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Exército mobiliza 3,5 mil militares e 200 veículos no Rio de Janeiro para simular uma guerra entre países fictícios, testando blindados, defesa antidrone, comando, logística e prontidão durante treinamento militar que encerrou ciclo planejado desde 2025 no Campo de Gericinó

Exército mobiliza 3,5 mil militares e 200 veículos no Rio de Janeiro para simular uma guerra entre países fictícios, testando blindados, defesa antidrone, comando, logística e prontidão durante treinamento militar que encerrou ciclo planejado desde 2025 no Campo de Gericinó

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Exército mobiliza 3,5 mil militares e 200 veículos no Rio de Janeiro para simular uma guerra entre países fictícios, testando blindados, defesa antidrone, comando, logística e prontidão durante treinamento militar que encerrou ciclo planejado desde 2025 no Campo de Gericinó

Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges

Publicado em 16/08/2026 às 22:00

Atualizado em 16/08/2026 às 22:01

Forças Armadas

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

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Entre 10 e 12 de agosto de 2026, militares participaram da simulação viva do Exercício Membeca no Campo de Instrução de Gericinó. A atividade reuniu 200 viaturas, blindados, obuseiros, drones, defesa antiaérea, hospital de campanha, tropas paraquedistas e aviação para avaliar integração operacional e apoio logístico em cenário convencional conjunto.

Cerca de 3,5 mil militares e 200 viaturas foram mobilizados no Rio de Janeiro para a fase de simulação viva do Exercício de Campanha Membeca. Realizada entre 10 e 12 de agosto de 2026, a atividade colocou tropas, estruturas de apoio e equipamentos no terreno para testar decisões, deslocamentos e coordenação em um cenário controlado.

O treinamento encerrou um ciclo de preparação planejado desde 2025 e desenvolvido em três modalidades: construtiva, virtual e viva. O contexto adotado foi o de um conflito convencional entre países fictícios, conforme informou a 1ª Divisão de Exército, sem relação com uma guerra real em andamento.

Simulação viva encerrou preparação iniciada nos ambientes virtual e construtivo

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

Antes da movimentação no Campo de Instrução de Gericinó, comandantes e estados-maiores haviam participado da simulação construtiva. Nessa etapa, decisões reais eram tomadas sobre tropas e recursos representados no sistema, permitindo revisar planejamento tático, fluxo de informações e respostas a mudanças do cenário sem mobilizar toda a estrutura no terreno.

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Na simulação virtual, os participantes operaram equipamentos reproduzidos em ambiente digital para aperfeiçoar procedimentos com menor exposição a riscos e custos. Segundo o Exército Brasileiro, em publicação de 14 de agosto de 2026, a fase viva fechou esse ciclo ao reunir combatentes, viaturas e dispositivos de engajamento tático no campo. As três etapas avaliaram competências diferentes de uma mesma operação.

O número divulgado na comunicação oficial foi de aproximadamente 3,5 mil militares, e não 4,5 mil. Entre as 200 viaturas estavam veículos blindados, enquanto os meios empregados também incluíram obuseiros, sistemas de comando e controle, equipamentos antidrones e uma estrutura hospitalar de campanha.

A dimensão do exercício não foi medida apenas pela quantidade de pessoas ou veículos. O principal desafio estava em fazer unidades com funções distintas operarem de forma coordenada, mantendo comunicação, apoio logístico e capacidade de decisão durante uma sequência de situações simuladas.

Engenharia abriu a primeira jornada com travessia de curso d’água

A fase viva começou com uma transposição conduzida pela Engenharia do Exército. Passadeiras de alumínio e botes foram empregados para permitir a travessia de um curso d’água, uma situação que exigiu sincronização entre quem preparava a passagem e as frações que precisavam continuar o deslocamento.

O exercício não divulgou resultados individuais ou notas de desempenho dessa etapa. A informação disponível mostra que a travessia integrou a sequência de avaliações operacionais. Em treinamentos dessa natureza, a Engenharia funciona como elo de mobilidade para as demais tropas, enquanto os comandantes observam tempo, coordenação e continuidade da manobra.

