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Escassez de mão de obra muda os andaimes: trabalhadores trocam correntes humanas por um robô chamado LIFTBOT, que sobe materiais a 50 metros, movimenta 6 toneladas em 8 horas com três pessoas e já cortou 74% das horas de trabalho em obra

Escassez de mão de obra muda os andaimes: trabalhadores trocam correntes humanas por um robô chamado LIFTBOT, que sobe materiais a 50 metros, movimenta 6 toneladas em 8 horas com três pessoas e já cortou 74% das horas de trabalho em obra

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Escassez de mão de obra muda os andaimes: trabalhadores trocam correntes humanas por um robô chamado LIFTBOT, que sobe materiais a 50 metros, movimenta 6 toneladas em 8 horas com três pessoas e já cortou 74% das horas de trabalho em obra

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 07/08/2026 às 17:35

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Automação transforma uma das tarefas mais pesadas dos andaimes ao transferir o transporte vertical de materiais para um sistema robotizado, reduzindo horas de trabalho manual e permitindo que equipes menores concentrem esforços na montagem enquanto a máquina assume deslocamentos repetitivos em estruturas elevadas.

O transporte de peças de andaime e outros materiais para pontos elevados, atividade que tradicionalmente exige esforço físico contínuo e equipes organizadas em diferentes níveis, começa a ganhar uma alternativa robotizada capaz de assumir parte da movimentação vertical dentro das estruturas.

Desenvolvido pela empresa alemã KEWAZO, o LIFTBOT percorre um sistema de trilhos instalado verticalmente e desloca cargas ao longo do andaime, permitindo que grupos menores concentrem o trabalho na montagem enquanto a máquina executa o transporte repetitivo dos materiais.

Segundo dados técnicos divulgados pela KEWAZO, o equipamento consegue movimentar, em média, 6 mil quilos de materiais durante um turno de oito horas com uma equipe de três pessoas, reduzindo a necessidade de manter trabalhadores dedicados apenas ao deslocamento de cargas.

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Além da capacidade de carga, a máquina opera a até 42 metros por minuto e possui certificação para trabalhar em alturas de até 50 metros, combinação que transforma uma etapa braçal do canteiro em uma operação automatizada de transporte vertical.

LIFTBOT reduz horas de trabalho no transporte de materiais

Em projetos apresentados pela própria fabricante, o impacto sobre as horas de trabalho aparece de forma direta, sobretudo quando o robô assume trajetos que antes exigiam uma sequência constante de profissionais passando componentes de um nível para outro ao longo da estrutura.

No estudo de caso da Devine Scaffolding, a KEWAZO informa redução de 74% nas horas de mão de obra após a adoção do sistema, resultado associado à retirada de parte do transporte manual da rotina diária das equipes responsáveis pelos andaimes.

Peças metálicas, ferramentas e outros componentes precisam acompanhar o avanço dos trabalhadores pela estrutura, e uma das formas convencionais de fazer esse deslocamento é organizar pessoas em diferentes alturas para repassar o material sucessivamente, método conhecido no setor como chain line.

Em vez dessa corrente humana, o LIFTBOT utiliza uma plataforma que sobe e desce sobre trilhos fixados ao andaime ou à própria estrutura atendida, criando uma rota mecânica contínua para levar materiais até os pontos onde a equipe está trabalhando.

Automação muda a rotina das equipes nos andaimes

A adoção do sistema não elimina a presença humana no serviço, porque os trabalhadores continuam responsáveis pela montagem, desmontagem, organização dos materiais e demais tarefas do projeto, enquanto a máquina assume principalmente a etapa repetitiva de transporte vertical.

Na estratégia comercial da KEWAZO, a escassez de profissionais ocupa posição central, já que a fabricante afirma que encontrar mão de obra se tornou mais difícil e apresenta a automação como forma de manter o ritmo de execução com equipes menores.

Em vez de tentar robotizar toda a atividade de montagem, o sistema atua sobre uma etapa fisicamente exigente que acompanha praticamente todo o trabalho nos andaimes, liberando profissionais para funções diretamente ligadas à instalação, conferência e organização das peças.

