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Em um único ano, Bradesco fecha 324 agências, elimina 2.448 postos de trabalho, emenda dez trimestres seguidos de lucro em alta e embolsa R$ 13,8 bilhões apenas no primeiro semestre, enquanto nega manter demissões em massa, aponta levantamento do sindicato

Em um único ano, Bradesco fecha 324 agências, elimina 2.448 postos de trabalho, emenda dez trimestres seguidos de lucro em alta e embolsa R$ 13,8 bilhões apenas no primeiro semestre, enquanto nega manter demissões em massa, aponta levantamento do sindicato

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Em um único ano, Bradesco fecha 324 agências, elimina 2.448 postos de trabalho, emenda dez trimestres seguidos de lucro em alta e embolsa R$ 13,8 bilhões apenas no primeiro semestre, enquanto nega manter demissões em massa, aponta levantamento do sindicato

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 15/08/2026 às 11:57

Atualizado em 15/08/2026 às 12:00

Economia

Canal

Bradesco fechou 324 agências e cortou 2.448 vagas em um ano, com lucro de R$ 13,8 bilhões no semestre, e nega demissões em massa, aponta sindicato bancário

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Levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região mostra que o Bradesco encerrou junho de 2026 com 79.699 funcionários, após saldo negativo de 868 vagas só no segundo trimestre, e o banco atribui o enxugamento das agências à migração dos clientes para os canais digitais de atendimento

O Bradesco fechou 324 agências e cortou 2.448 postos de trabalho no intervalo de apenas um ano, entre junho de 2025 e junho de 2026, segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Os dados foram divulgados pela revista Crusoé em 14 de agosto de 2026, em reportagem que também registra a resposta oficial do banco às críticas da categoria.

O enxugamento acontece justamente na fase mais lucrativa da história recente da instituição. No mesmo período dos cortes, o Bradesco emendou dez trimestres seguidos de crescimento no lucro e fechou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões, enquanto nega publicamente manter qualquer programa de demissões em massa.

Um ano de cortes fechou 324 agências e 2.448 vagas

Bradesco fechou 324 agências e cortou 2.448 vagas em um ano, com lucro de R$ 13,8 bilhões no semestre, e nega demissões em massa, aponta sindicato bancário

Os números do levantamento sindical desenham a dimensão do encolhimento físico do banco. Em doze meses, 324 agências deixaram de existir e o quadro de pessoal perdeu 2.448 postos de trabalho, uma média que passa de seis vagas eliminadas por dia útil ao longo do período analisado.

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O ritmo se manteve firme na parte mais recente da série. Somente no segundo trimestre de 2026, o saldo de empregos no Bradesco ficou negativo em 868 vagas, mostrando que o movimento seguia ativo às vésperas da divulgação do balanço semestral. Ao fim do primeiro semestre de 2026, a instituição contava com 79.699 funcionários no total, dos quais 67.954 classificados como bancários.

Lucro cresceu por dez trimestres seguidos no mesmo período

O que transforma os cortes em polêmica é o pano de fundo financeiro. Enquanto agências fechavam e vagas desapareciam, o Bradesco acumulava a sequência de dez trimestres consecutivos de crescimento no lucro, além de ampliar a própria base de clientes.

O resultado consolidado do início de 2026 coroou a série positiva. Apenas no primeiro semestre deste ano, o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões, cifra alcançada exatamente no mesmo calendário em que o saldo de empregos seguia no vermelho. É esse contraste entre balanço recorde e quadro de pessoal encolhendo que colocou a estratégia da instituição no centro do debate do setor financeiro.

Banco nega demissões em massa e fala em ajustes planejados

Diante dos números, o Bradesco apresentou a própria versão. Procurado pela reportagem, o banco negou manter um programa de demissões em massa e classificou as mudanças como ajustes organizacionais planejados, com prioridade declarada para a realocação interna, a mobilidade profissional e o reposicionamento de funcionários dentro da própria estrutura sempre que possível.

A instituição também defendeu o investimento nas equipes que permanecem. Segundo o banco, há aporte contínuo em qualificação e desenvolvimento de carreira dos trabalhadores, com o objetivo de prepará-los para as transformações do setor financeiro. A mensagem central da resposta oficial é que o encolhimento do quadro seria consequência de reorganização, não de um plano deliberado de corte em escala.

Sindicato criticou a estratégia diante dos lucros crescentes

A explicação não convenceu a representação dos trabalhadores. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, autor do levantamento, criticou publicamente a estratégia do Bradesco, apontando a contradição entre a eliminação de milhares de postos e a sequência de resultados financeiros em alta.

O argumento da categoria é direto. Para o sindicato, o crescimento consistente dos lucros no exato período dos cortes de vagas retira do banco a justificativa econômica para reduzir empregos, transformando o enxugamento numa escolha de gestão, e não numa necessidade de sobrevivência. A crítica mantém a pressão pública sobre a instituição a cada novo balanço trimestral divulgado.

Migração digital explica o fechamento das agências, diz o banco

Sobre o fim das 324 agências, a justificativa oficial passa pelo comportamento do próprio cliente. O Bradesco atribui a decisão à mudança nos hábitos de quem usa o banco, com procura cada vez menor pelo atendimento presencial nas unidades físicas e adesão crescente aos canais digitais.

A revisão da rede, segundo a instituição, não é feita no atacado. A análise considera o perfil de uso em cada região, a demanda local e o nível de adesão aos canais digitais entre os clientes de cada praça atendida, definindo agência por agência o que permanece aberto. Na prática, o mapa físico do banco vai sendo redesenhado conforme o celular substitui o balcão na rotina de milhões de correntistas.

Balanço opõe eficiência recorde e empregos a menos

O retrato de um ano de Bradesco cabe numa equação desconfortável: 324 agências fechadas, 2.448 postos eliminados, dez trimestres de lucro em alta e R$ 13,8 bilhões embolsados em seis meses. De um lado, o banco descreve uma reorganização planejada empurrada pela migração digital dos clientes; do outro, o sindicato enxerga cortes sem justificativa econômica num período de resultados recordes. O desfecho desse embate será medido nos próximos balanços, e no tamanho do quadro de funcionários que sobrar deles.

E para você, o fechamento de agências e o corte de vagas em plena sequência de lucros recordes é modernização inevitável do setor bancário ou escolha que sacrifica empregos sem necessidade? Deixe sua opinião nos comentários e conte se a sua agência ainda está de portas abertas.

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Bradesco


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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