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Ex-cabeleireira pega R$ 100 emprestados, faz 10 marmitas de feijoada na cozinha de casa e, menos de três anos depois, transforma a garagem em delivery com 7 mil pedidos por mês, 11 funcionários e faturamento que chega a R$ 170 mil mensais em Fortaleza

Ex-cabeleireira pega R$ 100 emprestados, faz 10 marmitas de feijoada na cozinha de casa e, menos de três anos depois, transforma a garagem em delivery com 7 mil pedidos por mês, 11 funcionários e faturamento que chega a R$ 170 mil mensais em Fortaleza

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Ex-cabeleireira pega R$ 100 emprestados, faz 10 marmitas de feijoada na cozinha de casa e, menos de três anos depois, transforma a garagem em delivery com 7 mil pedidos por mês, 11 funcionários e faturamento que chega a R$ 170 mil mensais em Fortaleza

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 26/08/2026 às 10:42

Atualizado em 26/08/2026 às 10:43

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Ana Maria começou com R$ 100 e dez marmitas em Fortaleza e criou um delivery com 7 mil pedidos e faturamento de até R$ 170 mil por mês.

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Ana Maria de Arruda Oliveira começou em 2023 com R$ 100 emprestados pelo marido e dez marmitas de feijoada feitas em casa. Menos de três anos depois, a Comidas Caseiras da Ana alcançou 7 mil pedidos mensais, 11 funcionários e faturamento entre R$ 140 mil e R$ 170 mil mensais.

Ana Maria de Arruda Oliveira, de 54 anos, deixou o ramo de beleza depois de enfrentar uma forte queda de clientes no período pós-pandemia e iniciou um novo negócio com apenas R$ 100 emprestados pelo marido. Em setembro de 2023, ela usou o dinheiro para comprar ingredientes e preparar dez marmitas de feijoada na cozinha da casa de 40 metros quadrados onde morava, no bairro São Bento, em Fortaleza.

Segundo reportagem publicada pela Pequenas Empresas & Grandes Negócios em 26 de junho de 2026, menos de três anos depois aquela produção doméstica havia se transformado na Comidas Caseiras da Ana, operação familiar de delivery com cerca de 7 mil pedidos mensais, equipe de 11 profissionais e faturamento entre R$ 140 mil e R$ 170 mil por mês.

Queda de clientes no salão levou Ana Maria a buscar outra renda

Ana Maria mantinha um salão de beleza dentro da própria residência antes de entrar no setor de alimentação.

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No período posterior à pandemia, porém, a quantidade de clientes caiu drasticamente. A situação levou a então cabeleireira a considerar uma mudança de atividade.

A experiência que desencadeou a nova ideia surgiu durante uma compra de comida feita pelo casal.

Feijoada comprada na rua motivou mudança de ramo

Ana Maria e o marido compraram um kit de feijoada e ficaram insatisfeitos com a qualidade do produto recebido.

Como ela já costumava cozinhar para encontros familiares, enxergou naquele episódio uma possibilidade de negócio.

A ex-cabeleireira decidiu então aproveitar a experiência que já possuía na cozinha para testar a venda de comida caseira na própria vizinhança.

R$ 100 emprestados pelo marido financiaram as primeiras 10 marmitas

O capital inicial veio de um empréstimo feito pelo próprio marido.

Com R$ 100, Ana Maria comprou os ingredientes necessários para preparar dez marmitas de feijoada.

A produção aconteceu na cozinha da casa de 40 metros quadrados, no bairro São Bento, em Fortaleza.

Primeiras marmitas foram vendidas rapidamente aos vizinhos

As dez unidades iniciais tiveram saída rápida entre moradores da região.

Nos primeiros fins de semana, o volume deixou de ser apenas um teste e passou de dez unidades para mais de 40 pedidos por dia.

O crescimento inicial deu à família a indicação de que havia demanda suficiente para estruturar a atividade.

Salão de beleza deu lugar ao negócio de alimentação

Com a procura aumentando, Ana Maria desativou o salão de beleza que funcionava na residência.

O espaço passou a ser direcionado para a nova operação, que mais tarde se consolidou como Comidas Caseiras da Ana.

A garagem da casa no São Bento também foi incorporada à estrutura do negócio familiar, que se desenvolveu com foco em entregas.

Filho de 27 anos estruturou atendimento e estratégia digital

O crescimento contou com participação direta de Francisco Guilherme de Oliveira Damasceno, de 27 anos, filho da fundadora.

Damasceno levou para a empresa a experiência que havia adquirido trabalhando como vendedor no varejo de móveis.

