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Ex-cobrador trabalhou por seis anos no transporte coletivo, sofreu acidente durante treinamento para motorista, passou aproximadamente um ano sem andar, retomou os estudos, cursou Eletromecânica e Engenharia, conquistou uma vaga em Medicina na UnB e recebeu o diploma de médico aos 49 anos

Ex-cobrador trabalhou por seis anos no transporte coletivo, sofreu acidente durante treinamento para motorista, passou aproximadamente um ano sem andar, retomou os estudos, cursou Eletromecânica e Engenharia, conquistou uma vaga em Medicina na UnB e recebeu o diploma de médico aos 49 anos

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7 min de leitura

Ex-cobrador trabalhou por seis anos no transporte coletivo, sofreu acidente durante treinamento para motorista, passou aproximadamente um ano sem andar, retomou os estudos, cursou Eletromecânica e Engenharia, conquistou uma vaga em Medicina na UnB e recebeu o diploma de médico aos 49 anos

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 10/08/2026 às 16:27

Atualizado 10/08/2026 às 16:28

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Após trabalhar seis anos como cobrador de ônibus e enfrentar um grave acidente, Gilberto Arruda Rodrigues formou-se em Medicina pela UnB aos 49 anos.

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Cobrador de ônibus por seis anos no Distrito Federal, Gilberto Arruda Rodrigues sofreu um acidente durante o treinamento para motorista, passou aproximadamente um ano sem andar, retomou os estudos, concluiu o curso técnico em Eletromecânica, ingressou em Engenharia e formou-se em Medicina pela UnB aos 49 anos

Gilberto Arruda Rodrigues trabalhou durante seis anos como cobrador de ônibus no Distrito Federal antes de iniciar uma trajetória acadêmica que terminaria com o diploma de Medicina. Durante esse período, ele observava a Universidade de Brasília de dentro do transporte coletivo, mas considerava aquele espaço distante de sua realidade.

O caminho até a formação passou por um acidente durante o treinamento para motorista, aproximadamente um ano sem andar, um curso técnico em Eletromecânica e uma breve experiência na Engenharia. Aos 49 anos, Gilberto concluiu Medicina na mesma universidade que antes enxergava apenas pela janela do ônibus.

Trabalho no transporte começou aos 18 anos

Natural de Taguatinga e criado em Ceilândia, Gilberto entrou no transporte coletivo aos 18 anos. A escolha profissional teve influência direta do pai, que trabalhava como motorista de ônibus e incentivou o filho a procurar uma ocupação no setor.

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Gilberto começou como cobrador e permaneceu nessa função durante seis anos. O trabalho garantia renda para as despesas e também poderia ajudar a financiar uma futura graduação em Educação Física, curso que fazia parte de seus planos naquele período.

Universidade parecia distante da sua realidade

A rotina como cobrador levava Gilberto diariamente por diferentes regiões do Distrito Federal. Em alguns desses trajetos, o ônibus passava diante da Universidade de Brasília.

Gilberto observava a instituição, mas ainda não se imaginava como estudante daquele espaço. O ensino superior permanecia como uma possibilidade distante para quem havia começado a trabalhar cedo e precisava manter a renda.

Registro da infância de Gilberto Arruda com os pais e os seis irmãos, antes da trajetória que o levaria do transporte coletivo à Medicina na UnB.

Treinamento para motorista abriria nova oportunidade

Depois de seis anos trabalhando como cobrador, Gilberto encontrou uma possibilidade de crescimento dentro do próprio transporte coletivo. Ele iniciou a preparação necessária para assumir o volante e se tornar motorista de ônibus.

A mudança de função poderia aumentar sua renda e criar uma nova etapa profissional. O treinamento, entretanto, foi interrompido por um acidente que alterou completamente seus planos.

Gilberto Arruda ao lado de colegas do transporte coletivo, setor onde trabalhou como cobrador antes de iniciar o treinamento para motorista de ônibus.

Acidente aconteceu durante a preparação

Em 2000, Gilberto foi atropelado por um ônibus conduzido por outro funcionário durante o treinamento para motorista.

O impacto comprometeu parte dos movimentos das pernas. Gilberto permaneceu em coma e ouviu que poderia não voltar a andar, transformando uma tentativa de promoção profissional em um prolongado processo de recuperação.

Recuperação durou aproximadamente um ano

Durante aproximadamente um ano, Gilberto ficou impossibilitado de caminhar. O período exigiu tratamentos, acompanhamento médico e uma reorganização dos projetos profissionais que havia construído até aquele momento.

A tentativa de seguir carreira no transporte coletivo foi interrompida. A prioridade passou a ser recuperar os movimentos das pernas e enfrentar as consequências deixadas pelo acidente.

Tratamentos aproximaram Gilberto da Medicina

A convivência com profissionais de saúde durante a recuperação apresentou a Gilberto uma área que ainda não fazia parte de seus planos profissionais.

A Medicina começou a surgir como uma possibilidade justamente durante os tratamentos. Antes de tentar uma vaga, porém, ele ainda precisaria retomar conteúdos escolares e construir um novo caminho até o ensino superior.

