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Ex-bancário de 68 anos fez da Kombi sua casa, roda o Brasil há dois anos com energia solar, bicicleta, prancha e artesanato, enquanto deixa a próxima curva decidir se a viagem alcançará Paraguai, Ushuaia ou até Texas nos Estados Unidos

Ex-bancário de 68 anos fez da Kombi sua casa, roda o Brasil há dois anos com energia solar, bicicleta, prancha e artesanato, enquanto deixa a próxima curva decidir se a viagem alcançará Paraguai, Ushuaia ou até Texas nos Estados Unidos

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Ex-bancário de 68 anos fez da Kombi sua casa, roda o Brasil há dois anos com energia solar, bicicleta, prancha e artesanato, enquanto deixa a próxima curva decidir se a viagem alcançará Paraguai, Ushuaia ou até Texas nos Estados Unidos

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 14/08/2026 às 21:30

Atualizado em 14/08/2026 às 21:31

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Ex-bancário Esmerilo Melo vive há dois anos na Kombi Zeza, produz macramê e cogita levar a casa sobre rodas ao Paraguai, Ushuaia e Texas.

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Esmerilo Melo abandonou metas, horários rígidos e a rotina corporativa para viver na estrada dentro da Zeza, terceira casa sobre rodas de sua trajetória. O ex-bancário pernambucano trabalha com macramê, leva equipamentos para produzir eletricidade, pedalar e surfar, e evita transformar seus próximos destinos em compromissos fixos antes de partir.

O ex-bancário Esmerilo Melo, de 68 anos, já vivia havia cerca de dois anos viajando pelo Brasil em uma Kombi transformada em casa. Batizado de Zeza, o veículo reúne placa solar, bicicleta, prancha de surfe, objetos pessoais e referências acumuladas durante o caminho.

Segundo o Campo Grande News, em 14 de agosto de 2026, conhecido como Cowboy da Estrada, o pernambucano trocou a rotina orientada por metas por uma vida com menos apego a endereço e planejamento. Seu próximo movimento poderia levá-lo ao Paraguai; depois, ele cogitava Ushuaia, na Argentina, e mantinha o Texas, nos Estados Unidos, como sonho mais distante. Nenhum desses trechos internacionais, porém, foi apresentado como viagem concluída ou roteiro confirmado.

Ex-bancário substituiu horários fixos por uma rotina aberta

Ex-bancário Esmerilo Melo vive há dois anos na Kombi Zeza, produz macramê e cogita levar a casa sobre rodas ao Paraguai, Ushuaia e Texas.

Antes de morar sobre rodas, Esmerilo passou por bancos e empresas, convivendo com compromissos, metas e horários rígidos. A fonte não detalha quanto tempo ele permaneceu em cada emprego nem em que momento encerrou a carreira bancária, mas registra uma mudança consciente de prioridade: aos 68 anos, ele passou a valorizar deslocamentos, encontros e autonomia cotidiana.

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A transformação não é descrita como uma ruptura com o trabalho. O que mudou foi a forma de organizar a vida. Esmerilo continuou produzindo peças artesanais enquanto viajava, sem separar completamente sustento, criação e estrada. A escolha pela liberdade não significou ausência de atividade, e sim uma tentativa de trabalhar sem reconstruir a agenda que decidiu deixar.

O viajante afirma preferir experiências e amizades ao acúmulo de patrimônio. Essa visão ajuda a explicar por que a Kombi funciona simultaneamente como transporte, moradia e espaço de convivência. Ainda assim, não foram divulgados valores de despesas, manutenção, combustível ou renda, o que impede calcular quanto custa manter essa rotina ou como ela é financiada ao longo do percurso.

Zeza tornou-se a terceira casa sobre rodas de Esmerilo

Ex-bancário Esmerilo Melo vive há dois anos na Kombi Zeza, produz macramê e cogita levar a casa sobre rodas ao Paraguai, Ushuaia e Texas.

