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Estudantes escaneiam em 3D o braço de menino de apenas 4 anos que precisava de uma prótese, imprimem para ele um braço personalizado do Homem-Aranha e ainda o surpreendem com outros dois para diferentes atividades em projeto que já criou mais de 60 mãos e braços protéticos para dar novas possibilidades a crianças com diferenças nos membros

Estudantes escaneiam em 3D o braço de menino de apenas 4 anos que precisava de uma prótese, imprimem para ele um braço personalizado do Homem-Aranha e ainda o surpreendem com outros dois para diferentes atividades em projeto que já criou mais de 60 mãos e braços protéticos para dar novas possibilidades a crianças com diferenças nos membros

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Estudantes escaneiam em 3D o braço de menino de apenas 4 anos que precisava de uma prótese, imprimem para ele um braço personalizado do Homem-Aranha e ainda o surpreendem com outros dois para diferentes atividades em projeto que já criou mais de 60 mãos e braços protéticos para dar novas possibilidades a crianças com diferenças nos membros

Escrito por Ana Alice

Publicado em 18/08/2026 às 12:19

Atualizado em 18/08/2026 às 12:20

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Estudantes da TU Dublin criam prótese 3D do Homem-Aranha para menino de 4 anos em projeto que já produziu mais de 60 dispositivos. Crédito: TU Dublin/Divulgação

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Um escaneamento feito dentro de uma universidade deu início a uma solução personalizada que uniu impressão 3D, engenharia e criatividade para transformar a rotina de um menino de 4 anos e ampliar um projeto voluntário.

Davy chegou ao campus da TU Dublin acompanhado da mãe, Nicola, e da irmã gêmea, Daisy, para uma sessão que parecia muito diferente de uma consulta convencional.

Em vez de moldes tradicionais, o braço do menino de 4 anos foi escaneado em 3D.

Algumas semanas depois, ele voltou à universidade e encontrou algo feito especialmente para seu corpo e para um interesse bastante comum entre crianças da idade dele: um braço protético personalizado com o visual do Homem-Aranha.

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A surpresa não terminava ali.

As estudantes de Design Biomédico Aoife O’Donnell e Áine Hughes também prepararam dois braços extras, dando ao garoto alternativas para diferentes atividades.

A entrega foi realizada por meio do 3D Assist, iniciativa voluntária vinculada à área de engenharia da Technological University Dublin, na Irlanda.

O caso foi divulgado pela universidade em março de 2025, mas faz parte de um projeto muito maior.

A própria TU Dublin informa atualmente que o 3D Assist já entregou mais de 60 mãos e braços impressos em 3D gratuitamente para crianças e famílias na Irlanda e no Reino Unido, combinando engenharia, impressão tridimensional e personalização para cada usuário.

Escaneamento 3D permitiu criar um braço sob medida para Davy

Antes de a impressora começar a trabalhar, era necessário descobrir exatamente quais dimensões o equipamento deveria ter.

Davy foi levado ao campus de Tallaght algumas semanas antes da entrega para passar pelo escaneamento tridimensional, processo usado pela equipe para registrar as características necessárias à personalização do dispositivo.

A tecnologia permite que os estudantes desenvolvam o braço levando em consideração o corpo da criança, em vez de simplesmente imprimir um modelo padronizado e esperar que ele se adapte.

A própria TU Dublin destaca que a introdução do escaneamento 3D tornou possível criar dispositivos sob medida mantendo a proposta de fabricação de baixo custo do projeto.

Depois dessa etapa, o arquivo digital pode ser ajustado antes da impressão.

Foi nesse processo de personalização que o braço de Davy ganhou também uma característica que não tinha relação apenas com engenharia.

Como ele é fã do Homem-Aranha, o equipamento recebeu um tema inspirado no personagem.

Para uma criança de 4 anos, a aparência transforma um dispositivo assistivo em algo que também pode despertar curiosidade e identificação.

Davy posa com familiares e integrantes do 3D Assist durante a entrega das peças produzidas especialmente para ele pela TU Dublin. Crédito: TU Dublin/Divulgação

Estudantes criaram dois braços extras para diferentes atividades

Aoife O’Donnell e Áine Hughes não entregaram somente a peça personalizada mostrada inicialmente a Davy.

A universidade relata que as estudantes produziram “um par” de braços adicionais de surpresa, justamente para que o menino tivesse opções ligadas a atividades diferentes.

A TU Dublin não detalhou publicamente, na reportagem sobre Davy, quais atividades específicas correspondem a cada uma dessas versões.

Ainda assim, a existência de peças diferentes ajuda a mostrar uma característica importante da fabricação digital: uma vez que medidas e necessidades do usuário são conhecidas, um projeto pode ser adaptado de maneiras que seriam muito mais difíceis em uma produção industrial rígida.

O trabalho não foi financiado pela família.

