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Enquanto um assentador coloca blocos um por um, uma máquina usa garra hidráulica para carregar camadas inteiras em 20 segundos e pavimentar mil metros quadrados por dia
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 05/08/2026 às 12:06
Atualizado em 05/08/2026 às 12:07
Construção, Indústria
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Uma garra hidráulica assenta camadas inteiras de piso intertravado em 20 segundos e amplia a produtividade, mas curvas, cortes e acabamento seguem manuais
Enquanto um assentador posiciona os blocos individualmente, a PaveJet S24 movimenta uma camada completa de piso intertravado com uma garra hidráulica. A Optimas, fabricante de máquinas para assentamento de pavimentos, apresenta ciclos de 20 segundos para a operação.
Em condições ideais de organização, o equipamento alcança mil metros quadrados por dia, área próxima à de quatro quadras de tênis. O resultado depende de pallets preparados, base nivelada, espaço para manobra e equipe organizada.
A máquina reduz o esforço de levantar blocos repetidamente, mas não retira o trabalhador da operação. O operador continua controlando o deslocamento, o alinhamento e a liberação das peças sobre o piso.
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O que muda para quem assenta piso intertravado
O assentamento manual exige que o profissional retire os blocos, se abaixe, transporte as peças e ajuste cada unidade no lugar. A repetição aumenta o desgaste físico, principalmente em áreas extensas.
Com a PaveJet S24, o trabalhador passa a movimentar dezenas de blocos por vez. A garra sustenta a camada durante o deslocamento e coloca o conjunto sobre a base já preparada.
O ganho aparece principalmente em trechos amplos e retos. Nessas áreas, a máquina reduz o tempo de colocação e evita que o assentador precise carregar cada peça separadamente.
Como funciona a garra hidráulica da PaveJet S24
O operador aproxima a máquina do pallet e posiciona a garra sobre a camada de blocos. O sistema faz o alinhamento, fecha os braços de aperto e levanta o conjunto para o deslocamento.
Na sequência, a máquina gira até a área de aplicação. O operador ajusta a posição da camada e libera os blocos sobre a base nivelada, formando uma faixa contínua de piso intertravado.
A garra Multi6 M utiliza seis braços individuais conectados por elementos flexíveis. O sistema distribui a pressão entre os pontos da camada e trabalha com pressão hidráulica de 60 bar.
O equipamento consegue movimentar camadas com diferentes formatos de organização. A garra também pode segurar conjuntos irregulares e camadas com peso de até 550 kg.
Pallets organizados definem a velocidade do serviço
Os blocos precisam chegar ao canteiro em pallets, já organizados em um padrão compatível com a garra hidráulica. Quando as peças estão fora de posição, o operador precisa fazer correções antes de iniciar o ciclo.
A base do pavimento também precisa estar nivelada. A máquina coloca os blocos no local, mas não substitui a preparação do solo nem corrige desníveis da área.
A equipe deve manter o abastecimento dos pallets durante o trabalho. Se a máquina ficar parada esperando material, a produtividade diminui e o ciclo de 20 segundos deixa de representar o ritmo real da obra.
Mil metros quadrados por dia dependem de condições ideais
A Optimas, fabricante de máquinas para assentamento de pavimentos, registra a instalação de 1.000 metros quadrados ou mais por dia com organização adequada do local.
A área de mil metros quadrados corresponde aproximadamente a quatro quadras de tênis. A comparação ajuda a dimensionar o volume de serviço, mas a produtividade real depende do conjunto formado por máquina, operadores, materiais e terreno.
Curvas e calçadas brasileiras exigem mais ajustes
A PaveJet S24 foi projetada para realizar manobras em espaços reduzidos. O sistema de direção permite raio interno de 0,92 metro e raio externo de 2,42 metros.
A garra também pode ser deslocada 1 metro para cada lado por meio dos movimentos de direção. Esse recurso ajuda a aproximar a camada das bordas e facilita o trabalho em trechos estreitos.
Na comparação com muitas calçadas brasileiras, a diferença aparece nos trechos retos e largos. Curvas, cantos, entradas de garagem, obstáculos e áreas com recortes exigem posicionamento cuidadoso e maior participação manual.
Cortes e acabamento continuam sob responsabilidade da equipe
A máquina assenta as camadas principais, mas não executa todos os serviços da pavimentação. O operador continua responsável pelo controle da garra, pelo deslocamento e pela liberação das peças.
Os assentadores fazem os arremates nas bordas, cortam blocos para completar espaços e ajustam os pontos onde uma camada inteira não consegue ser aplicada.
A compactação e o preenchimento das juntas também continuam necessários. Essas etapas ajudam a organizar o piso e finalizam o serviço depois da passagem da máquina.
A PaveJet S24 funciona como uma ferramenta de força e velocidade. O resultado depende da preparação do local e da capacidade dos profissionais de corrigir os detalhes que o equipamento não alcança.
A garra hidráulica transforma a colocação de camadas inteiras de piso intertravado em uma operação mais rápida e menos repetitiva. Em condições ideais, a PaveJet S24 alcança ciclos de 20 segundos e produtividade de mil metros quadrados por dia.
O equipamento acelera grandes áreas, mas não substitui o trabalho humano em curvas, cortes, bordas, compactação e preenchimento das juntas. Você acredita que máquinas assim poderiam melhorar a pavimentação das calçadas brasileiras sem comprometer o acabamento? Compartilhe sua opinião.
Fonte
Optimas
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

