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Ex-professora recebe pagamento errado de 3,8 milhões por erro na folha do governo, começa a gastar e termina condenada a quatro anos de prisão

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3 min de leitura

Ex-professora recebe pagamento errado de 3,8 milhões por erro na folha do governo, começa a gastar e termina condenada a quatro anos de prisão

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 20/08/2026 às 08:54

Atualizado em 20/08/2026 às 08:55

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Ex-professora recebeu a quantia por falha na folha do governo, movimentou parte dos recursos e viu o caso terminar na Justiça anos depois; cerca de SBD 2,4 milhões foram recuperados.

Um pagamento errado de aproximadamente 3,8 milhões de dólares das Ilhas Salomão (SBD) depositado na conta de uma professora acabou em uma condenação a quatro anos de prisão. O dinheiro entrou na conta da funcionária por causa de um erro na folha de pagamento do governo em dezembro de 2017. Parte foi sacada ou transferida antes que a falha fosse identificada meses depois.

A ex-professora, identificada pela imprensa local como Cecilia Tome, foi considerada culpada por larceny, ou furto, envolvendo aproximadamente SBD 1,3 milhão de recursos públicos.

A sentença de quatro anos de prisão foi aplicada pelo Honiara Magistrates Court em 5 de janeiro de 2026. O caso havia começado anos antes com uma acusação de desvio de recursos públicos.

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Pagamento errado colocou SBD 3,8 milhões na conta da professora

De acordo com a Royal Solomon Islands Police Force (RSIPF), o problema começou após um erro de digitação cometido por um então funcionário público ligado ao Ministério das Finanças e Tesouro.

A falha provocou grandes depósitos na conta bancária da professora durante dois períodos de pagamento em dezembro de 2017. No total, foram creditados SBD 3.806.297,77.

Segundo a polícia, em vez de informar o erro ao Ministério da Educação e Desenvolvimento de Recursos Humanos, seu empregador, a beneficiária começou a retirar grandes quantias em espécie. A investigação também apontou transferências para uma segunda conta bancária de sua titularidade e para contas pertencentes a outras pessoas.

O problema permaneceu sem ser identificado durante meses. Somente em julho de 2018, funcionários dos ministérios da Educação e das Finanças encontraram a discrepância nos pagamentos.

Governo conseguiu recuperar cerca de SBD 2,4 milhões

Quando o erro foi descoberto, ainda havia uma parcela significativa do dinheiro nas contas vinculadas à professora.

A RSIPF informou que o ANZ Bank, após solicitação do Ministério das Finanças, conseguiu assegurar e devolver ao governo SBD 2.412.301,47. O valor inicialmente relacionado ao suposto delito pela polícia foi de aproximadamente SBD 1,39 milhão.

Anos depois, o comunicado oficial do governo das Ilhas Salomão resumiu os números como SBD 3,8 milhões depositados indevidamente, SBD 2,4 milhões recuperados e aproximadamente SBD 1,3 milhão não recuperado. O documento também informa que a beneficiária transferiu e gastou parte dos recursos.

Caso iniciado em 2020 terminou em condenação anos depois

A investigação criminal levou à prisão e acusação da então funcionária em 25 de agosto de 2020. Naquele momento, a polícia registrou uma acusação de Embezzlement by Public Servant, relacionada ao uso de dinheiro público depositado incorretamente em sua conta.

No processo que chegou ao novo julgamento, porém, Cecilia Tome passou a responder por Simple Larceny, segundo o Solomon Star. O veículo informou em outubro de 2025 que o caso envolvia mais de SBD 3 milhões pagos por engano e uma acusação de furto simples relacionada aos recursos que não haviam sido recuperados.

A decisão final veio em janeiro de 2026. O Honiara Magistrates Court determinou quatro anos de prisão.

Após o caso, o governo informou que sua equipe de folha de pagamento reforçou os procedimentos de conferência, incluindo maior atenção a pagamentos quinzenais que ultrapassem os níveis salariais normais e não possam ser explicados por ajustes autorizados.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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