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Empresa que faturou só R$ 2 mil no primeiro mês transforma pequena operação em fábrica com capacidade de 1,8 tonelada de chocolate por dia, chega a 4 mil pontos de venda, fatura R$ 16 milhões e agora prepara rede de franquias com investimento a partir de R$ 350 mil

Empresa que faturou só R$ 2 mil no primeiro mês transforma pequena operação em fábrica com capacidade de 1,8 tonelada de chocolate por dia, chega a 4 mil pontos de venda, fatura R$ 16 milhões e agora prepara rede de franquias com investimento a partir de R$ 350 mil

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Empresa que faturou só R$ 2 mil no primeiro mês transforma pequena operação em fábrica com capacidade de 1,8 tonelada de chocolate por dia, chega a 4 mil pontos de venda, fatura R$ 16 milhões e agora prepara rede de franquias com investimento a partir de R$ 350 mil

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 15/08/2026 às 18:33

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Crescimento acelerado, produção própria e entrada no varejo físico colocam uma fabricante brasileira diante de uma nova etapa de expansão, com números que revelam como uma operação pequena ganhou escala industrial, diversificou canais de venda e passou a testar um modelo voltado ao mercado de franquias.

Partindo de apenas R$ 2 mil de faturamento no primeiro mês de operação comercial, a fabricante brasileira Luckau alcançou 4 mil pontos de venda, estruturou uma fábrica capaz de produzir cerca de 1,8 tonelada de chocolate por dia e iniciou uma nova etapa de expansão.

Nesse processo, a empresa encerrou 2025 com R$ 16 milhões em faturamento e passou a projetar receita de R$ 24 milhões em 2026, enquanto desenvolve lojas próprias que funcionarão como laboratório para uma futura rede de franquias com investimento inicial estimado em R$ 350 mil.

Segundo reportagem publicada pela Exame, o avanço combina fabricação própria, diversificação do portfólio, produção destinada a outras empresas e entrada direta no varejo físico por meio da Luckau Soft, operação criada para reunir sorvetes, picolés e chocolates em um mesmo formato comercial.

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Antes de iniciar a venda de franquias, prevista para 2027, a companhia pretende operar unidades próprias para acompanhar custos, demanda, comportamento dos consumidores e desempenho financeiro, usando essa experiência como base para validar o modelo que posteriormente será oferecido a investidores interessados na marca.

Luckau saiu de R$ 2 mil no primeiro mês para milhares de pontos de venda

Na origem dessa expansão está uma operação bem menor, que começou a comercializar produtos em 2019 com apenas dois tipos de bombom e registrou aproximadamente R$ 2 mil de faturamento no primeiro mês, valor que aumentou rapidamente durante os meses seguintes de atividade.

Já no segundo mês, a receita chegou a R$ 20 mil e, no terceiro, avançou para R$ 60 mil, movimento que antecedeu a ampliação da distribuição para farmácias, supermercados, empórios, marketplaces e lojas especializadas em alimentação saudável espalhadas por diferentes canais de varejo.

À medida que a presença comercial cresceu, a Luckau também passou a desenvolver receitas e produtos personalizados para outras indústrias, abrindo uma frente empresarial que aumentou a utilização da estrutura fabril e criou novas fontes de receita além das vendas realizadas diretamente sob sua própria marca.

Esse desenho permitiu que a companhia deixasse de depender apenas do consumidor final, porque parte da capacidade produtiva passou a atender clientes empresariais interessados em chocolates, coberturas, pastas e formulações específicas, ampliando o alcance da operação sem abandonar o portfólio distribuído no varejo.

Fábrica própria alcança capacidade de 1,8 tonelada de chocolate por dia

Entre as mudanças mais relevantes do negócio, a decisão de internalizar a fabricação do próprio chocolate alterou a estrutura produtiva depois que problemas de fornecimento, enfrentados durante um período de Páscoa, expuseram os riscos associados à dependência de matéria-prima produzida externamente.

No início dessa verticalização, a estrutura própria contava com uma máquina capaz de processar 40 quilos, mas a capacidade aumentou nos anos seguintes até chegar a quatro equipamentos que, somados, permitem produzir aproximadamente 1,8 tonelada de chocolate por dia, segundo a Exame.

Ao ampliar a fabricação interna, a empresa passou a produzir não apenas bombons, barras, cremes e recheios comercializados pela marca, mas também ingredientes e formulações destinados a clientes corporativos que procuram fornecedores capazes de adaptar receitas, volumes e características específicas às necessidades de cada operação.

Para esse segmento empresarial, os pedidos podem começar em volumes de 250 quilos, criando uma divisão que funciona paralelamente ao varejo e ajuda a ocupar a capacidade fabril com contratos voltados a outras companhias, sem limitar a produção exclusivamente aos produtos encontrados nas lojas.

Custos do chocolate pressionam margens e aceleram diversificação

Em meio ao aumento dos custos enfrentados pela indústria de chocolates, essa diversificação ganhou relevância adicional, já que a elevação das matérias-primas pressionou as margens da companhia e exigiu ajustes comerciais sem que determinadas formulações fossem substituídas por alternativas consideradas mais baratas.

