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Enquanto jovens saem da roça rumo à cidade, Gabriel fez o contrário, foi viver no extremo sul, transformou a horta em fonte de renda e agora quer dobrar a produção na agricultura orgânica
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 07/08/2026 às 16:40
Agronegócio
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Gabriel Arantes vive há 12 anos no extremo sul paulistano, produz hortaliças orgânicas há dois anos e pretende ampliar o cultivo após ganhar espaço de venda no Armazém Solidário e investir em melhorias técnicas locais
Há 12 anos vivendo no extremo sul da capital paulista, Gabriel Arantes encontrou na agricultura orgânica sua principal fonte de renda. Há dois anos, ele produz hortaliças no Sítio Floresta e agora pretende dobrar a produção após ampliar as vendas por meio do Armazém Solidário.
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Agricultura orgânica virou sustento no Sítio Floresta
A ligação de Arantes com o cultivo começou ainda na infância. Sua mãe trabalhava com paisagismo e jardinagem, o que colocou o produtor desde cedo em contato com plantas, adubos, substratos e a rotina de comercialização no Ceasa.
Hoje, grande parte de seu dia é dedicada ao sítio. O trabalho começa cedo, com manejo, plantio e colheita, enquanto atividades técnicas, como adubações e aplicações foliares, são realizadas no fim do dia.
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“É aqui que eu moro, que eu produzo e tiro o meu sustento, a minha renda”, afirma Arantes.
No Sítio Floresta, a agricultura orgânica inclui alface crespa, coentro, salsa, couve, mostarda crespa e almeirão pão de açúcar.
A propriedade ainda produz abaixo de sua capacidade total, deixando espaço para aumentar a área cultivada.
Novo canal de vendas deve levar produção a dobrar na agricultura orgânica
Um dos fatores que permitiram ampliar o cultivo foi a abertura de novos canais de comercialização. Atualmente, parte central da produção de Arantes é destinada ao Armazém Solidário.
Segundo o agricultor, o projeto tornou-se decisivo para dar saída às hortaliças produzidas no sítio. “Se não fosse o Armazém Solidário, hoje eu não teria para quem vender o que estou produzindo aqui”, relata.
A perspectiva de abertura de uma nova unidade do projeto já provoca mudanças nos planos da propriedade. Arantes pretende dobrar sua produção para conseguir acompanhar o aumento esperado da demanda.
Irrigação, sombrite e apoio técnico aumentam rendimento
O desenvolvimento da propriedade também envolveu melhorias estruturais. Segundo o engenheiro agrônomo Saulo, que acompanha o sítio, o trabalho começou praticamente do zero.
Entre as medidas adotadas estão instalação de caixa d’água, sistemas de irrigação, aquisição de mudas e utilização de maquinário para preparação do solo e manejo da área.
Outra técnica implantada foi o sombrite. A cobertura ajuda a preservar a umidade do solo, reduz a evaporação da água e protege as plantas contra impactos diretos da chuva e do sol.
De acordo com Saulo, os resultados aparecem no peso das plantas e no aproveitamento do espaço. “Ele está conseguindo, em uma área menor, um ganho maior”, explica.
Distância ainda dificulta chegada aos consumidores
Mesmo com o avanço da agricultura orgânica, a comercialização permanece como um desafio no extremo sul de São Paulo. A distância dos centros consumidores aumenta custos e torna mais difícil a logística de entrega.
Atualmente, os próprios produtores se organizam para transportar os alimentos até o Armazém Solidário. A expectativa de Arantes é avançar futuramente para uma estrutura coletiva de distribuição.
“A ideia é que daqui a alguns anos a gente esteja com um caminhãozinho rodando São Paulo e atendendo toda a rede”, afirma.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações, dados e declarações presentes no material-base fornecido, preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://planetacampo.cana
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