Robô pode ser instalado diretamente na estrutura

Outra característica do LIFTBOT é a possibilidade de instalar o equipamento sem transformar completamente a estrutura existente, pois os trilhos podem ser montados temporariamente sobre andaimes ou permanecer presos diretamente a estruturas compatíveis com a solução desenvolvida pela fabricante.

De acordo com a KEWAZO, a instalação típica leva aproximadamente 20 minutos e pode ser realizada pelos próprios trabalhadores do local, sem necessidade de criar uma abertura específica de acesso ou adicionar novas ancoragens ao desenho convencional do andaime.

Depois de instalado, o sistema funciona de maneira automática e não exige monitoramento ativo permanente durante cada deslocamento, enquanto a bateria possui autonomia declarada de até dez horas e pode ser recarregada em aproximadamente três horas em uma tomada convencional.

A fabricante informa ainda que o equipamento foi projetado para trabalhar com diferentes plataformas, o que permite adaptar a carga ao tipo de material transportado e ampliar o uso da máquina conforme as necessidades específicas de cada projeto.

Tecnologia vai além da montagem de andaimes

Embora tenha surgido inicialmente ligado à montagem de andaimes, o robô passou a ser utilizado para transportar isolamento, componentes de tubulação, equipamentos mecânicos e elétricos, ferramentas, revestimentos e outros materiais presentes em obras e operações de manutenção industrial.

Essa variedade amplia a utilização possível para além de edifícios, alcançando estruturas como torres, tanques, colunas, caldeiras e instalações industriais, onde a movimentação vertical de materiais também pode exigir equipes numerosas e ocupar parte relevante da jornada de trabalho.

Em comparação com soluções maiores de içamento, o LIFTBOT trabalha preso ao sistema de trilhos e ocupa uma faixa relativamente estreita junto à estrutura, característica pensada para locais congestionados ou ambientes onde o acesso de equipamentos maiores é limitado.

Segundo a empresa, o equipamento também pode operar sob ventos de até 72 quilômetros por hora dentro das condições especificadas para o sistema, característica que amplia a faixa de utilização em estruturas expostas e trabalhos realizados em diferentes ambientes.

Transporte vertical automatizado altera a produtividade da obra

O ganho de produtividade não depende apenas da velocidade de subida, porque a automação da circulação vertical reduz a necessidade de interromper trabalhadores envolvidos na montagem para formar sequências de transporte ou deslocar materiais entre diferentes níveis da estrutura.

Enquanto peças e ferramentas seguem pelo trilho até o ponto necessário, a equipe pode manter outras atividades em andamento, criando um fluxo paralelo que evita parte das interrupções associadas ao transporte manual e melhora o aproveitamento do tempo disponível.

A plataforma digital associada ao equipamento registra informações como peso transportado, altura, tempo de funcionamento, número de ciclos e utilização, permitindo que empresas responsáveis por grandes projetos acompanhem quanto material circulou pela estrutura e por quanto tempo a máquina permaneceu ativa.

Redução de 74% foi registrada em aplicação real

Embora a redução de 74% citada pela fabricante não represente uma taxa automática para qualquer obra, o número corresponde ao resultado divulgado no caso da Devine Scaffolding e mostra o impacto possível quando o transporte vertical deixa de ser manual.

Outros projetos apresentados pela KEWAZO registram percentuais diferentes conforme estrutura, duração, equipe e logística empregada, reforçando que o ganho depende das condições de cada operação e da parcela de trabalho que efetivamente pode ser transferida para o sistema automatizado.

Na prática, a proposta modifica o tipo de esforço exigido de quem permanece no local, já que profissionais deixam de dedicar parte da jornada a receber, erguer e repassar componentes repetidamente entre níveis para concentrar mais tempo na instalação das peças.

Por permanecer ligado à logística do canteiro, o robô não monta o andaime nem decide onde cada componente deve ser instalado, mas assume o percurso repetitivo entre o solo e os pontos elevados enquanto trabalhadores treinados continuam responsáveis pela montagem.

Com uma máquina capaz de levar toneladas de materiais para dezenas de metros de altura enquanto equipes menores permanecem responsáveis pela montagem, até onde a automação pode mudar um dos trabalhos mais físicos dos canteiros de obras?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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