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Expansão acelerada da energia solar na China está ligada a queda de 2,1% na diversidade de aves em mais de 2.300 municípios, revela estudo

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4 min de leitura

Expansão acelerada da energia solar na China está ligada a queda de 2,1% na diversidade de aves em mais de 2.300 municípios, revela estudo

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 21/08/2026 às 03:54

Energia Solar

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Estudo de dez anos analisou 2.344 municípios chineses e associou políticas mais intensas de expansão fotovoltaica à redução da biodiversidade de aves, sobretudo em regiões mais ricas e não desérticas.

Um estudo que analisou 2.344 municípios chineses entre 2014 e 2023 associou políticas mais intensas de energia solar à redução da diversidade de aves, com queda de 2,10% no índice local a cada desvio padrão adicional na intensidade dos incentivos.

Estudo acompanhou 2.344 municípios durante dez anos

A pesquisa foi liderada por Huiming Zhang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da Informação de Nanjing, e combinou observações de aves, dados sobre a expansão da infraestrutura solar e informações econômicas regionais.

O levantamento cobriu o período de 2014 a 2023 e buscou medir como o avanço da geração fotovoltaica e das políticas destinadas a promovê-la se relacionava com mudanças na diversidade de aves em escala local.

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Segundo os pesquisadores, políticas mais rigorosas de expansão solar apresentaram associação com reduções significativas no índice de biodiversidade de aves.

“Os resultados revelaram que políticas mais rigorosas que promovem a expansão da energia solar estavam associadas a declínios significativos na diversidade de aves”, afirmaram os pesquisadores.

De acordo com a equipe, um aumento de um desvio padrão na intensidade dessas políticas correspondeu a uma redução de 2,10% no índice de biodiversidade de aves.

Energia solar avança sobre grandes áreas rurais

A expansão acontece enquanto a China ocupa posição de liderança na fabricação e geração de energia solar. O país superou antecipadamente sua meta de 1.200 gigawatts de capacidade combinada de energia solar e eólica prevista para 2030.

Instalações fotovoltaicas de grande escala precisam de extensas áreas contínuas. Com o avanço dessa infraestrutura, milhares de quilômetros quadrados de terras rurais estão sendo transformados para receber os projetos.

Segundo as informações analisadas, a substituição de campos abertos e terras agrícolas por instalações solares afeta habitats usados pelas aves.

Os danos identificados foram mais evidentes em regiões mais ricas e não desérticas, onde a conversão de terras ocorreu de maneira mais rápida.

Nessas áreas, pastagens e fazendas férteis também foram ocupadas por empreendimentos fotovoltaicos. O processo substituiu áreas utilizadas pelas aves por estruturas associadas à geração solar.

O estudo apontou ainda que as espécies de aves mais comuns registraram as perdas mais acentuadas.

Áreas com painéis pareciam mais verdes vistas por satélite

Outro resultado destacado pela pesquisa envolve uma diferença entre o aspecto das áreas observado por satélite e as condições encontradas na vegetação local.

O monitoramento por satélite mostrou que locais ocupados por instalações solares frequentemente apresentavam índices de área foliar mais altos. Dessa forma, essas regiões podiam parecer mais verdes quando observadas da órbita.

Em terra, porém, os dados mostraram redução da diversidade da vegetação. O fenômeno foi chamado de “verde inferior” e indica que uma aparência mais verde não necessariamente correspondia à manutenção da variedade vegetal existente anteriormente.

As aves foram utilizadas como indicadores sensíveis dessas mudanças ecológicas. O acompanhamento de seus deslocamentos mostrou efeitos relacionados à degradação da vegetação e das fontes de alimento disponíveis nos habitats.

Pesquisadores discutem custos da perda de biodiversidade

Em artigo de perspectiva que acompanha o estudo, a pesquisadora Yuanning Liang destacou a necessidade de considerar economicamente os efeitos ambientais durante a análise de políticas públicas.

“Sem essa valoração, a análise de políticas públicas não dá o devido peso à conservação”, afirmou Liang.

O material também situa os resultados dentro de um desafio mais amplo enfrentado pelas fontes renováveis.

A energia eólica enfrenta críticas relacionadas à mortalidade de aves e morcegos em colisões com pás de turbinas. Grandes barragens hidrelétricas, por sua vez, podem fragmentar rios, bloquear espécies migratórias de peixes e modificar fluxos naturais de sedimentos.

No caso da energia solar, os pesquisadores indicam que a expansão da infraestrutura precisa considerar também seus efeitos sobre habitats e biodiversidade.

Entre as possibilidades mencionadas estão a instalação em terrenos degradados, o compartilhamento de áreas com atividades agrícolas e o desenvolvimento de infraestrutura planejada para reduzir os impactos ecológicos.

Com informações de interestingengineering.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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