Esmerilo encontrou a Kombi em Gado Bravo, na Paraíba, e descreveu a aproximação com o veículo como imediata. Ele a batizou de Zeza e costuma chamá-la de “Combona”, apelido que reforça a importância assumida pela estrutura na nova fase. Mais que um automóvel adaptado, ela passou a representar endereço, companhia e apresentação do Cowboy da Estrada.

A Zeza é a terceira casa móvel da trajetória do ex-bancário. A primeira foi um veículo Volvo a diesel que, segundo ele, acumulava calor em excesso. A reportagem de origem não identifica a segunda estrutura nem informa quais adaptações foram realizadas antes de a Kombi entrar na estrada, por isso não é possível reconstruir toda a sequência dos veículos.

O tempo de aproximadamente dois anos ao lado de Zeza indica continuidade, mas não esclarece quilometragem, cidades visitadas ou períodos de permanência em cada parada. Esmerilo prefere avançar sem decidir antecipadamente onde terminará o dia seguinte. A ausência de um itinerário fechado aparece como parte de sua filosofia, embora a organização prática da viagem não tenha sido detalhada.

Energia solar, bicicleta e prancha ampliam os usos da Kombi

Ex-bancário Esmerilo Melo vive há dois anos na Kombi Zeza, produz macramê e cogita levar a casa sobre rodas ao Paraguai, Ushuaia e Texas.

Uma placa solar instalada no teto permite que a casa sobre rodas produza eletricidade. A fonte não informa potência, capacidade de armazenamento ou quais equipamentos dependem desse sistema, de modo que seria impreciso afirmar que a instalação garante autonomia total. O dado seguro é que a geração solar integra a estrutura escolhida para a vida itinerante.

A bicicleta oferece outra possibilidade de deslocamento quando a Kombi está parada. Já a prancha personalizada acompanha a relação de Esmerilo com o mar e o surfe. Reunidos no mesmo veículo, esses itens mostram como ele tenta manter diferentes interesses acessíveis sem dispor de uma residência convencional onde possa guardar cada objeto.

Não há descrição completa do interior da Zeza, nem confirmação sobre cama, cozinha, banheiro, reservatório de água ou sistemas de segurança. A expressão “casa sobre rodas” corresponde ao uso dado por Esmerilo ao veículo, mas não autoriza presumir instalações não mencionadas. A singularidade da Kombi está no conjunto efetivamente apresentado: mobilidade, energia, arte, esporte e memória pessoal.

Cowboy da Estrada preserva referências da vida no campo

Ex-bancário Esmerilo Melo vive há dois anos na Kombi Zeza, produz macramê e cogita levar a casa sobre rodas ao Paraguai, Ushuaia e Texas.

O apelido Cowboy da Estrada nasceu de uma história anterior aos quilômetros percorridos na Kombi. Esmerilo foi vaqueiro e participou de vaquejadas, e a ligação com cavalos continuou visível na decoração do espaço que chama de Rancho do Cowboy. A estrada, portanto, não apagou sua identidade anterior; reorganizou símbolos antigos dentro de uma moradia móvel.

O pernambucano também é motociclista e fundador-presidente do grupo Cowboys do Asfalto. O colete da turma costuma acompanhá-lo nas viagens, conectando a experiência individual a uma rede construída em torno das motocicletas. A identidade de cowboy aparece menos como fantasia ocasional e mais como elo entre campo, asfalto e amizades reunidas ao longo dos anos.

Na parte frontal da Kombi, uma caveira representa, para Esmerilo, a igualdade entre as pessoas. O veículo ainda carrega um porrete com a palavra “respeito”, objeto que ele relaciona à postura esperada na estrada. Adesivos deixados por amigos artesãos completam a composição e transformam a lataria em um registro visual dos encontros, sem que a reportagem informe quando ou onde cada marca foi incorporada.

Artesanato permite que o trabalho acompanhe a viagem

Ex-bancário Esmerilo Melo vive há dois anos na Kombi Zeza, produz macramê e cogita levar a casa sobre rodas ao Paraguai, Ushuaia e Texas.

O macramê ocupa o lugar mais concreto da atividade profissional durante os deslocamentos. Esmerilo produz peças artesanais, entre elas trabalhos em formato de cabeça de boi, mantendo no ofício as referências ligadas à vida de cowboy. O processo permite criar enquanto viaja e estabelecer contato com pessoas nas paradas, sem depender de um espaço comercial permanente.

