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Ex-jogador Ronaldo Fenômeno virou sócio de um clube de R$ 4,2 bilhões com praia artificial em Alphaville, com piscina de ondas de até 2,1 metros para 50 surfistas por hora, longe de qualquer litoral

Ex-jogador Ronaldo Fenômeno virou sócio de um clube de R$ 4,2 bilhões com praia artificial em Alphaville, com piscina de ondas de até 2,1 metros para 50 surfistas por hora, longe de qualquer litoral

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Ex-jogador Ronaldo Fenômeno virou sócio de um clube de R$ 4,2 bilhões com praia artificial em Alphaville, com piscina de ondas de até 2,1 metros para 50 surfistas por hora, longe de qualquer litoral

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 03/08/2026 às 14:24

Atualizado em 03/08/2026 às 14:28

Curiosidades

Ex-jogador Ronaldo Fenômeno virou sócio de clube em Alphaville com praia artificial e ondas de até 2,10 metros.

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O anúncio foi feito em 4 de fevereiro de 2026, em evento na capital paulista. O empreendimento é tocado pela incorporadora BR Soho e fica entre Barueri e Santana de Parnaíba. Os R$ 4,2 bilhões correspondem à expectativa de vendas, e não ao custo da obra.

Ele apareceu segurando uma prancha e brincou sobre o tempo em que pegava jacaré nas praias do Rio de Janeiro. Foi assim que o ex-jogador Ronaldo Fenômeno anunciou, em 4 de fevereiro de 2026, durante café da manhã em São Paulo, que se tornou sócio do Reserva Beach Club, empreendimento com praia artificial e piscina de ondas em Alphaville, na Grande São Paulo.

O clube é liderado pela incorporadora BR Soho e tem valor geral de vendas estimado em R$ 4,2 bilhões. A piscina foi projetada para gerar ondas de até 2,10 metros de altura e atender até 50 surfistas por hora, em um bairro que fica a mais de 60 quilômetros do litoral paulista.

O que significam esses R$ 4,2 bilhões

Ex-jogador Ronaldo Fenômeno virou sócio de clube em Alphaville com praia artificial e ondas de até 2,10 metros.

Convém esclarecer o número logo, porque ele é frequentemente lido como custo da obra e não é isso. Valor geral de vendas, ou VGV, é a soma de tudo o que o empreendimento espera arrecadar com a comercialização, e não o que será gasto para construí lo.

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O investimento inicial declarado gira em torno de R$ 1 bilhão. Só a piscina de ondas aparece com orçamento próprio nas publicações sobre o projeto, embora os valores divirjam: uma reportagem cita R$ 100 milhões e outra, R$ 160 milhões. Ou seja, os R$ 4,2 bilhões descrevem a expectativa de receita da incorporadora, não o tamanho da construção.

Como o clube será vendido

A comercialização não funciona por unidade imobiliária, e sim por título patrimonial, modelo comum em clubes de alto padrão no Brasil. O comprador adquire uma cota que dá acesso permanente às instalações.

Os títulos familiares foram anunciados a R$ 630 mil cada, com 3,5 mil unidades disponíveis. Vale registrar que a conta direta entre esses dois números não fecha com o valor geral de vendas divulgado, o que sugere a existência de outras categorias de título, de etapas adicionais de comercialização ou de reajuste previsto ao longo do lançamento. As publicações consultadas não detalham essa composição. Os recursos captados financiam as etapas de construção.

A tecnologia por trás das ondas

O sistema é o coração do projeto e o que justifica o preço. A piscina usa tecnologia pneumática, baseada em pressão e vácuo, que empurra a água de forma controlada para formar cada onda.

O fornecedor citado nas reportagens é a empresa Surf Loch, com o modelo apontado como WaveBender, descrito como inédito no mundo. O sistema permite configurar formato, tamanho e intensidade de cada série, atendendo simultaneamente iniciantes, intermediários e praticantes avançados em setores diferentes da mesma piscina. A operação independe de condição climática e funciona o ano inteiro, o que é justamente a promessa comercial de qualquer piscina de ondas.

Os números

Ex-jogador Ronaldo Fenômeno virou sócio de clube em Alphaville com praia artificial e ondas de até 2,10 metros.

Aqui vale a ressalva, porque as publicações sobre o empreendimento divergem em vários pontos e o leitor merece saber quais são. A área total do complexo aparece como 169 mil metros quadrados na maioria das reportagens e como 137 mil metros quadrados em outras.

A praia artificial é descrita como tendo mais de 25 mil metros quadrados em quase todos os textos, e 23 mil metros quadrados em uma publicação especializada em surfe. A duração de cada onda também oscila: material comercial do próprio clube fala em 18 segundos, enquanto reportagens de veículos de negócios citam 22 segundos. Já a data de inauguração aparece como dezembro de 2026 na maioria das publicações e como 2027 em pelo menos uma. Diferenças desse tipo são comuns em projeto que passa por revisões entre o anúncio e a execução.

Onde exatamente fica

O terreno está em Alphaville, região de condomínios de alto padrão que se estende entre os municípios de Barueri e Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. O bairro existe há pouco mais de cinquenta anos.