Curso técnico marcou a retomada dos estudos

Em 2013, Gilberto concluiu o curso técnico em Eletromecânica no Instituto Federal de Brasília. A formação representou uma etapa importante para quem havia precisado reorganizar a vida depois do acidente.

O curso técnico também mostrou que o retorno aos estudos poderia produzir novas possibilidades profissionais. A experiência seria seguida por uma tentativa de formação universitária fora do Distrito Federal.

Engenharia foi a primeira experiência universitária

Gilberto conseguiu uma vaga em Engenharia Eletrônica na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. A aprovação colocou o antigo cobrador dentro do ensino superior, embora ainda não fosse no curso que mais tarde definiria sua profissão.

A passagem pela Engenharia durou pouco. Gilberto decidiu retornar ao Distrito Federal e deixou o curso, mas não abandonou o projeto de conquistar uma graduação.

Medicina tornou-se o novo objetivo

Depois de retornar, Gilberto passou a direcionar os esforços para Medicina. O interesse estava relacionado às experiências vividas durante os tratamentos para recuperar os movimentos das pernas.

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A mudança exigia preparação para um curso com alta concorrência. Além de reorganizar a rotina, ele precisava revisar conteúdos que não havia aprendido adequadamente no ensino médio.

Gilberto Arruda diante da Faculdade de Medicina da UnB, instituição onde transformou o novo objetivo profissional em formação médica.

Estudos on-line ajudaram na preparação

Gilberto recorreu a cursos on-line para recuperar conhecimentos e se preparar para o Enem. Parte dessa rotina foi compartilhada com a própria filha, que estudava conteúdos semelhantes.

Estudar com a filha permitiu revisar matérias e retomar temas escolares que permaneciam como obstáculos. A preparação avançou até que ele decidisse enfrentar novamente o exame de acesso ao ensino superior.

Aprovação não apareceu nas primeiras chamadas

Em 2017, Gilberto realizou novamente o Enem. Seu nome não apareceu nas primeiras chamadas, criando a impressão de que a tentativa de ingressar em Medicina não havia produzido o resultado esperado.

A busca poderia ter terminado naquele momento. A cunhada, entretanto, incentivou Gilberto a consultar outra lista de aprovados antes de encerrar definitivamente aquela tentativa.

Nome apareceu em outra lista da UnB

Ao verificar a nova relação, Gilberto encontrou o próprio nome entre os aprovados para Medicina na Universidade de Brasília.

A confirmação abriu uma etapa que antes parecia improvável. O antigo cobrador passaria a estudar na mesma universidade que observava de dentro do ônibus durante os anos dedicados ao transporte coletivo.

Graduação em Medicina durou seis anos

Gilberto permaneceu durante seis anos no curso de Medicina. A formação exigiu dedicação às aulas, atividades práticas e demais compromissos acadêmicos necessários para a conclusão da graduação.

A conquista da vaga, entretanto, não eliminou as dificuldades financeiras. Permanecer na universidade também exigia condições para alimentação, moradia e aquisição dos equipamentos utilizados durante o curso.

Auxílios universitários ajudaram na permanência

Durante a graduação, Gilberto contou com auxílios oferecidos pela universidade. Os recursos contribuíram com despesas relacionadas à alimentação, à moradia e à compra de equipamentos acadêmicos.

O apoio permitiu que ele avançasse pelas diferentes etapas do curso. Depois do acidente, do curso técnico, da Engenharia e das tentativas de ingresso, a permanência tornou-se o desafio seguinte.

Diploma foi entregue em maio de 2024

Gilberto recebeu o diploma em 24 de maio de 2024, durante a cerimônia de formatura da turma de Medicina da Universidade de Brasília.

O evento aconteceu no Centro Comunitário Athos Bulcão e marcou o encerramento de uma graduação iniciada depois de diferentes tentativas de retomar os estudos e encontrar uma nova profissão.

Gilberto Arruda celebra a formatura em Medicina pela UnB, realizada em 24 de maio de 2024 no Centro Comunitário Athos Bulcão.

Antigo cobrador tornou-se médico aos 49 anos

Aos 49 anos, Gilberto concluiu Medicina e passou de ex-cobrador de ônibus a médico formado pela UnB.

A mudança profissional começou antes da universidade. Ele entrou no transporte coletivo aos 18 anos, trabalhou seis anos como cobrador, tentou se tornar motorista e precisou interromper os planos depois de ser atropelado durante o treinamento.

Universidade deixou de ser uma realidade distante

O campus que Gilberto observava de dentro do ônibus tornou-se o local onde ele passaria seis anos estudando para exercer uma nova profissão.

Entre o primeiro trabalho no transporte e a entrega do diploma, a trajetória reuniu acidente, reabilitação, curso técnico, passagem pela Engenharia, estudos on-line e uma aprovação encontrada somente depois da consulta a outra lista.

Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa trajetória: os seis anos como cobrador, a recuperação depois do acidente ou a aprovação em Medicina após diferentes tentativas? Deixe seu comentário.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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