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Estudante de escola pública de 17 anos fazia ensino médio integral, chegava em casa e continuava estudando no quarto desde o 1º ano, além de cursinho de matemática, até conquistar vaga em Medicina na UPE e se tornar a primeira universitária da família
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 07/08/2026 às 17:09
Atualizado em 07/08/2026 às 17:10
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Rotina intensa de estudos acompanhou uma jovem da rede pública durante o ensino médio integral, unindo preparação em casa, reforço em matemática e apoio familiar. O esforço iniciado ainda nos primeiros anos da escola culminou em uma conquista acadêmica inédita dentro de sua família.
Aos 17 anos, Maria Luiza Altiva conquistou uma vaga no curso de Medicina da Universidade de Pernambuco, a UPE, após conciliar o ensino médio integral em uma escola pública com uma rotina de preparação que continuava mesmo depois do encerramento das aulas.
Quando retornava para casa, em vez de encerrar as atividades acadêmicas, a estudante seguia para o quarto e retomava os conteúdos, mantendo desde o primeiro ano do ensino médio um hábito de estudo que mais tarde seria reforçado por preparação complementar em matemática.
A aprovação veio por meio do Sistema Seriado de Avaliação, o SSA, processo de ingresso da Universidade de Pernambuco, enquanto Maria Luiza concluía uma trajetória escolar marcada pela combinação entre aulas regulares, dedicação fora da escola e reforço direcionado às próprias dificuldades.
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Aluna da Escola Técnica Estadual João Bezerra, ela também participou de um curso preparatório de matemática oferecido pelo Instituto JCPM, concentrando parte dos esforços justamente em uma disciplina que representava uma de suas maiores dificuldades durante a preparação para o processo seletivo.
Mais do que garantir uma vaga em um curso concorrido, o resultado produziu uma mudança inédita dentro de casa, porque Maria Luiza tornou-se a primeira pessoa de sua família a ingressar em uma universidade, ampliando o significado da aprovação para além da escolha profissional.
A conquista ocorreu enquanto a jovem encerrava uma etapa da educação básica marcada por jornadas prolongadas, nas quais o fim do turno escolar não significava o término dos estudos, mas apenas a passagem para outro momento de preparação realizado fora da sala de aula.
Rotina de estudos começou ainda no ensino médio
Segundo o Jornal do Commercio, que publicou a trajetória da estudante em janeiro de 2026, a preparação ganhou consistência ainda no primeiro ano do ensino médio, quando Maria Luiza passou a reservar parte do tempo em casa para continuar estudando após as aulas.
Mesmo frequentando a escola em período integral, ela mantinha o hábito de chegar em casa e voltar aos conteúdos no próprio quarto, criando uma rotina adicional que não ficou restrita aos meses que antecederam as avaliações de ingresso no ensino superior.
Ao longo das diferentes etapas do ensino médio, essa organização permaneceu presente e permitiu que a estudante mantivesse contato frequente com os conteúdos fora do horário escolar, em vez de concentrar a preparação apenas no período final que antecederia o processo seletivo.
A escolha pela Medicina, porém, ainda não estava definida quando esse hábito começou, já que Maria Luiza passou parte do ensino médio avaliando possibilidades profissionais antes de decidir, no terceiro ano, qual curso desejava disputar na Universidade de Pernambuco.
Foi somente nessa fase que a decisão de concorrer a uma vaga em Medicina se tornou concreta, fazendo com que a rotina já estabelecida de estudos passasse a ser direcionada de forma mais específica para as exigências do processo de ingresso.
Matemática recebeu atenção especial na preparação
Entre os conteúdos que exigiam maior atenção, a matemática ocupava um espaço particular, pois a própria estudante identificava dificuldades na disciplina e decidiu buscar preparação adicional para melhorar o desempenho antes das avaliações que poderiam definir seu ingresso na universidade.
Nesse contexto, Maria Luiza passou a frequentar o curso oferecido pelo Instituto JCPM, usando a preparação complementar como forma de trabalhar justamente um ponto em que não se sentia tão segura, sem abandonar as demais obrigações do ensino médio integral.
A rotina passou, assim, a reunir atividades escolares, estudo individual em casa e aulas complementares, formando uma preparação distribuída entre diferentes ambientes e horários, mas conectada pelo mesmo objetivo de avançar academicamente e chegar mais preparada ao processo seletivo.
Depois de um dia inteiro na escola, o retorno para casa continuava marcado pelos estudos, enquanto o quarto funcionava como extensão da rotina acadêmica e permitia que conteúdos vistos anteriormente fossem retomados em um ambiente no qual ela conseguia organizar o próprio ritmo.
