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Essa nova tecnologia transforma 72.000 frascos de laboratório descartáveis contaminados em plástico reciclável
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 21/08/2026 às 04:00
Atualizado em 21/08/2026 às 04:27
Ciência e Tecnologia
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Tecnologia já processou cerca de 72 mil frascos e passou a tratar placas de Petri e ponteiras de pipeta que antes não podiam ser recicladas por risco de contaminação.
A Scottish Water tornou-se a primeira empresa de abastecimento de água do mundo a adotar uma tecnologia capaz de transformar plásticos contaminados de laboratório em material adequado para reciclagem, com cerca de 72 mil frascos de amostras já processados.
Reciclagem de plástico passa a incluir materiais antes descartados
A empresa pública escocesa, sediada em Stepps, passou a utilizar a tecnologia Generations, desenvolvida pela Envetec Sustainable Technologies, para lidar com parte dos resíduos plásticos gerados pelas atividades de seus laboratórios.
As equipes de Serviços Científicos da Scottish Water já processaram aproximadamente 72 mil frascos de amostras utilizando o sistema.
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O uso da tecnologia também foi ampliado para resíduos microbiológicos, incluindo placas de Petri e ponteiras de pipeta. Esses materiais anteriormente não podiam ser reciclados devido ao potencial de contaminação.
“Estamos muito satisfeitos em trabalhar com a Envetec para liderar o caminho com essa tecnologia inovadora”, afirmou Elise Cartmel, gerente geral de emissões líquidas zero da Scottish Water.
Laboratórios realizam cerca de 3 milhões de análises por ano
A Scottish Water realiza aproximadamente três milhões de análises anualmente em laboratórios localizados em Edimburgo, Inverness e outras partes da Escócia.
Os testes são utilizados para monitorar a qualidade da água, proteger a saúde pública e ajudar na proteção do meio ambiente.
A necessidade de cumprir padrões rigorosos de análise exige o uso de grandes quantidades de plástico estéril e descartável. Por isso, a área de Serviços Científicos é a maior produtora de resíduos plásticos dentro da empresa.
“Realizamos milhões de testes em nossos laboratórios todos os anos para proteger a saúde pública e o meio ambiente, e isso depende de plásticos de uso único”, explicou Cartmel.
Antes da adoção da nova tecnologia, a companhia já reciclava garrafas de amostras que não estavam contaminadas. O desafio envolvia principalmente os materiais com possível contaminação microbiológica.
Sistema desinfeta e tritura resíduos no próprio laboratório
O Generations realiza simultaneamente a desinfecção e a trituração dos plásticos por meio de um processo químico realizado no próprio local. Após o tratamento, o material pode ser preparado para reciclagem.
Anteriormente, plásticos potencialmente contaminados precisavam passar por autoclavagem, processo que utiliza vapor de alta pressão para esterilizar resíduos laboratoriais.
Mesmo após esse procedimento, determinados materiais não podiam ser reciclados e precisavam seguir para aterros sanitários ou incineração.
Segundo a Scottish Water, a nova abordagem reduz a dependência da autoclavagem, da incineração e dos aterros, além de diminuir o consumo de água e energia associado ao tratamento dos resíduos.
“Isso nos permite lidar com esses fluxos de resíduos de uma maneira mais ecológica, reduzindo o que vai para aterros sanitários ou incineração, mantendo os altos padrões que nossos clientes esperam”, declarou Cartmel.
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Fabio Lucas Carvalho
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Tecnologia registra volumes, tipos de plástico e destino dos resíduos
O sistema também registra dados sobre volumes descartados, tipos de materiais e polímeros, laboratórios de origem, destinos posteriores e estimativas de redução de emissões.
A Scottish Water afirma que essas informações podem melhorar a rastreabilidade e os relatórios sobre resíduos, além de ajudar a identificar outros materiais que poderiam ser tratados utilizando a mesma abordagem.
A tecnologia ainda reduziu o tempo gasto pelos funcionários no manuseio manual dos frascos de amostras e diminuiu a quantidade necessária de coletas destinadas à reciclagem de plástico.
Malcolm Bell, CEO da Envetec, afirmou que a Scottish Water está mostrando uma forma diferente de administrar os plásticos laboratoriais após o uso.
“O Generations está ajudando os laboratórios a tratar fluxos de resíduos selecionados no local, coletar dados operacionais úteis e apoiar a recuperação significativa de materiais”, declarou Bell.
Com informações de interestingengineering e globenewswire.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

