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Ex-motorista de ônibus trabalhou por 10 anos no transporte urbano, passou cinco deles saindo de casa às 4h para conciliar emprego e faculdade, trocou Farmácia por Odontologia, conquistou o diploma de cirurgião-dentista e ainda ficou em primeiro lugar em processo seletivo da Secretaria de Saúde com apenas duas vagas

Ex-motorista de ônibus trabalhou por 10 anos no transporte urbano, passou cinco deles saindo de casa às 4h para conciliar emprego e faculdade, trocou Farmácia por Odontologia, conquistou o diploma de cirurgião-dentista e ainda ficou em primeiro lugar em processo seletivo da Secretaria de Saúde com apenas duas vagas

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Ex-motorista de ônibus trabalhou por 10 anos no transporte urbano, passou cinco deles saindo de casa às 4h para conciliar emprego e faculdade, trocou Farmácia por Odontologia, conquistou o diploma de cirurgião-dentista e ainda ficou em primeiro lugar em processo seletivo da Secretaria de Saúde com apenas duas vagas

Escrito por Carla Teles

Publicado em 08/08/2026 às 13:39

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Ex-motorista de ônibus deixa o transporte urbano, conclui Odontologia, vira cirurgião-dentista e fica em 1º em processo seletivo. Imagem: Arquivo pessoal.

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Motorista de ônibus por uma década em Cariacica, no Espírito Santo, José Ribeiro conciliou trabalho e faculdade durante cinco anos, saindo de casa às 4h, mudou de Farmácia para Odontologia, conquistou o diploma de cirurgião-dentista e alcançou o primeiro lugar em seleção da Secretaria de Saúde que oferecia duas vagas.

José Ribeiro trabalhou durante dez anos no transporte urbano em Cariacica, no Espírito Santo, e passou metade desse período tentando transformar a rotina de motorista de ônibus em uma ponte para outra profissão. Durante cinco anos, saía de casa às 4h para trabalhar e seguia à noite para a faculdade, até concluir Odontologia e se tornar cirurgião-dentista.

A trajetória foi publicada pelo Só Notícia Boa em 23 de abril de 2021, quando José comemorava não apenas a conclusão do curso, mas também o primeiro lugar em um processo seletivo para cirurgião-dentista da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, a Sesa. A seleção oferecia somente duas vagas, acrescentando um novo capítulo à mudança profissional construída enquanto ele ainda trabalhava no transporte coletivo.

Trabalho no transporte começou como cobrador

Imagem: Arquivo pessoal.

José entrou no setor de transporte coletivo aos 23 anos, inicialmente trabalhando como cobrador de ônibus. Poucos meses depois, conseguiu uma promoção e passou a construir uma trajetória profissional que, ao todo, duraria dez anos dentro da empresa de transporte urbano Sistema Transcol, em Cariacica.

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Apesar da estabilidade proporcionada pelo emprego, o trabalho no transporte não encerrou o desejo de cursar uma faculdade. José queria alcançar uma nova formação profissional, mas ainda precisava transformar esse projeto em algo compatível com sua realidade financeira, familiar e com uma jornada diária de trabalho.

Incentivo da irmã levou José ao vestibular

O impulso para começar a graduação veio com o apoio da irmã, que o incentivou a prestar vestibular. A tentativa deu resultado, e José conseguiu uma bolsa de 50% por meio do Programa Universidade para Todos, o Prouni, para iniciar uma graduação em Farmácia.

A entrada no ensino superior representava uma mudança importante para quem havia construído sua vida profissional no transporte coletivo. A bolsa reduziu parte do custo da faculdade, mas não eliminou a necessidade de continuar trabalhando, fazendo com que emprego e estudos precisassem coexistir durante os anos seguintes.

Farmácia durou poucos meses antes da mudança

A primeira escolha de José no ensino superior não se tornou sua profissão definitiva. Depois de alguns meses cursando Farmácia, ele percebeu que seu interesse estava em outra área e decidiu pedir transferência para Odontologia.

A mudança aproximou o estudante de um objetivo que, segundo o relato publicado em 2021, já fazia parte de seus planos. Ser cirurgião-dentista era o caminho profissional que José realmente queria seguir, ainda que isso significasse continuar enfrentando uma rotina exigente entre trabalho, deslocamentos e faculdade.

Motorista de ônibus saía de casa às 4h

Durante cinco anos, a rotina começou antes do amanhecer. José saía de casa às 4h para cumprir sua jornada profissional como motorista de ônibus e, depois do trabalho, seguia para a faculdade no período noturno.

Essa sequência se repetiu durante metade dos dez anos em que permaneceu no transporte urbano. O diploma não foi conquistado após deixar o emprego, mas enquanto José ainda precisava conciliar as duas atividades, fazendo do tempo disponível entre trabalho, estudo e família uma parte central de sua formação.

Faculdade ocupava as noites durante cinco anos

Quando terminava a jornada no transporte, José ainda tinha outra parte importante do dia pela frente. As aulas de Odontologia aconteciam à noite, período no qual precisava acompanhar conteúdos teóricos e práticos depois de começar a rotina profissional várias horas antes.

Foram cinco anos nessa dinâmica até chegar à formação. A duração da graduação coincidiu com os últimos cinco anos de sua passagem pelo transporte urbano, período em que a profissão exercida durante o dia financiava e sustentava, na prática, a preparação para a carreira que pretendia assumir no futuro.