No início, ele analisou concorrentes da região e identificou dificuldades principalmente no atendimento realizado pelos canais digitais.

WhatsApp ganhou scripts e respostas mais rápidas

A análise dos concorrentes levou Francisco Guilherme a estruturar um padrão para a comunicação com os clientes.

Ele criou scripts de atendimento e organizou canais de resposta rápida pelo WhatsApp.

O objetivo era reduzir gargalos na conversa com consumidores à medida que o número de pedidos aumentava.

Instagram virou principal fonte de novos clientes

Com o crescimento do faturamento, parte do lucro excedente passou a ser reinvestida em tráfego pago e produção de conteúdo para as redes sociais.

O Instagram tornou-se o principal canal de aquisição de novos consumidores, utilizando também a imagem da própria Ana Maria para aproximar a marca do público.

A gente percebeu que quanto mais conteúdo para as redes sociais a gente faz, mais barato fica o custo de aquisição de clientes. O cliente que vem da rede social orgânica é mais barato”, explicou Damasceno.

Equipe chegou a 11 profissionais

A operação cresceu até reunir 11 profissionais.

Entre eles, existe um funcionário dedicado exclusivamente à gestão das mídias sociais da empresa.

Ana Maria também continua participando diretamente da preparação dos alimentos, apesar de já contar com cozinheiras na equipe.

Sempre gostei de ir para a cozinha e aperfeiçoar as minhas comidas. Hoje em dia eu tenho as minhas cozinheiras, mas eu mesma gosto de meter a mão e fazer”, afirmou.

Delivery concentra de 95% a 97% do faturamento

A Comidas Caseiras da Ana adquiriu recentemente um ponto físico destinado à cozinha produtiva, mas o negócio permanece concentrado nas entregas.

Segundo a reportagem, entre 95% e 97% do faturamento vem do delivery.

A escolha por não priorizar um grande salão de atendimento está relacionada à estrutura menor necessária para processar muitos pedidos.

Operação usa cinco entregadores fixos e seis nos fins de semana

A logística própria conta com cinco entregadores fixos.

Nos fins de semana, a operação passa a utilizar seis entregadores, além do apoio das frotas de aplicativos como iFood e 99Food.

O valor médio das vendas realizadas pelas plataformas gira em torno de R$ 34, enquanto as vendas diretas ficam, em média, entre R$ 23 e R$ 24.

Filho diz que delivery permite despachar mais pedidos com equipe menor

Francisco Guilherme considera a estrutura de delivery mais eficiente para o modelo desenvolvido pela família.

O delivery precisa de menos gente para operar. Com um quadro reduzido de pessoas, eu consigo despachar muito pedido. É diferente de um salão, onde eu precisaria de muita gente na limpeza, no atendimento e no caixa”, explicou.

Essa lógica orienta também os planos de expansão da empresa.

Filé de frango chega a registrar 280 pedidos em um dia

O cardápio diário tem entre os principais destaques o filé de peito de frango com arroz e batata frita.

O prato pode alcançar 280 pedidos em um único dia, segundo a reportagem.

Outra opção presente na rotina é o Mistão, composto por frango, porco e linguiça.

Feijoada e panelada chegam a cerca de 40 kg nos fins de semana

A feijoada que deu origem ao negócio continua entre os carros-chefes, principalmente nos fins de semana.

Ao lado dela aparece a panelada regional.

A quantidade preparada desses pratos saiu de aproximadamente 3 kg no início para cerca de 40 kg por edição, acompanhando a expansão da demanda.

Negócio alcançou 7 mil pedidos e até R$ 170 mil por mês

Menos de três anos depois das dez primeiras marmitas, a Comidas Caseiras da Ana passou a operar com aproximadamente 7 mil pedidos mensais.

O faturamento mensal varia entre R$ 140 mil e R$ 170 mil, enquanto a equipe chegou a 11 profissionais.

O crescimento ocorreu mantendo a entrega como principal canal da empresa.

Plano para cinco anos é ampliar produção e manter foco no delivery

Ana Maria e Francisco Guilherme não planejam priorizar grandes salões de atendimento nos próximos cinco anos.

O objetivo é adquirir um imóvel maior, melhorar o fluxo da cozinha, ampliar o quadro de funcionários e aumentar o volume de entregas.

A estratégia mantém o delivery no centro do modelo que começou com R$ 100, dez marmitas de feijoada e a cozinha da própria casa.

Para você, o que mais explica o crescimento da Comidas Caseiras da Ana: a qualidade do produto, o atendimento pelo WhatsApp ou a estratégia de divulgação nas redes sociais? Deixe sua opinião nos comentários.

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Comidas Caseiras da Ana


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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