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“Eu vou ficar louca”: funcionária das Casas Bahia viraliza ao ser abordada por vários clientes perguntando se a rede está falindo após pedido de recuperação judicial; vídeo no TikTok já passa de 825,7 mil visualizações

“Eu vou ficar louca”: funcionária das Casas Bahia viraliza ao ser abordada por vários clientes perguntando se a rede está falindo após pedido de recuperação judicial; vídeo no TikTok já passa de 825,7 mil visualizações

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“Eu vou ficar louca”: funcionária das Casas Bahia viraliza ao ser abordada por vários clientes perguntando se a rede está falindo após pedido de recuperação judicial; vídeo no TikTok já passa de 825,7 mil visualizações

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 23/08/2026 às 22:22

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Funcionária das Casas Bahia, Rafah viralizou ao mostrar as perguntas de clientes e o medo de demissão após o pedido de recuperação judicial. Fonte: TikTok

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Funcionária das Casas Bahia, Rafah viralizou ao mostrar as perguntas de clientes e o medo de demissão após o pedido de recuperação judicial.

A notícia sobre a situação financeira das Casas Bahia ganhou uma consequência inesperada dentro das próprias lojas: vendedores passaram a ser questionados diretamente pelos consumidores sobre o futuro da rede. Uma funcionária identificada no TikTok pelo perfil Rafah.shopping transformou essa rotina em conteúdo bem-humorado e alcançou centenas de milhares de visualizações ao mostrar o desgaste provocado pelas perguntas repetidas durante o expediente.

Em publicação feita na quarta-feira, 19 de agosto, Rafah brincou que já estava diante do “décimo cliente do dia” querendo saber se as Casas Bahia estavam falindo. No momento da produção desta matéria, o vídeo acumula 825,7 mil visualizações e 1028 comentários, mostrando que a dúvida não ficou restrita às pessoas que passaram pela unidade onde ela trabalha, mas também despertou identificação entre funcionários de outras redes varejistas.

Funcionária usa meme para responder à pergunta que passou a dominar o expediente

Em vez de tentar dar uma explicação financeira detalhada, Rafah recorreu a um áudio de humor para representar como se sentia diante das sucessivas abordagens. Na gravação, a resposta simulada transmite cansaço e confusão: “O que é, mulher? Eu vou ficar louca, eu não sei não”, em uma reação que ajudou o vídeo a circular rapidamente nas redes sociais.

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A publicação também expôs uma situação comum para trabalhadores que ficam na linha de frente com o público. Nos comentários, usuários destacaram que clientes muitas vezes esperam que qualquer vendedor conheça todas as decisões tomadas pela direção de uma grande empresa, mesmo quando informações estratégicas e financeiras não chegam diretamente a quem atende nas lojas.

Rafah diz ter medo de ser demitida desde o anúncio

O humor não eliminou a preocupação da própria trabalhadora. Em outro conteúdo publicado no mesmo dia, a funcionária mostrou parte de sua preparação para começar o expediente e contou que passou a conviver diariamente com o receio de perder o emprego depois da divulgação da recuperação judicial.

Rafah também publicou um vídeo em que aparece diante da notícia sobre o processo e sobre o fechamento de 298 unidades. Na legenda, brincou que, mesmo endividada, não aceitava ser demitida, enquanto o áudio escolhido repetia a frase “eu não vou sair”, transformando uma insegurança profissional real em mais um conteúdo de tom descontraído.

Funcionária das Casas Bahia, Rafah viralizou ao mostrar as perguntas de clientes e o medo de demissão após o pedido de recuperação judicial. Fonte: TikTok

Trabalhadores de outras varejistas dizem enfrentar situação semelhante

A repercussão trouxe relatos de pessoas que trabalham em empresas que também passaram por dificuldades financeiras. Funcionários das Lojas Americanas, que entraram em recuperação judicial em janeiro de 2023, comentaram que continuam ouvindo perguntas semelhantes mesmo anos depois do início do processo.