Família participou diretamente da trajetória

Imagem: Arquivo pessoal.

José era casado e pai de uma menina de 10 anos quando sua história foi publicada. O suporte familiar aparece no relato como um dos elementos importantes para que ele conseguisse manter os estudos durante uma rotina que começava ainda de madrugada.

O próprio recém-formado reconheceu a importância desse apoio ao longo da graduação. Conciliar trabalho, faculdade e responsabilidades familiares exigia uma organização que não dependia apenas dele, especialmente durante os períodos em que compromissos acadêmicos se somavam à jornada profissional.

Colegas de trabalho também ajudaram durante graduação

O apoio não ficou restrito à família. José relatou que a empresa e os colegas de trabalho colaboraram durante o período da faculdade, especialmente quando precisava ajustar situações relacionadas à graduação.

Segundo ele, podia contar com essa ajuda quando surgiam necessidades durante o curso. A relação construída dentro do ambiente profissional acabou contribuindo para uma mudança de carreira que, no futuro, significaria justamente deixar o transporte para trabalhar como cirurgião-dentista.

Dez anos no transporte chegaram ao fim

Ao completar a formação em Odontologia, José encerrava uma etapa profissional iniciada anos antes como cobrador e consolidada como motorista de ônibus. Foram dez anos vinculados ao transporte urbano até que a graduação possibilitasse uma nova direção para a carreira.

A transição não ocorreu de maneira imediata ou isolada. Durante cinco desses dez anos, a antiga e a futura profissão existiram ao mesmo tempo na rotina de José, uma durante a jornada de trabalho e outra nas salas e atividades da faculdade.

Diploma de Odontologia confirmou mudança profissional

A conclusão da graduação transformou oficialmente José em cirurgião-dentista. Depois de começar Farmácia, mudar de curso e passar cinco anos conciliando faculdade e transporte coletivo, ele finalmente obteve a formação necessária para atuar na profissão que havia escolhido.

O diploma, porém, não foi o único resultado alcançado naquele período. Enquanto comemorava a formação, José também já havia conseguido um desempenho expressivo em uma seleção pública da área da saúde, ampliando imediatamente suas possibilidades profissionais após deixar o volante do ônibus.

Primeiro lugar veio em processo seletivo com duas vagas

José conquistou o primeiro lugar em um processo seletivo para cirurgião-dentista da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo. O resultado ganhou ainda mais relevância porque a seleção disponibilizava apenas duas vagas para a função.

A colocação ocorreu em um momento de transição entre duas carreiras bastante diferentes. Depois de anos transportando passageiros pelas ruas de Cariacica, o ex-motorista de ônibus passou a disputar espaço profissional diretamente na área para a qual havia estudado durante cinco anos.

Aprovação abriu nova etapa depois da faculdade

O primeiro lugar no processo seletivo representou uma oportunidade concreta de colocar a formação em prática. Em vez de concluir a graduação sem perspectiva imediata na área, José já encerrava aquele ciclo com uma colocação de destaque em uma seleção da Secretaria de Saúde.

O resultado também mostra que a mudança profissional não terminou na obtenção do diploma. A formação foi seguida pela tentativa de ingressar efetivamente no mercado como cirurgião-dentista, transformando anos de estudo paralelo ao trabalho em uma possibilidade real de atuação na nova carreira.

Especialização já estava entre os próximos planos

Depois da graduação, José afirmou que pretendia continuar investindo na carreira e realizar uma especialização. A intenção era aprofundar a formação profissional e melhorar as condições de vida para ele e para a família.

Sua motivação estava diretamente ligada ao trabalho escolhido. José dizia querer oferecer um sorriso melhor às pessoas, sinalizando que a conclusão da faculdade não era vista como ponto final de sua formação, mas como início de uma trajetória dentro da Odontologia.

De cobrador a cirurgião-dentista

Imagem: Arquivo pessoal.

A mudança profissional começou muito antes da formatura. José entrou no transporte aos 23 anos como cobrador, tornou-se motorista de ônibus, iniciou Farmácia com uma bolsa parcial, percebeu que queria Odontologia e passou cinco anos dividindo seus dias entre trabalho e graduação.

Quando esse período terminou, ele havia acumulado dez anos no transporte urbano, conquistado o diploma de cirurgião-dentista e alcançado o primeiro lugar em um processo seletivo com apenas duas vagas. A trajetória mostra uma mudança construída em etapas, sem que José pudesse simplesmente abandonar o emprego enquanto estudava para a nova profissão.

Motorista de ônibus transformou cinco anos de rotina em nova carreira

Durante cinco anos, sair de casa às 4h significava cumprir uma jornada que só terminaria depois das aulas noturnas. O antigo motorista de ônibus manteve essa rotina até concluir Odontologia, encerrando uma década no transporte urbano com uma nova formação e uma oportunidade concreta de ingresso na área da saúde.

O primeiro lugar na seleção da Sesa acrescentou um resultado objetivo à mudança profissional iniciada anos antes. Entre o primeiro trabalho como cobrador, a passagem pelo volante, a troca de Farmácia por Odontologia e a conclusão da faculdade, José construiu uma carreira completamente diferente sem interromper a responsabilidade de trabalhar. Na sua opinião, o que mais chama atenção nessa trajetória: os cinco anos conciliando emprego e faculdade ou o primeiro lugar conquistado logo após a formação? Deixe seu comentário.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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