Durante a noite, militares verificaram o funcionamento de sistemas de comando e controle, dos blindados e dos dispositivos de defesa contra drones. A estrutura do Hospital de Campanha também entrou na avaliação, ampliando o teste para além dos movimentos realizados diretamente pelas unidades de combate.

A combinação evidencia que a prontidão depende de recursos que muitas vezes ficam fora das imagens mais visíveis de um treinamento. Comunicação, atendimento de saúde, circulação de informações e proteção contra ameaças aéreas não tripuladas precisam acompanhar as tropas. Sem essas camadas de apoio, a presença de veículos e armamentos não garante integração operacional.

Segundo dia reuniu defesa antiaérea, ajuda humanitária e artilharia

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

No segundo dia, o treinamento incluiu a neutralização simulada de alvos aéreos com o sistema de mísseis RBS-70. A atividade avaliou a defesa antiaérea dentro do cenário convencional e foi apresentada pelo Exército como parte do conjunto de capacidades testadas, sem divulgação de parâmetros técnicos ou resultados detalhados.

Também foram realizadas simulações de ajuda humanitária. A inclusão desse componente mostrou que o planejamento reuniu demandas de natureza diferente no mesmo ambiente, exigindo organização de pessoal, meios de transporte e suporte. A resposta humanitária acrescentou uma dimensão logística e de coordenação ao exercício militar.

Disparos coordenados de obuseiros de 105 milímetros integraram a Operação Sentinela Alerta. A artilharia participou do roteiro ao lado de outras especialidades, permitindo observar como ordens e informações circulavam entre comandos e unidades responsáveis por funções distintas.

No período noturno, a 11ª Brigada de Infantaria de Montanha realizou deslocamento ferroviário e uma ação simulada de ataque. O uso da ferrovia acrescentou outro modal ao planejamento. Mover uma força e mantê-la conectada ao restante da operação representou parte central da avaliação logística.

Ataques mecanizado e aeromóvel marcaram o encerramento em Gericinó

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

O terceiro dia concentrou simulações de ataque mecanizado e aeromóvel, além de ações de segurança de flanco. A coordenação ficou a cargo da 9ª Brigada de Infantaria Mecanizada, vinculada ao Grupamento de Unidades Escola, conforme a identificação apresentada na publicação oficial.

Nessa fase, os militares precisaram articular movimentos terrestres e aéreos dentro de um mesmo roteiro. A segurança de flanco buscou testar a proteção das laterais da força durante a progressão, enquanto os comandos acompanhavam a atuação conjunta das frações mobilizadas.

A Aviação do Exército assumiu o papel de Força Oponente. Isso significa que participou do treinamento representando o lado adversário do cenário fictício, criando situações destinadas a testar a reação, a adaptação e a troca de informações entre as unidades avaliadas.

A presença de uma força oponente tornou o exercício menos previsível para os participantes, mas não transformou a atividade em confronto real. Tudo ocorreu como adestramento institucional, com objetivos previamente definidos e emprego de recursos de simulação no Campo de Instrução de Gericinó.

Operação Saci mobilizou tropas paraquedistas entre Itaguaí e Seropédica

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

Em paralelo ao Exercício Membeca, a Brigada de Infantaria Paraquedista realizou a Operação Saci. Precursores foram infiltrados por salto livre, meios motorizados, ferrovia e deslocamento a pé para preparar a zona de lançamento de Itaguaí e estabelecer o controle simulado do aeródromo local.

A sequência combinou diferentes formas de chegada a uma mesma área. O propósito declarado foi verificar se planejamento, transporte, comunicações e atuação no terreno permaneciam conectados, inclusive quando grupos seguiam por rotas e modais distintos antes de se reunirem para a missão prevista.

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

Em Seropédica, a Força-Tarefa Velame, formada pelo 27º Batalhão de Infantaria Paraquedista, realizou pouso de assalto em aeronaves C-105 e KC-390 da Força Aérea Brasileira, salto semiautomático e cerco na região de uma olaria desativada. A participação da FAB acrescentou integração entre forças ao treinamento.

