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Especialistas alertam e dizem para brasileiros: ‘se preparem para fenômeno muito forte’ com 95% de chance de acontecer ainda neste ano de 2026

Especialistas alertam e dizem para brasileiros: ‘se preparem para fenômeno muito forte’ com 95% de chance de acontecer ainda neste ano de 2026

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Especialistas alertam e dizem para brasileiros: ‘se preparem para fenômeno muito forte’ com 95% de chance de acontecer ainda neste ano de 2026

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 26/08/2026 às 00:33

Atualizado em 26/08/2026 às 00:34

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Boletins da NOAA, do IRI e de órgãos brasileiros indicam rápida intensificação do El Niño, com maior probabilidade de chuva no Sul e temperaturas acima da média em grande parte do país.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou para 95% a probabilidade de o El Niño atingir a categoria “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026. O fenômeno já está em curso e se intensificou no último mês, segundo a atualização de 13 de agosto do Centro de Previsão Climática (CPC).

A mudança é expressiva em relação ao boletim de 9 de julho, quando o CPC estimava em 81% a chance de um El Niño muito forte no mesmo trimestre. Para novembro de 2026 a janeiro de 2027, a tabela oficial de intensidade agora aponta 90%; entre dezembro e fevereiro, a probabilidade cai para 70%.

O que significa um El Niño “muito forte”

Na classificação usada pelo CPC, um El Niño entra na categoria “muito forte” quando o Índice Relativo Oceânico Niño, o RONI, alcança pelo menos +2,0 °C na região Niño 3.4 do Pacífico Equatorial. A NOAA ressalta que a intensidade do fenômeno não determina automaticamente a intensidade dos impactos em cada local.

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A atualização de agosto também calcula em 69% a chance de o RONI atingir pelo menos +2,5 °C entre outubro e dezembro. Se esse patamar se confirmar, o episódio superaria a intensidade dos eventos anteriores no registro da NOAA iniciado em 1950. A agência ressalva que impactos típicos do El Niño se tornam mais prováveis em eventos dessa magnitude, mas não são garantidos.

Os dados observados ajudam a explicar a revisão. Em julho, os índices mensais de temperatura da superfície do mar ficaram em +1,4 °C na região Niño 3.4, +1,7 °C na Niño 3 e +2,9 °C na Niño 1+2. A NOAA também registrou anomalias de até +10 °C abaixo da superfície do Pacífico Equatorial.

O boletim cita ainda anomalias de ventos de oeste em baixos níveis e de leste em altos níveis, do oeste ao centro-leste do Pacífico Equatorial. Junto com o aquecimento do oceano, esses sinais indicam que o sistema oceano-atmosfera está acoplado de forma compatível com um El Niño em fortalecimento.

A tabela de agosto mostra que a chance de a intensidade permanecer “muito forte” cai para 35% entre janeiro e março de 2027 e para 6% entre fevereiro e abril. Isso não significa o desaparecimento imediato do El Niño: a previsão de fase do CPC ainda atribui 97% de probabilidade ao fenômeno entre fevereiro e abril e 82% entre março e maio.

Modelos indicam persistência em 2027

O International Research Institute for Climate and Society (IRI), da Universidade Columbia, atualizou sua análise em 19 de agosto. Na série tradicional do Niño 3.4 usada pelo instituto, a média mensal de julho chegou a +2,03 °C e o valor semanal centrado em 12 de agosto alcançou +2,7 °C.

No conjunto de modelos reunidos pelo CCSR/IRI, 25 de 26 projetavam a categoria “muito forte” para outubro, novembro e dezembro de 2026, considerando anomalia tradicional do Niño 3.4 igual ou superior a +2,0 °C. A análise também atribuía 100% de probabilidade de permanência de condições de El Niño de agosto-outubro de 2026 até fevereiro-abril de 2027, recuando para 97% em março-maio.

O próprio IRI explica que seus números podem diferir dos apresentados pelo CPC. As previsões são atualizadas em momentos distintos e usam métodos diferentes: a NOAA combina observações, modelos e avaliação de uma equipe de previsão, enquanto o CCSR/IRI produz uma estimativa objetiva baseada em um conjunto multimodelo.

O que os órgãos brasileiros projetam

No Brasil, o segundo boletim do Painel El Niño 2026-2027, publicado pelo INPE em 31 de julho e atualizado em 11 de agosto, registra que a configuração do fenômeno foi confirmada em junho. O documento reúne análises de INPE, Inmet, ANA, Cemaden, Serviço Geológico do Brasil, Defesa Civil Nacional e Censipam.

Para o trimestre agosto-setembro-outubro de 2026, o painel indica maior probabilidade de chuvas acima da média em áreas da Região Sul e abaixo da média no centro-norte do país. Também aponta alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre, condição que pode aumentar o risco de ondas de calor e incêndios florestais.

Essas projeções não significam que todo o Sul terá excesso de chuva ou que todo o centro-norte enfrentará seca e calor extremos. O painel brasileiro recomenda acompanhamento contínuo das condições meteorológicas, hidrológicas e geológicas, enquanto a NOAA reforça que a intensidade do El Niño não se traduz automaticamente em impactos equivalentes em todas as regiões.

À população, os órgãos do Painel El Niño recomendam manter atualizado o cadastro para alertas da Defesa Civil, conhecer as áreas de risco e rotas de fuga e seguir medidas de autoproteção diante de eventos adversos. A próxima discussão mensal da NOAA sobre o fenômeno está prevista para 10 de setembro de 2026.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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