A reportagem não informa preços, volume de vendas ou participação do artesanato no orçamento. Também não afirma que o macramê custeia sozinho combustível, alimentação e manutenção. Apresentar a produção como fonte exclusiva de renda transformaria uma possibilidade em certeza e ultrapassaria os dados disponíveis. O que se sabe é que o artesanato permaneceu integrado à rotina escolhida.

Para o ex-bancário, fazer objetos e conhecer pessoas são partes do mesmo movimento. As peças funcionam como trabalho, expressão estética e continuidade de sua história, enquanto os adesivos de outros criadores revelam trocas ocorridas no caminho. Assim, a viagem não se resume ao deslocamento geográfico: ela também produz uma rede informal de memórias e relações.

Bonito, mar, música e fé continuam presentes no caminho

Esmerilo é de Bonito, em Pernambuco, município que ele associa a mais de 30 cachoeiras. A referência costuma exigir explicação porque existe uma cidade homônima em Mato Grosso do Sul. Ao apresentar sua origem, ele leva para a estrada uma identidade nordestina marcada tanto pelo interior quanto pela proximidade afetiva com paisagens de água.

Mesmo ligado à experiência de vaqueiro, o viajante também se define como praiano. A prancha dentro da Kombi materializa essa combinação e possibilita manter o surfe entre as atividades desejadas. A música aparece como companhia constante, embora a fonte não informe instrumentos, repertório ou apresentações feitas durante as viagens. Esses elementos revelam preferências pessoais sem formar uma agenda fixa de entretenimento.

A fé cristã ocupa outro espaço visível na Zeza. Esmerilo declara sua devoção a Jesus e exibe a palavra “Shalom” no veículo, associando-a à própria espiritualidade. O ex-bancário não apresenta a viagem como missão religiosa, e não há indicação de vínculo com uma instituição específica; a fé surge como referência pessoal transportada junto aos demais símbolos de sua história.

Paraguai, Ushuaia e Texas ainda pertencem ao campo dos planos

Depois de passar por diferentes estados brasileiros, Esmerilo dizia estar aberto a ampliar a rota. No momento em que foi entrevistado, o Paraguai aparecia como próximo destino possível. Seguir até Ushuaia, no extremo sul da Argentina, era uma ideia posterior, enquanto chegar ao Texas permanecia como projeto mais amplo e distante.

Os três lugares representam escalas muito diferentes, mas a fonte não apresenta datas, trajetos, autorizações, travessias ou preparativos. Por isso, a formulação correta é que ele cogita essas viagens. Tratar os destinos como etapas garantidas criaria uma certeza inexistente e contrariaria justamente a maneira flexível como Esmerilo conduz o caminho.

A ausência de roteiro fechado também deixa perguntas sem resposta: quanto tempo ele pretende permanecer fora do Brasil, se viajará sozinho em todos os trechos e quais adaptações seriam necessárias para percursos maiores. Essas lacunas não diminuem a história; apenas delimitam o que está comprovado. Até agora, o dado confirmado é a experiência de aproximadamente dois anos rodando pelo território brasileiro.

Ex-bancário transforma o caminho em endereço e deixa o destino em aberto

A trajetória de Esmerilo reúne uma mudança profissional, três experiências com casas móveis, produção artesanal e interesses que cabem na mesma Kombi. O passado nos bancos não desaparece, mas contrasta com a liberdade buscada na estrada. Zeza concentra o essencial da nova rotina sem oferecer respostas definitivas sobre quanto tempo ela continuará ou até onde conseguirá chegar.

Paraguai, Ushuaia e Texas funcionam, neste momento, como horizontes possíveis. O que já existe é a decisão de seguir viajando, conhecer pessoas e permitir que cada parada influencie a seguinte.

Na sua opinião, uma vida com menos endereço fixo representa liberdade, insegurança ou uma combinação das duas? Conte nos comentários qual aspecto dessa escolha mais chamou sua atenção e por quê.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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