Mantida desde o primeiro ano, essa dinâmica atravessou o ensino médio e chegou ao período da candidatura ao ensino superior, criando uma continuidade entre a formação regular e a preparação específica que Maria Luiza passou a intensificar quando definiu Medicina como objetivo.
Apoio da família acompanhou a preparação
Dentro de casa, a preparação também contou com participação familiar, já que os pais acompanhavam os estudos, adquiriam materiais e livros e respeitavam os períodos reservados à rotina acadêmica, permitindo que a jovem mantivesse espaço e tempo destinados à própria formação.
Além do apoio material, havia incentivo para que ela continuasse se dedicando ao processo, mesmo diante de uma rotina exigente que combinava ensino médio integral e atividades adicionais realizadas depois das aulas, durante um período decisivo para sua trajetória escolar.
Quando o resultado foi divulgado, esse suporte ganhou outro significado, porque até aquele momento nenhum integrante da família havia ingressado em uma universidade, tornando a aprovação de Maria Luiza uma experiência inédita também para os parentes que acompanharam sua preparação.
A vaga em Medicina passou, dessa maneira, a representar simultaneamente a conquista acadêmica da estudante e o primeiro contato direto da família com uma trajetória universitária, depois de anos em que esse caminho ainda não havia sido percorrido por nenhum de seus integrantes.
Aprovação em Medicina veio pelo SSA da UPE
Foi pelo SSA da UPE que Maria Luiza garantiu a vaga, encerrando uma preparação que ocupou os três anos do ensino médio de formas diferentes e que passou a ter um objetivo profissional mais definido somente na etapa final dessa formação.
Embora a decisão de cursar Medicina tenha surgido no último ano, o hábito necessário para sustentar a tentativa já havia sido construído anteriormente, pois a estudante estudava em casa desde o início do ensino médio, mesmo antes de escolher definitivamente a carreira.
Quando a Medicina se tornou o objetivo principal, essa disciplina cotidiana passou a ser direcionada às demandas do processo seletivo, enquanto a matemática recebeu atenção específica e os demais conteúdos continuaram integrados à rotina regular da escola e da preparação feita fora dela.
Entre escola, preparação complementar e estudo individual, diferentes momentos do dia passaram a formar uma única sequência, na qual cada ambiente cumpria uma função distinta e ajudava a manter a continuidade necessária para enfrentar uma seleção disputada ainda durante a adolescência.
Durante o período diurno, a rotina era preenchida pelas atividades da ETE João Bezerra; fora dali, entrava a preparação complementar, enquanto as horas em casa eram aproveitadas para retomar conteúdos no quarto e preservar o ritmo iniciado desde os primeiros anos do ensino médio.
Disciplina marcou os anos de preparação
Ao comentar a própria experiência depois da aprovação, Maria Luiza destacou disciplina e responsabilidade como elementos importantes da preparação, relacionando o período da juventude não apenas às obrigações escolares, mas também à possibilidade de investir em cursos, estudos e formação acadêmica.
A estudante também relatou que procurava não enxergar os estudos apenas como uma obrigação pesada, perspectiva que acompanhou uma rotina exigente e prolongada, construída entre o ensino integral, a preparação complementar e as horas adicionais reservadas ao aprendizado em casa.
Quando recebeu o resultado, a dimensão da conquista apareceu de forma imediata, já que Maria Luiza descreveu grande felicidade e dificuldade inicial para assimilar que havia conseguido a vaga que vinha perseguindo ao longo de uma preparação distribuída por diferentes fases do ensino médio.
A expectativa pela matrícula passou então a marcar a transição entre dois momentos distintos: de um lado, os anos de preparação ainda vinculados à educação básica; de outro, o início de uma trajetória universitária que seria inédita tanto para ela quanto para sua família.
Primeira universitária da família
Dentro da família, a aprovação alterou uma referência que até então permanecia distante, pois os mesmos pais que compraram materiais, acompanharam a rotina e preservaram o tempo destinado aos estudos passaram a ter uma filha aprovada para iniciar o ensino superior.
Aos 17 anos, Maria Luiza chegou à vaga depois de uma rotina construída desde o primeiro ano do ensino médio, sem abandonar as atividades da escola integral e sem deixar que a dificuldade em matemática impedisse a busca por uma preparação mais específica.
Nesse percurso, a aprovação na UPE reuniu fatores desenvolvidos em momentos diferentes: o hábito de estudar em casa, a escolha da Medicina no terceiro ano, o reforço em matemática e o suporte familiar, todos presentes antes da divulgação do resultado.
Depois de passar anos chegando da escola e retomando os estudos dentro do próprio quarto, Maria Luiza entrou no ensino superior aos 17 anos e abriu uma experiência universitária inédita dentro de casa: quantos estudantes podem estar construindo uma transformação semelhante justamente nas horas de estudo que quase ninguém vê?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