A localização é o que dá o gancho da história. Alphaville fica longe do mar e o acesso ao litoral paulista, pela Rodovia dos Imigrantes ou pela Anchieta, envolve descer a serra e enfrentar trânsito pesado nos fins de semana. É esse deslocamento que o empreendimento se propõe a substituir para um público específico: quem mora na região oeste metropolitana e tem R$ 630 mil disponíveis para um título de clube.

O que mais o complexo terá

Ex-jogador Ronaldo Fenômeno virou sócio de clube em Alphaville com praia artificial e ondas de até 2,10 metros.

A piscina não é a única atração prevista. O projeto inclui quadras de tênis e beach tennis, quadras de padel e squash, simulador de esqui, tirolesa e arvorismo.

Também estão previstos espaços gastronômicos, spa, biblioteca, áreas de coworking, espaço infantil e áreas verdes preservadas de mata nativa. A proposta declarada é de clube voltado a lazer, esporte e convivência familiar, e não apenas a surfe. É o modelo de clube completo que vem crescendo no país, em que a modalidade principal funciona como chamariz e o restante da estrutura sustenta a frequência ao longo do ano.

Quem toca a obra

A BR Soho atua há mais de três décadas em Alphaville e responde por vários dos principais empreendimentos da região. A empresa é comandada por Maurício Gariglia, que atua como presidente executivo, e por Gianlucca Gariglia, diretor de marketing.

A incorporadora é controlada pelo Fundo de Investimentos Avignon e possui mais de 1 milhão de metros quadrados em áreas, distribuídos em lotes que variam de 5 mil a 150 mil metros quadrados. Para a execução do clube, a empresa se associou à construtora Rocontec, que tem experiência em parques aquáticos e piscinas de ondas. O projeto arquitetônico é assinado por Carlos Mauad e Rogério Perez, com participação da arquiteta Leonice Alves.

Por que o ex-jogador entrou nesse negócio

A explicação apresentada por ele tem a ver com o tipo de investimento que passou a buscar depois de sair da gestão de clubes de futebol. Ele vendeu as ações que tinha no Cruzeiro em 2024 e no Real Valladolid, da Espanha, em maio de 2025.

Segundo ele, o novo setor oferece ambiente mais previsível e menos volátil emocionalmente que o futebol. Ao comentar a entrada no projeto, afirmou considerar um desafio interessante participar de algo que pode deixar legado para milhares de famílias da região e disse que a proposta vai além da experiência do surfe. Ele não divulgou o valor da própria participação societária, e nenhuma das publicações consultadas informa o percentual que lhe cabe.

Os outros negócios dele fora do futebol

O beach club marca a estreia formal dele no setor imobiliário, mas não é o primeiro empreendimento fora dos gramados. Ele comanda a agência Octagon Brasil e mantém investimentos em entretenimento por meio da Oddz Network.

Há também um desdobramento posterior dentro do próprio clube. Em abril de 2026, ele anunciou o Galacticos House, projeto de clube de tênis e networking a ser instalado dentro do Reserva Beach Club, com inauguração prevista para 2027. Ou seja, a participação societária evoluiu para uma operação própria dentro do complexo, e não ficou restrita ao aporte inicial.

O que ainda não está definido

A lista de pontos em aberto é relevante para quem acompanha o projeto. Não há divulgação do percentual societário do ex-jogador, do cronograma detalhado por fase, do valor final de cada categoria de título nem da capacidade total de associados.

Também não há informação pública sobre licenciamento ambiental, consumo de água da piscina de ondas ou sistema de tratamento e reúso previsto. Esse último ponto costuma ser central em projetos do tipo: piscinas de onda de grande porte trabalham com volumes elevados de água e demandam sistemas de filtragem contínua, tema que ganha peso em uma região metropolitana que já enfrentou crises de abastecimento. Nenhuma das publicações consultadas aborda esse aspecto.

O que vem depois de Alphaville

Conversas iniciais apontam para a possibilidade de replicar o modelo em outras capitais brasileiras. Belo Horizonte e Goiânia aparecem como cidades em estudo para futuras unidades.

A expansão, porém, depende inteiramente do desempenho da primeira operação. Piscinas de onda são caras de construir e caras de operar, e o histórico internacional do setor mostra tanto casos de sucesso quanto empreendimentos que não se sustentaram. Enquanto a unidade de Alphaville não abrir e mostrar frequência real, qualquer projeção de expansão permanece no campo da intenção.

O que a história diz sobre o mercado

Existe um movimento maior por trás desse anúncio específico. Clubes premium com infraestrutura esportiva completa vêm se multiplicando no Brasil, atraindo famílias de alta renda que buscam lazer exclusivo sem depender de deslocamento longo.

A entrada de um nome conhecido no negócio cumpre função dupla: aporta capital e entrega visibilidade. A parceria anunciada inclui campanha de marketing com a imagem dele ao longo do ano seguinte, voltada ao público de alto poder aquisitivo da região. É uma associação comercial explícita, e vale lê la como tal. Sobre a própria relação com o esporte que dá nome ao clube, ele foi honesto: disse que pretende aprender a surfar até a inauguração.

E você, pagaria por um título de clube para surfar longe do mar? Conta aqui nos comentários se você acha que piscina de ondas substitui a experiência da praia ou se é coisa completamente diferente, e diga também o que você acha de projetos desse porte em região metropolitana.

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Ronaldo


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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