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Encontrado na Antártida, ovo gigante de 68 milhões de anos mede quase 30 centímetros, tem casca mole, supera praticamente todos os ovos fósseis já conhecidos e reacende mistério sobre como enormes répteis marinhos do Cretáceo se reproduziam nos oceanos antigos

Encontrado na Antártida, ovo gigante de 68 milhões de anos mede quase 30 centímetros, tem casca mole, supera praticamente todos os ovos fósseis já conhecidos e reacende mistério sobre como enormes répteis marinhos do Cretáceo se reproduziam nos oceanos antigos

3 min de leitura

Encontrado na Antártida, ovo gigante de 68 milhões de anos mede quase 30 centímetros, tem casca mole, supera praticamente todos os ovos fósseis já conhecidos e reacende mistério sobre como enormes répteis marinhos do Cretáceo se reproduziam nos oceanos antigos

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 24/08/2026 às 22:18

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Imagem ilustrativa de estrutura fossilizada semelhante ao ovo gigante encontrado na Antártida, associado a antigos répteis marinhos do Cretáceo.

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Fóssil descoberto em sedimentos do Cretáceo mede 29 centímetros, tornou-se o maior ovo de casca mole conhecido pela ciência e pode revelar como mosassauros se reproduziam há milhões de anos.

Um ovo fossilizado com cerca de 68 milhões de anos encontrado na Antártida está ajudando cientistas a investigar a reprodução de grandes répteis marinhos.

O fóssil mede aproximadamente 29 centímetros de comprimento por 20 centímetros de largura e está entre os maiores ovos já descobertos.

Seu tamanho fica atrás apenas dos enormes ovos produzidos pela extinta ave-elefante.

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A característica mais surpreendente, porém, está na estrutura: o exemplar é considerado o maior ovo de casca mole conhecido pela ciência.

Descoberta feita em 2011 permaneceu anos sem identificação

Cientistas chilenos encontraram o fóssil em 2011, dentro de sedimentos antárticos correspondentes ao final do período Cretáceo.

A região apresentava condições ambientais muito diferentes das atuais quando o animal responsável pelo ovo viveu.

O material acabou armazenado na coleção do Museu Nacional de História Natural do Chile.

A pesquisadora Julia Clarke observou o exemplar em 2018 e sugeriu que a estrutura poderia representar um ovo fossilizado.

A descoberta ganhou descrição científica em 17 de junho de 2020, quando pesquisadores publicaram os resultados na revista Nature.

O fóssil recebeu o nome científico Antarcticoolithus bradyi.

A classificação permitiu catalogar o exemplar sem determinar qual espécie animal havia produzido o ovo.

Casca mole chamou atenção dos pesquisadores

A estrutura do fóssil revelou uma característica incomum para um ovo tão grande.

Sua casca fina e flexível apresenta semelhanças maiores com ovos de lagartos e serpentes atuais do que com ovos rígidos de dinossauros.

Nenhum esqueleto foi encontrado diretamente junto ao exemplar.

Essa ausência impede que os pesquisadores determinem com certeza qual animal colocou o ovo.

O paleontólogo Lucas Legendre, então ligado à Universidade do Texas em Austin, analisou suas dimensões e características.

Os dados colocaram os mosassauros entre os principais candidatos.

Esses enormes répteis marinhos eram aparentados aos atuais lagartos e serpentes e estavam adaptados à vida nos oceanos do Cretáceo.

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Viviane Alves

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Ovo pode mudar interpretação sobre reprodução dos mosassauros

A descoberta também acrescentou uma nova peça ao debate científico sobre como esses animais se reproduziam.

Uma hipótese anterior considerava que mosassauros poderiam ser vivíparos, ou seja, capazes de gerar filhotes vivos.

Um ovo extremamente grande e com casca fina, porém, indica que a reprodução desses animais poderia ser mais complexa.

O formato alongado dos mosassauros também oferece uma possível explicação.

Animais com esse tipo de corpo poderiam produzir ovos relativamente grandes em ninhadas menores.

Estratégias semelhantes são observadas em alguns répteis marinhos atuais.

Falta de oxigênio ajudou a preservar fóssil

A conservação extraordinária do ovo também revelou informações sobre o ambiente onde ocorreu sua fossilização.

Análises identificaram minerais como apatita e pirita, além de baixos sinais de oxidação.

Essas características indicam que o ovo teria permanecido enterrado em condições com pouco oxigênio, possivelmente abaixo do fundo marinho.

A baixa quantidade de oxigênio dificultou sua decomposição completa e favoreceu a preservação durante milhões de anos.

Fóssil se tornou uma janela para os mares do Cretáceo

O Antarcticoolithus bradyi representa mais do que um recorde relacionado ao tamanho.

O exemplar oferece pistas sobre reprodução, comportamento e ambiente de antigos répteis marinhos que dominaram os oceanos do Cretáceo.

Seu tamanho excepcional, combinado à casca mole e aos 68 milhões de anos de idade, tornou o achado especialmente relevante para a paleontologia.

A identidade exata do animal que produziu o ovo, no entanto, ainda permanece desconhecida.

Você imaginava que um ovo de casca mole com quase 30 centímetros pudesse sobreviver fossilizado por cerca de 68 milhões de anos?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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