Parte desse aumento acabou incorporada aos preços dos produtos, enquanto outra parcela foi absorvida internamente, levando a empresa a reforçar a fabricação para terceiros e a buscar categorias capazes de ampliar as receitas sem depender exclusivamente das linhas tradicionais de chocolates vendidas ao consumidor.

Dentro dessa estratégia aparecem bombons destinados ao mercado de alimentos funcionais e suplementação, incluindo uma versão com 3 gramas de creatina, além de produtos desenvolvidos com whey protein ou maior quantidade de proteína para consumidores que procuram itens associados a esse segmento.

Com essas categorias, a Luckau pretende ampliar a distribuição para academias e estabelecimentos especializados em suplementos, adicionando novos canais aos milhares de pontos onde seus chocolates já são comercializados e aproximando o portfólio de consumidores que normalmente frequentam espaços diferentes das lojas tradicionais de doces.

De acordo com informações fornecidas pela empresa à Exame, grandes redes especializadas estavam em processo de homologação desses produtos, enquanto a produção em maior escala estava prevista para avançar a partir de agosto de 2026, dentro do planejamento de expansão da nova categoria.

Embora novas linhas estejam sendo incorporadas ao portfólio, os bombons tradicionais continuam entre os principais produtos comercializados, enquanto a combinação entre categorias conhecidas e itens direcionados a outros públicos sustenta a projeção de elevar a receita dos R$ 16 milhões de 2025 para R$ 24 milhões em 2026.

Luckau Soft leva fabricante ao varejo físico e prepara franquias

Outra frente começou a ganhar espaço quando a empresa decidiu avançar além das prateleiras de varejistas parceiros e do comércio eletrônico, passando a operar lojas físicas próprias sob a bandeira Luckau Soft, criada para aproximar a produção industrial da experiência direta com o consumidor.

Nesse formato, sorvetes, picolés preparados com diferentes coberturas e chocolates fabricados pela própria companhia dividem espaço no cardápio, permitindo que determinados produtos sejam personalizados e preservando características já associadas ao portfólio, como opções sem adição de açúcar e itens com maior teor de proteína.

Instalada em Pinheiros, na cidade de São Paulo, a primeira unidade inaugurou uma fase em que a própria companhia acompanha o funcionamento do ponto comercial antes de permitir a entrada de investidores, reduzindo a distância entre a operação industrial e o desempenho observado no varejo físico.

Ao escolher lojas próprias para essa etapa inicial, a empresa consegue acompanhar de maneira direta fatores como custos operacionais, comportamento da demanda e funcionamento cotidiano, informações que serão utilizadas na validação do modelo antes do início da comercialização das franquias previsto para 2027.

Franquias terão investimento estimado a partir de R$ 350 mil

Para uma futura unidade franqueada, o investimento estimado começa em R$ 350 mil, enquanto os testes iniciais mencionados pela Exame apontaram possibilidade de retorno próxima de 18 meses, referência que ainda depende do período de validação realizado pela companhia com suas próprias lojas.

Além dos custos e do retorno financeiro, a operação também está sendo observada durante períodos de menor consumo sazonal de sorvetes, permitindo que a empresa acompanhe o desempenho das unidades em condições consideradas mais desafiadoras antes de acelerar a expansão durante épocas tradicionalmente mais favoráveis à categoria.

Cada endereço deverá empregar, em média, três pessoas e, depois da fase conduzida exclusivamente com lojas próprias, a previsão empresarial é começar a comercializar franquias em 2027, dentro de um plano de expansão que contempla a possibilidade de alcançar até 100 unidades.

Mais do que abrir pontos adicionais de venda, o modelo de sorveteria permite utilizar chocolates e insumos produzidos pela própria fábrica em diferentes preparações, conectando a capacidade industrial já instalada a um canal que amplia as ocasiões de consumo e fortalece a distribuição direta ao público.

Produção própria sustenta diferentes canais de crescimento

Ao reunir produção de matéria-prima, fabricação de itens acabados, desenvolvimento de receitas para terceiros, distribuição em milhares de estabelecimentos, comércio eletrônico e lojas físicas, a companhia estruturou diferentes frentes comerciais que aproveitam a mesma base industrial sem depender de apenas uma forma de receita.

Essa estrutura foi construída a partir de uma operação que movimentava valores muito menores nos primeiros meses, mas que passou a incorporar equipamentos, novos produtos e canais adicionais até alcançar R$ 16 milhões em faturamento, depois de ter registrado somente R$ 2 mil no primeiro mês comercial.

Agora, com capacidade para produzir aproximadamente 1,8 tonelada de chocolate por dia, presença em cerca de 4 mil pontos de venda e lojas próprias testando um modelo estimado em R$ 350 mil por unidade, qual dessas frentes terá maior peso na próxima fase de crescimento da empresa?

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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