Um dos relatos descreveu clientes associando até problemas comuns no caixa à situação financeira da empresa. Outro usuário resumiu a experiência dizendo que o público acredita que os trabalhadores sabem tudo o que acontece internamente, justamente o mesmo tipo de pressão retratado pela funcionária das Casas Bahia.

A discussão chegou ainda a trabalhadores de empresas que não estão no mesmo processo. Uma pessoa que afirmou trabalhar no Magazine Luiza contou ter recebido perguntas sobre uma eventual falência da própria rede, sinal de que a notícia envolvendo as Casas Bahia acabou ampliando a preocupação dos consumidores com o varejo de forma mais abrangente.

Pedido de recuperação judicial envolve dívida informada de R$ 17,3 bilhões

A onda de perguntas começou depois de o Grupo Casas Bahia divulgar, no domingo, 16 de agosto, um pedido de recuperação judicial. Conforme comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o processo envolve uma dívida de R$ 17,3 bilhões e abrange as empresas integrantes do grupo.

Entre as companhias citadas estão Cnova Comércio Eletrônico, Casas Bahia Tecnologia, Indústria de Móveis Bartira, Integra Soluções para Varejo Digital e empresas relacionadas às operações de logística e negócios digitais. A medida ocorre dois anos depois de uma tentativa anterior de reorganização financeira, quando o passivo informado estava em torno de R$ 4 bilhões.

A recuperação judicial, contudo, não significa que as lojas tenham automaticamente encerrado suas operações. Segundo as próprias Casas Bahia, o objetivo do procedimento é criar condições para enfrentar as obrigações financeiras sem fechar as portas. Os canais de venda permanecem funcionando, incluindo as operações realizadas pelo marketplace.

Fechamento de lojas e demissões aumentaram apreensão dos trabalhadores

O cenário ganhou peso adicional porque a companhia já havia reduzido sua presença física antes do anúncio. Em junho, 298 lojas foram fechadas, alteração que passou a ser lembrada nos conteúdos publicados por Rafah e também nas dúvidas manifestadas por consumidores.

Segundo informações do Valor Econômico, outros 1,9 mil funcionários haviam sido demitidos na sexta-feira, 14 de agosto, poucos dias antes da divulgação do pedido judicial. A situação mudou posteriormente por determinação da Justiça.

Na quarta-feira, 19 de agosto, a varejista precisou recontratar os trabalhadores desligados, conforme reportagem da Revista PEGN. Essa sequência de acontecimentos ajuda a explicar por que o receio de perder o emprego passou a aparecer nos vídeos da funcionária, mesmo enquanto ela recorria ao humor para tratar das perguntas recebidas durante a jornada.

Funcionária transforma incerteza dentro da loja em fenômeno no TikTok

O alcance do vídeo de Rafah mostra como uma decisão empresarial de grande escala pode chegar ao público por uma perspectiva completamente diferente. Enquanto comunicados tratam de bilhões de reais, recuperação judicial e reorganização financeira, quem trabalha diretamente com consumidores passa a enfrentar perguntas muito mais imediatas sobre fechamento, empregos e continuidade das lojas.

No caso da funcionária, essa diferença entre o que o público quer saber e aquilo que um vendedor realmente consegue responder virou o centro da publicação. O resultado foi um conteúdo com quase um milhão de visualizações e uma seção de comentários repleta de trabalhadores que reconheceram a mesma situação em seus próprios empregos.

A experiência de Rafah também mostra que a repercussão da situação das Casas Bahia ultrapassou os comunicados corporativos e chegou rapidamente ao balcão das lojas. Para a funcionária, o pedido de recuperação judicial passou a significar não apenas preocupação com o próprio trabalho, mas também uma pergunta que, segundo sua brincadeira no TikTok, pode se repetir muitas vezes ao longo de um único dia.

@rafah.shopping ♬ som original – Heros Lopes


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

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