado do CIC será construído ao lado da estrutura existente e terá duas faixas exclusivas para o fluxo em direção ao Itacorubi e ao Leste da Ilha. Os veículos destinados à SC-401 e ao Norte continuarão usando as estruturas atuais. A divisão coloca cada grupo em sua rota antes do ponto onde hoje acontecem as mudanças cruzadas de faixa. O projeto busca retirar o efeito X do trecho em vez de apenas oferecer mais asfalto no mesmo desenho.

Os dois sentidos dependem de aproximações organizadas para que a separação funcione. A nova ligação entre a Avenida Professor Henrique da Silva Fontes e o espaço dos elevados deve orientar os acessos à SC-401. O fluxo que vem da Trindade também ganhará adequações para alcançar o Itacorubi. O novo elevado do CIC muda, portanto, uma sequência de entradas e saídas ao redor do trevo. A estrutura elevada representa a parte mais visível, enquanto as alças e faixas laterais fazem o trânsito chegar ao lugar correto.

A Avenida da Saudade ganhará faixa e duas pontes mais largas

Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra no elevado do CIC; bloqueio de 200 metros muda acessos e projeto tenta eliminar o efeito X

A Avenida da Saudade passará de quatro para cinco faixas de rolamento. A ampliação exige o alargamento de duas pontes sobre o manguezal do Itacorubi, porque o corredor não pode ganhar capacidade na pista e continuar estreito nas travessias. O pacote liga a quinta faixa, as pontes e o novo elevado do CIC como partes do mesmo sistema viário. Uma intervenção isolada poderia apenas deslocar a fila alguns metros para a frente.

A marginal da Avenida Beira-Mar Norte receberá uma faixa adicional a partir da Rua Carlos Corrêa, onde existem três. O trecho em frente ao Teatro Ademir Rosa, no CIC, também deverá alcançar cinco faixas. A Avenida Professor Henrique da Silva Fontes terá adequações e uma nova conexão com a área entre os elevados. O conjunto mexe nas aproximações vindas do Centro e da Trindade e nos caminhos que distribuem carros para a SC-401, o Itacorubi e os bairros do Leste.

O contrato e o convênio exibem valores diferentes

O contrato de execução foi informado em R$ 26,59 milhões e ficou com o Consórcio Elevado do CIC SC REP MK COENPA Fórmula, vencedor da concorrência pública realizada em 2025. O prazo de obra soma 540 dias, equivalentes a cerca de 18 meses, enquanto a vigência contratual chega a 630 dias. Os 90 dias adicionais cobrem procedimentos administrativos, medições, pagamentos, fiscalização e encerramento depois da etapa física.

O convênio anunciado pela prefeitura em dezembro de 2025 previa repasse de R$ 34.968.902,78 do Governo de Santa Catarina para o conjunto de intervenções. O valor do convênio supera o contrato informado em aproximadamente R$ 8,38 milhões, uma diferença próxima de 31,5% sobre os R$ 26,59 milhões. A conta usa o valor contratual arredondado divulgado publicamente e não demonstra, sozinha, onde será aplicada a parcela restante.

A diferença entre os números pode envolver reserva, serviços fora do contrato principal, etapas complementares ou recursos que não serão consumidos integralmente, mas nenhuma dessas hipóteses pode ser afirmada sem o plano financeiro detalhado. Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra cuja execução está identificada, enquanto o convênio oferece um teto maior para o pacote. A fiscalização precisa acompanhar empenhos, medições, aditivos e pagamentos para mostrar quanto sairá efetivamente dos cofres públicos ao final.

Os 540 dias começam com terra, alças e material pré-moldado

Os trabalhos começaram na segunda quinzena de junho de 2026 e avançaram primeiro sobre a terraplanagem e a reformulação das alças de acesso. A abertura de espaço para o novo elevado do CIC exige preparar o solo, ajustar pistas existentes e organizar a chegada das estruturas de concreto. O bloqueio da Lauro Caldeira cria uma base próxima para guardar peças pesadas sem levá-las de um ponto distante a cada etapa. A conveniência logística da obra produz um custo temporário para a circulação local.

A vigência de 630 dias não significa que máquinas ocuparão cada trecho durante todo esse período. O cronograma físico de 540 dias distribui serviços por frentes diferentes, e as interdições podem mudar conforme a construção avança. A Rua Professor Lauro Caldeira de Andrada não recebeu uma data pública específica de liberação. Motoristas precisam observar a sinalização local, porque o acesso permitido em uma fase pode ser alterado quando o canteiro mudar de posição ou quando peças do elevado começarem a ser montadas.

O resultado depende de medição depois que as pistas abrirem

A eliminação geométrica do efeito X pode ser verificada no desenho final: os carros destinados ao Itacorubi devem seguir por faixas próprias, enquanto o fluxo para a SC-401 permanece nas estruturas existentes. A redução real das filas exige outra conferência. Tempo de viagem, extensão das retenções, velocidade média e número de acidentes precisam ser comparados antes e depois da entrega. Sem indicadores publicados, a promessa de melhoria permanece uma expectativa do Poder Executivo.

O projeto amplia a capacidade em vários pontos para impedir que o gargalo apenas mude de endereço. A quinta faixa da Avenida da Saudade, as pontes alargadas, a marginal reforçada e os acessos reorganizados formam a resposta desenhada para o corredor. Florianópolis coloca R$ 26,5 milhões numa obra que altera tanto a estrutura principal quanto o caminho de chegada. O teste virá quando o trânsito cotidiano voltar a ocupar todas as faixas e os horários de pico mostrarem se o entrelaçamento desapareceu sem criar retenção equivalente adiante.

A interdição já afeta a rotina e a entrega continua prevista para 2027

O bloqueio de 200 metros estava em vigor em 18 de agosto de 2026, e a saída da Rua Trajano Margarida seguia direcionada obrigatoriamente para a Rua Lauro Linhares. A obra tinha 540 dias de execução informados a partir da ordem de serviço e havia começado na segunda quinzena de junho. O prazo de aproximadamente 18 meses coloca a conclusão física prevista ao redor do fim de 2027, caso o cronograma avance sem suspensão ou aditivo de prazo.

Os motoristas convivem agora com o canteiro que permitirá montar o novo elevado do CIC e reorganizar o efeito X. O valor contratual informado é de R$ 26,59 milhões; o convênio estadual anunciado alcança R$ 34.968.902,78; e nenhuma redução percentual de congestionamento foi publicada.

Você passa pelo elevado do CIC? Conte nos comentários qual movimento trava mais o trecho hoje e diga qual indicador a prefeitura deveria divulgar mensalmente durante e depois da obra.

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5 milhões numa obraFlorianópolis coloca R$ 26


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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