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Esqueça a Fiat Toro: nova picape da BYD produzida no Brasil terá autonomia para viajar de São Paulo a Brasília, motor híbrido plug-in flex de até 324 cv, tração 4×4 e produção nacional na antiga casa da Ford.
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 06/08/2026 às 16:27
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Prevista para estrear ainda em 2026, a nova picape intermediária da BYD reunirá produção brasileira, sistema híbrido plug-in flex, versões com tração dianteira ou integral e conjunto mecânico compartilhado com SUVs da marca, ampliando a disputa em um dos segmentos mais competitivos do mercado nacional.
Com lançamento previsto para outubro ou novembro de 2026, a BYD Mako chegará como picape intermediária híbrida plug-in flex, será produzida em Camaçari, na Bahia, e buscará espaço diante de Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick.
Na configuração mais completa, a caminhonete deverá combinar tração integral e potência de até 324 cv, enquanto as versões de entrada usarão um sistema 4×2 derivado do Song Pro, ainda sujeito à calibração definitiva e à homologação da fabricante.
Já a autonomia capaz de cobrir uma viagem entre São Paulo e Brasília parte da expectativa de que o modelo repita o alcance combinado próximo de 1.100 km atribuído ao Song Pro, embora a BYD ainda não tenha divulgado números oficiais específicos.
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Produção da BYD Mako será realizada em Camaçari
Em vez de recorrer a unidades importadas, a marca pretende lançar a Mako diretamente com produção brasileira, pois o projeto foi concebido inicialmente para o país e não conta com uma linha chinesa pronta para abastecer o mercado nacional.
Instalada na antiga área industrial da Ford, a fábrica de Camaçari passa por ampliação das operações de estamparia, soldagem e pintura, movimento que permitirá elevar o conteúdo produtivo realizado na Bahia e sustentar a fabricação local da nova picape.
Pelos cronogramas mais recentes, a saída das primeiras unidades deverá ocorrer entre outubro e novembro, enquanto a montagem das prensas e a ativação das novas áreas avançam ao longo do segundo semestre de 2026 dentro do complexo industrial.
De acordo com a CNN Brasil, o polo baiano atingiu 100 mil veículos produzidos em julho de 2026, nove meses depois da inauguração, e já montava Dolphin Mini, King e Song Pro antes da inclusão da Mako no calendário.
Ao todo, o complexo recebeu investimento de R$ 5,5 bilhões e ocupa 4,65 milhões de metros quadrados, ao mesmo tempo em que a empresa amplia capacidade e prepara Camaçari para atender também outros mercados latino-americanos.
Plataforma monobloco aproxima a picape da Fiat Toro
Baseada em arquitetura relacionada ao Song Pro, a Mako adotará carroceria monobloco, solução já utilizada por Fiat Toro, Ram Rampage e Ford Maverick, em contraste com o chassi separado comum entre picapes médias voltadas a trabalhos mais pesados.
Por causa dessa configuração, o comportamento dinâmico deverá se aproximar do de um SUV, com suspensão traseira independente, cabine integrada à carroceria e proposta direcionada ao uso urbano, rodoviário e recreativo, sem eliminar funções ligadas ao transporte de carga.
Segundo apuração publicada pela Quatro Rodas, o projeto está na fase final de homologação e receberá preparação estrutural para reboque, recurso importante para consumidores que utilizam carretinhas, equipamentos esportivos ou implementos compatíveis com a capacidade autorizada.
Na dianteira, o desenho aproveitará elementos do Song Pro, especialmente na região dos faróis e em parte da estamparia frontal, mas ganhará grade própria e soluções específicas para diferenciar a picape do utilitário esportivo comercializado pela BYD.
Atrás, uma coluna larga integrada à caçamba e lanternas verticais conectadas por uma barra luminosa aproximarão a identidade visual da Mako da picape maior Shark, sem repetir integralmente as proporções, a estrutura ou o porte do modelo.
Motor híbrido plug-in flex terá versões 4×2 e 4×4
Nas configurações de entrada, o conjunto deverá reunir motor 1.5 aspirado flex, unidade elétrica dianteira e sistema híbrido plug-in DM-i, permitindo recarga externa, deslocamentos em modo elétrico e atuação combinada dos dois propulsores quando necessário.
Ainda sem confirmação definitiva, a potência dessas versões dependerá da calibração escolhida para a caminhonete, embora o Song Pro flex permaneça como principal referência técnica por compartilhar plataforma, componentes e parte relevante do conjunto mecânico.
Para o topo da linha, a previsão inclui um motor elétrico instalado no eixo traseiro, formando a tração 4×4 e elevando o desempenho à faixa de 320 cv, com apurações anteriores apontando potência combinada de até 324 cv.
Mesmo compartilhando componentes com SUVs da marca, bateria, autonomia elétrica, consumo e alcance total exigirão homologação própria, já que peso, aerodinâmica, pneus e calibração podem modificar os resultados obtidos pelo modelo usado como base técnica.
Com isso, a Mako ocupará uma faixa ainda pouco explorada no Brasil, reunindo porte intermediário, produção nacional e sistema híbrido plug-in flex, enquanto as principais rivais adotam motores a combustão, soluções híbridas convencionais ou propostas diferentes de eletrificação.
Sem preço definido, a comparação comercial dependerá do posicionamento escolhido pela BYD, do pacote de equipamentos e das capacidades de carga e reboque, fatores decisivos para medir sua competitividade diante de Toro, Rampage e Maverick no mercado brasileiro.
Considerando o alcance estimado para viagens longas, a produção baiana e a versão 4×4 de alta potência, a BYD Mako conseguirá alterar a preferência de consumidores que hoje consideram a Fiat Toro a principal referência entre as picapes intermediárias?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