Segundo a universidade, todo o projeto foi custeado por arrecadações realizadas pelos próprios estudantes voluntários do 3D Assist.

3D Assist fabrica próteses infantis gratuitamente

O grupo responsável pelo projeto não funciona como uma fabricante convencional de próteses.

O 3D Assist é uma iniciativa voluntária criada dentro da TU Dublin, formada por estudantes, professores e colaboradores ligados à engenharia.

A universidade informa que o projeto já funciona há mais de uma década.

Em sua própria página, o 3D Assist explica que arrecada recursos para comprar materiais e fabricar os dispositivos no tempo livre dos voluntários.

Para as famílias atendidas, as peças são gratuitas.

A iniciativa também faz parte da comunidade internacional e-NABLE, rede de voluntários dedicada à produção de dispositivos impressos em 3D para pessoas com diferenças nos membros superiores.

Na prática, isso permite aproveitar projetos de código aberto e adaptá-los às necessidades de cada criança.

O 3D Assist cita entre os modelos utilizados ao longo de sua trajetória projetos como Phoenix Hand e UnLimbited Arm, que podem receber alterações por meio de softwares de desenho e modelagem 3D.

Impressão 3D permite adaptar a peça ao crescimento da criança

A personalização tem importância especial quando os usuários ainda estão crescendo.

Uma criança não permanece com as mesmas dimensões corporais por muitos anos, e uma peça feita para determinada fase pode precisar ser substituída ou ajustada posteriormente.

É nesse ponto que a impressão 3D oferece uma vantagem prática ao projeto.

O arquivo digital pode ser alterado, redimensionado e novamente produzido sem a necessidade de criar do zero toda a estrutura industrial usada em dispositivos convencionais.

A página de impacto da TU Dublin descreve o método como uma combinação de escaneamento 3D, manufatura aditiva, projetos protéticos de código aberto e desenvolvimento realizado junto aos próprios usuários.

Davy é um exemplo desse processo.

Primeiro vieram suas medidas digitais. Depois, a adaptação do modelo. Por fim, impressão, acabamento e encaixe.

Davy mostra o novo braço impresso em 3D ao lado da mãe, Nicola, durante encontro no campus da TU Dublin. Crédito: TU Dublin/Divulgação

Projeto já produziu mais de 60 mãos e braços para crianças

O braço inspirado no Homem-Aranha não foi uma experiência isolada feita apenas para uma publicação universitária.

Quando apresentou o caso de Davy em março de 2025, a TU Dublin informou que o 3D Assist já havia produzido mais de 60 mãos e braços protéticos para crianças com diferenças nos membros.

A página institucional mais recente dedicada ao impacto do programa mantém essa dimensão e informa que mais de 60 dispositivos gratuitos foram entregues a famílias da Irlanda e do Reino Unido.

O número ajuda a dimensionar o projeto porque cada peça envolve mais do que apertar o botão de uma impressora.

Há contato com a família, medição ou escaneamento, seleção do desenho, alterações no modelo, fabricação, montagem e adaptação para o usuário.

Em informações anteriores sobre o programa, a própria TU Dublin indicava que um dispositivo podia levar cerca de duas a três semanas para ser entregue, dependendo do caso.

Próteses impressas em 3D têm limites de uso

Apesar do nome “prótese” usado pela própria universidade nas reportagens sobre o projeto, o 3D Assist faz uma ressalva importante sobre o que seus dispositivos conseguem fazer.

O grupo explica que essas peças não equivalem a próteses médicas avançadas, capazes de controlar individualmente os dedos ou suportar todo o peso de uma criança.

Isso significa, por exemplo, que não foram projetadas para atividades nas quais o usuário precise se pendurar usando o braço.

Por outro lado, determinados modelos conseguem auxiliar em tarefas como segurar garrafas e manipular objetos, de acordo com o próprio 3D Assist.

Essa diferença ajuda a entender por que o projeto consegue oferecer as peças gratuitamente.

A proposta não é substituir todas as tecnologias protéticas disponíveis em hospitais, mas criar soluções mecânicas relativamente simples, personalizadas e acessíveis para determinadas necessidades.

Projeto aproxima estudantes de engenharia de usuários reais

Quem recebe o dispositivo não é o único participante do processo.

Para estudantes como Aoife e Áine, trabalhar com uma criança real obriga a transformar conceitos estudados na universidade em algo que precisa funcionar fora da sala de aula.

A TU Dublin apresenta o 3D Assist justamente como uma iniciativa que combina engenharia orientada por pesquisa, experiência prática e desenvolvimento centrado no usuário.

Os participantes precisam pensar não apenas na geometria da peça, mas também no conforto, peso, resistência, tamanho, facilidade de utilização e experiência da criança.

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Ana Alice

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O caso de Davy acrescentou ainda a dimensão estética.

O aparelho precisava se ajustar ao corpo do menino, mas também ganhou o visual de um personagem que ele reconhecia e admirava.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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