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Estudantes de engenharia colocaram um piloto dentro de uma única roda elétrica de 1,5 metro e fizeram o protótipo construído na universidade passar dos 72 km/h

Estudantes de engenharia colocaram um piloto dentro de uma única roda elétrica de 1,5 metro e fizeram o protótipo construído na universidade passar dos 72 km/h

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Estudantes de engenharia colocaram um piloto dentro de uma única roda elétrica de 1,5 metro e fizeram o protótipo construído na universidade passar dos 72 km/h

Escrito por Flavia Marinho

Publicado em 07/08/2026 às 20:21

Construção, Indústria

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O EV360 nasceu na Duke University como uma roda elétrica gigante capaz de transportar o piloto em seu interior e ultrapassar 72 kmh

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O EV360 nasceu na Duke University como uma roda elétrica gigante capaz de transportar o piloto em seu interior e ultrapassar 72 km/h. Construído quase inteiramente dentro da universidade, o protótipo levou estudantes de engenharia a enfrentar desafios de equilíbrio, controle e velocidade enquanto preparavam a máquina para uma tentativa de recorde.

Sentado no centro de uma roda elétrica de aproximadamente 1,5 metro de altura, o piloto do EV360 não viaja sobre o veículo como faria em uma motocicleta. Ele fica dentro da própria estrutura circular enquanto uma única roda mantém contato com o chão e movimenta todo o conjunto.

O projeto foi desenvolvido por estudantes de engenharia mecânica da Duke University e apresentado em 2020. O protótipo conseguiu levar um piloto equipado a mais de 45 mph, cerca de 72 km/h. Duke Today, portal institucional de notícias da Duke University, publicou os detalhes do projeto em 22 de junho de 2020.

A combinação é incomum até para um projeto experimental: uma única roda, propulsão elétrica, piloto no interior da estrutura e velocidade superior a 72 km/h. Na prática, isso transforma tarefas aparentemente simples, como manter o equilíbrio e controlar a velocidade, em problemas diferentes daqueles encontrados em uma motocicleta convencional.

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Piloto viaja literalmente dentro da única roda do EV360

A aparência do EV360 explica boa parte da curiosidade provocada pelo projeto. Em vez de duas rodas separadas por um quadro, existe uma grande estrutura circular com espaço para acomodar o piloto em seu interior.

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A roda mede aproximadamente 1,5 metro de altura. O tamanho permite que a pessoa fique instalada no centro do conjunto, cercada pela estrutura que forma o veículo.

Essa configuração muda completamente a relação entre condutor e máquina. Em uma motocicleta comum, o piloto fica sobre o veículo. No EV360, a pessoa passa a ocupar o espaço interno da própria roda que está se deslocando.

O resultado parece simples quando visto de fora, mas criar um veículo capaz de fazer isso em velocidade elevada exige que estrutura, posição do piloto e controle funcionem juntos.

Uma única roda transforma equilíbrio e frenagem em grandes desafios

Uma motocicleta convencional utiliza duas rodas para se apoiar e se movimentar. O EV360 concentra sua proposta em apenas uma roda, o que deixa equilíbrio, aceleração e frenagem diretamente ligados ao comportamento de um único conjunto.

O desafio cresce porque o piloto também está dentro desse conjunto. Qualquer solução precisa considerar não apenas o movimento da roda, mas a presença de uma pessoa em seu interior e a necessidade de manter o veículo controlável.

Em baixa velocidade, construir algo capaz de simplesmente se movimentar já seria um experimento relevante. O EV360 foi além. A máquina ultrapassou 72 km/h, velocidade que tornou o controle uma parte ainda mais importante do desenvolvimento.

Uma única roda transforma equilíbrio e frenagem em grandes desafios

A proposta mostra por que veículos com uma única roda são tão diferentes de motos convencionais. Retirar uma roda não significa apenas remover uma peça. Significa reorganizar praticamente toda a maneira como o veículo se sustenta, se movimenta e responde ao piloto.

Estudantes passaram cerca de um ano transformando a ideia em uma máquina real

O EV360 não chegou pronto ao campus. Os estudantes passaram aproximadamente um ano desenvolvendo o projeto, com a maior parte da construção realizada dentro do Innovation Co Lab da Duke University.

O espaço universitário oferece ferramentas para criação e fabricação, incluindo recursos capazes de trabalhar com metal e produzir peças por impressão 3D. Isso permitiu que quase todo o veículo fosse construído dentro da própria universidade.

O processo colocou os estudantes diante de uma situação diferente de simplesmente estudar uma máquina pronta. Era preciso transformar uma ideia incomum em algo físico, instalar um piloto em seu interior e chegar ao ponto em que o conjunto pudesse efetivamente rodar.

O objetivo final ainda elevava o nível do desafio. Não bastava movimentar a roda elétrica. O grupo queria alcançar velocidade suficiente para disputar uma tentativa de recorde.

EV360 passou dos 72 km/h e recebeu sinal verde para tentar um recorde

Duke Today, portal institucional de notícias da Duke University, registrou que o veículo conseguia transportar um piloto equipado a mais de 45 mph, velocidade equivalente a cerca de 72 km/h.

Naquele momento, o grupo também havia recebido sinal verde do Guinness World Records para realizar uma tentativa relacionada ao veículo elétrico de uma única roda mais rápido, com referência acima de 45 mph.

Estudantes passaram cerca de um ano transformando a ideia em uma máquina real

Existe uma diferença importante nesse ponto. O fato de a equipe ter recebido autorização para uma tentativa não significa que o EV360 tenha se tornado automaticamente o atual recordista do Guinness.

O dado comprovado e suficientemente expressivo é outro: estudantes conseguiram construir quase inteiramente dentro da universidade uma roda elétrica gigante capaz de levar uma pessoa em seu interior a mais de 72 km/h.

Um projeto sem uso comercial evidente pode ensinar justamente por ser difícil

O EV360 não precisava parecer uma motocicleta prática para cumprir um papel dentro de um curso de engenharia. A dificuldade estava justamente em tentar construir algo que foge das soluções usadas diariamente pela indústria.

Quando estudantes precisam tirar uma máquina dessas do papel, diferentes partes do aprendizado acabam se encontrando. Projeto, fabricação, montagem, testes, equilíbrio e controle deixam de existir apenas como conceitos separados e precisam funcionar na mesma máquina.

Também existe uma diferença enorme entre desenhar uma roda elétrica e colocar alguém dentro dela. Uma vez que um piloto participa do teste, decisões sobre dimensões, funcionamento e controle deixam de ser apenas exercícios teóricos.

Um projeto sem uso comercial evidente pode ensinar justamente por ser difícil

Nesse sentido, o EV360 mostra uma função importante dos projetos universitários experimentais. Mesmo sem uma aplicação comercial apresentada, eles permitem testar ideias pouco convencionais e descobrir os problemas que só aparecem quando algo precisa funcionar no mundo real.

O protótipo desenvolvido na Duke University conseguiu reunir esses desafios em uma imagem difícil de esquecer: uma pessoa cercada por uma roda de aproximadamente 1,5 metro, acelerando em uma máquina elétrica construída por estudantes.

Mais do que a aparência incomum, o número final ajuda a mostrar até onde o projeto chegou. O EV360 não ficou restrito a desenhos ou simulações. Ele foi construído, recebeu um piloto e ultrapassou 72 km/h, enquanto seus criadores ainda miravam uma tentativa formal de recorde.

Se você estivesse no lugar desses estudantes, arriscaria construir uma máquina tão diferente apenas pelo aprendizado ou escolheria um projeto com utilidade prática imediata? Conte nos comentários.

Fonte

Duke University


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

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