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

A Força-Tarefa Santos Dumont, do 26º Batalhão, conduziu um assalto aeroterrestre noturno para estabelecer uma cabeça de ponte. Já a Força-Tarefa Afonsos, do 25º Batalhão, executou uma ação aeroterrestre diurna, avançou na região de Chaperó e participou de outro cerco simulado. As três formações receberam tarefas complementares dentro do mesmo contexto de prontidão.

Drones, comunicações e hospital ampliaram o alcance da avaliação

Exército reúne 3,5 mil militares e 200 viaturas no Rio para testar blindados, drones, logística e prontidão no Exercício Membeca.
imagem: Exército brasileiro

Ao comentar a complexidade da operação, o comandante militar do Leste, general de Exército Pedro Celso Coelho Montenegro, destacou a integração das funções de combate e o uso de meios modernos, entre eles os drones. A declaração foi apresentada no balanço oficial como parte da avaliação sobre o emprego da 1ª Divisão de Exército.

Os dispositivos antidrones apareceram entre as capacidades verificadas durante a noite. A publicação não detalhou modelos, alcance ou desempenho dos sistemas. Por isso, o dado seguro é que essa defesa integrou o treinamento ao lado dos blindados e dos sistemas de comando e controle, sem permitir conclusões públicas sobre eficácia comparativa.

A instalação do Hospital de Campanha colocou a assistência de saúde dentro do planejamento operacional. Essa estrutura precisa acompanhar deslocamentos e receber informações compatíveis com a movimentação das tropas, tornando-se também um teste de logística, comunicações e capacidade de apoio em condições de campo.

A prontidão observada no exercício foi tratada como uma cadeia de capacidades interdependentes. Os militares na linha de ação dependiam de transporte, orientação dos comandos, manutenção do fluxo de dados e suporte médico. O treinamento buscou examinar justamente essa conexão, e não apenas atuações isoladas.

Prontidão de 24 horas foi associada à Brigada Paraquedista

De acordo com o Exército, a Operação Saci validou capacidades operacionais e logísticas da Brigada de Infantaria Paraquedista. A unidade faz parte do Sistema de Prontidão da Força Terrestre e deve estar apta ao desdobramento em até 24 horas depois de acionada.

Essa referência temporal se aplica à brigada inserida no sistema, não ao conjunto dos 3,5 mil participantes do Exercício Membeca. Distinguir os dois dados evita transformar uma capacidade específica em característica automática de todas as organizações mobilizadas.

O exercício também permitiu avaliar a ação de comando em diferentes níveis. Estados-maiores, brigadas, batalhões e estruturas de apoio precisaram receber informações, tomar decisões e executar tarefas dentro de um encadeamento comum, após as fases preparatórias realizadas em ambientes construtivo e virtual.

O balanço divulgado pelo Exército não apresentou custos, incidentes, índice de acerto ou uma classificação final das unidades. Assim, não há base pública para afirmar que todos os objetivos foram cumpridos de maneira integral. O que a fonte confirma é a realização das atividades e a validação declarada da capacidade logística e operacional da Brigada Paraquedista.

Exercício simulou guerra fictícia, mas produziu avaliações concretas

O cenário entre países inventados forneceu um contexto para testar emprego convencional sem associar o treinamento a um adversário real. Nele, os militares enfrentaram problemas simulados de mobilidade, defesa aérea, comando, apoio humanitário, atendimento em campanha e integração entre forças terrestres e aviação.

A simulação serviu para transformar planos elaborados desde 2025 em decisões observáveis no terreno. Ao reunir 3,5 mil participantes e 200 viaturas durante três dias, o Exercício Membeca permitiu que o Comando Militar do Leste acompanhasse como diferentes capacidades funcionavam quando acionadas em sequência.

A mobilização chama atenção pelo tamanho, mas os elementos menos visíveis — logística, comunicação, saúde e coordenação — foram igualmente centrais no relato oficial. Na sua opinião, qual aspecto deveria receber mais atenção pública em exercícios desse porte: transparência sobre custos, segurança das atividades, preparação tecnológica ou capacidade de resposta humanitária?

Conte nos comentários qual desses pontos considera mais importante e por quê. O debate fica mais útil quando compara objetivos, recursos empregados e informações efetivamente divulgadas, sem confundir um cenário fictício de treinamento com uma operação militar real.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

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